Todos os sportinguistas estão felizes pela chegada ao Jamor. Se assim não acontecesse, era uma enorme decepção, como disse Luis Duque.
A equipa ganhou, ontem, e isso é que era importante. Sentimos que a equipa não está bem, mas as vitórias dão moral e todos desejamos um novo ciclo de alegrias.
Em termos comunicacionais, quero chamar a atenção para a gestão do silêncio de Domingos, a boa opção de cancelar a conferência de imprensa do costume, trocada por uma declaração controlada no site do clube, e o regresso à normalidade das suas declarações públicas onde nos habituou a moderação, sensatez e racionalidade.
É bom que em termos comunicacionais Domingos não perca o seu controlo e se proteja, evitando o desgaste da sua imagem, coisa que não tinha acontecido nas duas últimas semanas. Isso é muito importante para evitar desequilíbrios emocionais no grupo de trabalho.
PS: Quero criticar asperamente os comentários vergonhosos de Pedro Henriques na Sport TV. Quando põem um microfone ao pé da boca de um qualquer badameco não dá bom resultado.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Domingos criou a sua própria fogueira com má comunicação
Domingos Paciência foi responsável por momentos de grande futebol como há muito tempo já não se via em Alvalade. Depois, e mesmo não esquecendo lesões e erros de arbitragem, têm sido decepções atrás de decepções, futebol com pouca intensidade e sinais notórios de falta de liderança e desnorte comunicacional.
Esta semana, Domingos falou quase todos os dias e não falou bem. Tenho pena que não conheça a série "Mad Men", pois, por certo, lá pela terceira temporada, tinha deparado com esta frase: «o meu papel é reduzir a comunicação ao essencial».
É humilhante para um jogador ver o seu líder a revelar que ele treinava com cordas; é desagradável para a direcção e SAD ver o teinador queixar-se que os jogadores chegaram a conta-gotas´; é lamentável ver um líder dizer que ao fim de seis meses de trabalho ainda não conhece bem todos os jogadores.
Esta última frase é para mim muito significativa. Pois como dizia o prof. Abel Salazar: «um médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe». E um treinador não pode só perceber de bola. É um líder, e como qualquer líder, tem de conhecer a natureza humana. Ao fim de seis meses dizer que não conhece bem todos os jogadores, é demonstrativo que não controla o grupo.
Não me falem de equipa em construção, como desculpa, pois o próprio Braga está a passar o mesmo processo e está a passar muito melhor. Domingos cometeu diversos erros, nomeadamente, ao apostar de rajada nos jogadores recém-chegados (Renato Neto, Ribas), mas que passados poucos jogos já não jogam, como ontem se constatou. E isso desequilibra um balneário.
E Domingos tem de falar verdade. O Sporting tem muito melhores jogadores que o ano passado, mas os resultados não têm sido muito diferentes. E a massa adepta tem sido muito tolerante com ele. E há algo que me choca: as constantes lesões musculares dos jogadores. Que não são culpa do departamento médico, mas sim do tipo de preparação física que é ministrada pela equipa de Domingos. E salta à vista, que é deficitária.
Houve muita gente que gostou daquela conferência de imprensa de Domingos em que falou muito emocionado. Quem assim gostou, viu mal a coisa, eu, por exemplo, não gostei nada. Vi, naquele momento, um homem transtornado e que perdeu o seu controlo emocional.
O "personal branding" de Domingos é de perfil baixo. Habitualmente calmo, racional, sensato, ponderado, discreto. Não há "brandings" maus. Há, sim, com diferentes perfis. O que abre brechas num "brand" é a incongruência e a ruptura com o perfil traçado e construído durante o tempo.
Aquela emocional conferência de imprensa em que atacou os «médicos e fadistas» marcou essa ruptura com o seu "personal branding", em que demonstrou sinais evidentes de falta de liderança e de perda de uma narrativa no universo comunicacional.
Domingos está fraco e a perder apoios, mas foi ele que deu mecha à fogueira em que será incinerado. Não lhe desejo isso, mas não há bons treinadores sem resultados. E a vida de treinador é sempre a de elo mais fraco.
Esta semana, Domingos falou quase todos os dias e não falou bem. Tenho pena que não conheça a série "Mad Men", pois, por certo, lá pela terceira temporada, tinha deparado com esta frase: «o meu papel é reduzir a comunicação ao essencial».
