quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A esquizofrenia nacional

Decorreram eleições, os portugueses que quiserem pronunciaram-se. A coligação PSD/CDS teve inequivocamente mais votos. Outro dos vitoriosos da noite foi, inequivocamente, o Bloco de Esquerda, pela boa campanha e porque as pessoas ganharam empatia por Catarina Martins e Mariana Mortágua, que duplicou o número de deputados. Mas teve apenas perto de dez por cento.

A múmia de Belém, expressão minha que uso há muitos anos, convocou Pedro Passos Coelho que, mesmo sem maioria absoluta, é o que legitimamente deve ser chamado a formar Governo. No entanto, parece que há uma maioria de bloqueio e já conversas para uma aliança à esquerda.

Parece que estamos num colete de forças, mergulhados numa esquizofrenia nacional, em que parece que os votos, afinal, não valem nada. Alertei antes das eleições aqui neste blog, e não no dia seguinte, para o impasse em que podíamos cair. Vamos viver neste drama durante uns tempos.

E, quase ao mesmo tempo, uma arara hipocondríaca é candidata a Presidente da República. Como é que um tipo, falo de Marcelo Rebelo de Sousa, que se diverte a criar cenários e é por natureza um petiz que gosta de pregar partidas, vai agora para Belém dar estabilidade a um clima de esquizofrenia em que vivemos?

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