É humilhante para um jogador ver o seu líder a revelar que ele treinava com cordas; é desagradável para a direcção e SAD ver o teinador queixar-se que os jogadores chegaram a conta-gotas´; é lamentável ver um líder dizer que ao fim de seis meses de trabalho ainda não conhece bem todos os jogadores.
Esta última frase é para mim muito significativa. Pois como dizia o prof. Abel Salazar: «um médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe». E um treinador não pode só perceber de bola. É um líder, e como qualquer líder, tem de conhecer a natureza humana. Ao fim de seis meses dizer que não conhece bem todos os jogadores, é demonstrativo que não controla o grupo.
Não me falem de equipa em construção, como desculpa, pois o próprio Braga está a passar o mesmo processo e está a passar muito melhor. Domingos cometeu diversos erros, nomeadamente, ao apostar de rajada nos jogadores recém-chegados (Renato Neto, Ribas), mas que passados poucos jogos já não jogam, como ontem se constatou. E isso desequilibra um balneário.
E Domingos tem de falar verdade. O Sporting tem muito melhores jogadores que o ano passado, mas os resultados não têm sido muito diferentes. E a massa adepta tem sido muito tolerante com ele. E há algo que me choca: as constantes lesões musculares dos jogadores. Que não são culpa do departamento médico, mas sim do tipo de preparação física que é ministrada pela equipa de Domingos. E salta à vista, que é deficitária.
Houve muita gente que gostou daquela conferência de imprensa de Domingos em que falou muito emocionado. Quem assim gostou, viu mal a coisa, eu, por exemplo, não gostei nada. Vi, naquele momento, um homem transtornado e que perdeu o seu controlo emocional.
O "personal branding" de Domingos é de perfil baixo. Habitualmente calmo, racional, sensato, ponderado, discreto. Não há "brandings" maus. Há, sim, com diferentes perfis. O que abre brechas num "brand" é a incongruência e a ruptura com o perfil traçado e construído durante o tempo.
Aquela emocional conferência de imprensa em que atacou os «médicos e fadistas» marcou essa ruptura com o seu "personal branding", em que demonstrou sinais evidentes de falta de liderança e de perda de uma narrativa no universo comunicacional.
Domingos está fraco e a perder apoios, mas foi ele que deu mecha à fogueira em que será incinerado. Não lhe desejo isso, mas não há bons treinadores sem resultados. E a vida de treinador é sempre a de elo mais fraco.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Uma pergunta a Domingos Paciência e uma análise ao momento actual do Sporting
Quero dizer, em primeiro lugar, que estou grato ao Domingos Paciência pela qualidade de futebol que apresentou em alguns jogos desta época.
O ano passado, qualquer jogo do Sporting era um pesadelo para os sportinguistas. A equipa era fraca e estava deficitariamente defendida pela estrutura. Tínhamos maus jogadores e qualidade sofrível na produção de jogo.
Este ano, com muito investimento (que desequilibou as contas da SAD), há melhores jogadores e mais activos (que todos os meses são um bocadinho mais alienados a fundos). A estrutura é melhor e mais sabedora, mas tem de aparecer mais em defesa do treinador e dos activos que gere.
Porém, nos últimos jogos, por cansaço, lesões, juventude a mais, falta de comando, não sei qual o motivo, mas podem ser todos estes que apresentei juntos,o Sporting baixou na intensidade, na pressão que estrangulava os adversários e na qualidade de jogo.
Os adeptos, mas sobretudo a equipa, estão deprimidos. É aqui que tem de entrar a liderança. Do Presidente, da SAD e do treinador. Só estas pessoas neste momento devem falar, o resto são papagaios.
Caro Domingos, desejo-lhe as maiores felicidades e que mantenha a linha de racionalidade e sensatez que sempre apresentou antes daquela explosiva conferência de imprensa que proferiu, onde claramente se percebeu, até pela sua linguagem corporal, que estava a perder um pouco o seu controlo emocional.
Porque contra Moreirense e Olhanense, onde desiludiu muito, abre-se a porta à pergunta: quem teve a culpa? O médico, o fadista ou o carpinteiro?
O ano passado, qualquer jogo do Sporting era um pesadelo para os sportinguistas. A equipa era fraca e estava deficitariamente defendida pela estrutura. Tínhamos maus jogadores e qualidade sofrível na produção de jogo.
Este ano, com muito investimento (que desequilibou as contas da SAD), há melhores jogadores e mais activos (que todos os meses são um bocadinho mais alienados a fundos). A estrutura é melhor e mais sabedora, mas tem de aparecer mais em defesa do treinador e dos activos que gere.
Porém, nos últimos jogos, por cansaço, lesões, juventude a mais, falta de comando, não sei qual o motivo, mas podem ser todos estes que apresentei juntos,o Sporting baixou na intensidade, na pressão que estrangulava os adversários e na qualidade de jogo.
Os adeptos, mas sobretudo a equipa, estão deprimidos. É aqui que tem de entrar a liderança. Do Presidente, da SAD e do treinador. Só estas pessoas neste momento devem falar, o resto são papagaios.
Caro Domingos, desejo-lhe as maiores felicidades e que mantenha a linha de racionalidade e sensatez que sempre apresentou antes daquela explosiva conferência de imprensa que proferiu, onde claramente se percebeu, até pela sua linguagem corporal, que estava a perder um pouco o seu controlo emocional.
Porque contra Moreirense e Olhanense, onde desiludiu muito, abre-se a porta à pergunta: quem teve a culpa? O médico, o fadista ou o carpinteiro?
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Domingos bem a ignorar Eduardo Barroso
Respeito o sportinguismo de Eduardo Barroso e respeito ainda mais o seu direito à opinião. Mas não sei se é útil para o Sporting que o presidente da mesa da AG, um cargo de enorme relevância, mantenha o seu lugar de comentador desportivo num canal de televisão.
O Sporting onde entra é para ganhar, que fique bem claro, mas está em uníssono no clube e na SAD com um discurso de racionalidade que Domingos soube marcar.
Se não fossem as declarações de Eduardo Barroso na TVI24 e mais tarde reforçadas aos jornais, não haveria aquela pergunta na "flash-interview" de ontem a seguir ao jogo.
Domingos respondeu bem e chutou para canto. Eduardo Barroso «não é da estrutura» e como tal as suas palavras são para ignorar. Barroso tem direito à livre opinião, mas tem de ter cuidado para não desestabilizar o grupo de trabalho.
O Sporting onde entra é para ganhar, que fique bem claro, mas está em uníssono no clube e na SAD com um discurso de racionalidade que Domingos soube marcar.
Se não fossem as declarações de Eduardo Barroso na TVI24 e mais tarde reforçadas aos jornais, não haveria aquela pergunta na "flash-interview" de ontem a seguir ao jogo.
Domingos respondeu bem e chutou para canto. Eduardo Barroso «não é da estrutura» e como tal as suas palavras são para ignorar. Barroso tem direito à livre opinião, mas tem de ter cuidado para não desestabilizar o grupo de trabalho.
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domingo, 19 de junho de 2011
Oráculo (280)
«Motivação e crença ultrapassam a importância das metodologias de trabalho»
Domingos Paciência
Domingos Paciência
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Sporting tem pouca paciência
Dizia-me ontem um taxista: «o mal do Sporting é que tem pouca paciência». Vamos ver com este treinador.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Couceiro no lugar de Mil-Homens
A confirmar-se esta minha informação, tudo vai mudar na Academia do Sporting em Alcochete. A actual direcção pretende rescindir com Pedro Mil-Homens e Jean Paul e colocar na direcção da fábrica de talentos, José Couceiro.
Sendo Mil-Homens "persona non grata" em muitos sectores leoninos pelo seu reconhecido benfiquismo, poderá ser uma mudança que vai cair bem entre os associados.
PS: A Bola traz hoje que Domingos Paciência, possível futuro treinador, exigiu toda a sua equipa técnica de Braga, incluindo o ex-guarda-redes do Sporting, Vital, para a preparação dos mesmos. É verdade a notícia e já a tinha comentado ontem com alguns sportinguistas, pois uma das condições impostas por Domingos é ter o seu núcleo de confiança com ele e não quer nenhuma ex-glória nos treinos da equipa.
Sendo Mil-Homens "persona non grata" em muitos sectores leoninos pelo seu reconhecido benfiquismo, poderá ser uma mudança que vai cair bem entre os associados.
PS: A Bola traz hoje que Domingos Paciência, possível futuro treinador, exigiu toda a sua equipa técnica de Braga, incluindo o ex-guarda-redes do Sporting, Vital, para a preparação dos mesmos. É verdade a notícia e já a tinha comentado ontem com alguns sportinguistas, pois uma das condições impostas por Domingos é ter o seu núcleo de confiança com ele e não quer nenhuma ex-glória nos treinos da equipa.
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