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sábado, 22 de outubro de 2011

A estratégia concertada Godinho Lopes/Luis Duque

Pode ter caído mal a muita gente, entre os quais eu que também fiquei espantado e preocupado, o surgimento de Luis Duque na cerimónia de apresentação da candidatura de Carlos Marta à Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Parecia uma afronta a Godinho Lopes, depois deste indicar que o Sporting apoiaria Fernando Gomes. E o que está em jogo é apenas a arbitragem, como esclareço à frente e não vi isso escrito em lado nenhum e irei revelar.

Como não podia deixar de ser, hoje, o porta-voz oficial dos interesses do Benfica, o director de A Bola, Vitor Serpa, já vem falar de desinteligências entre ambos, algo ideal na sua iluminada sabedoria para tentar desestabilizar o Sporting que está bem, ganha, joga bom futebol, os adeptos estão mobilizados e na sua alma, o ecletismo, todos os dias temos boas notícias de vitórias das nossas equipas e atletas.

A tentar criar divisão entre a direcção e a SAD. Direcção que está a fazer o melhor possível, onde destaco o Presidente, mas também Paulo Pereira Cristóvão (que muitos não gostam mas está a fazer um bom trabalho), Ricardo Tomás (mas nunca devemos esquecer o papel do Mário Patrício), Pedro Ferreira (agora destacado para a SAD) e onde apenas os elos mais fracos são Carlos Barbosa e Nobre Guedes (que nem devia lá estar pois é apenas uma correia de transmissão de José Maria Ricciardi, do BES). E onde apenas a comunicação é medíocre, mas não vale a pena falar sobre isso agora.

A SAD funciona bem, blindou balneário, cada um sabe o que faz, a equipa está bem e a entrada do Pedro Sousa para a sua comunicação tem sido muito positiva.

Mas ao contrário do que os profetas da desgraça pensam, há uma estratégia concertada entre Godinho Lopes e Luis Duque. Apesar da dureza e crueza das palavras do Presidente, hoje em Tavira, isso passa como uma afirmação firme de liderança, que eu gostei, e não nenhum atropelo ou falta de consideração a Duque.

O Sporting claramente apoia Fernando Gomes, que vai ser o próximo presidente da FPF. E ao fim de muitos anos, finalmente, o Sporting está dentro da solução e tem uma palavra a dizer nos poderes que gerem a arbitragem.

Mas o que ainda ninguém escreveu: a eleição para o Conselho de Arbitragem é feita pelo método de Hondt, isto é, mesmo os candidatos derrotados terão delegados nesse conselho. Assim o Sporting está numa e noutra lista, podendo escolher quem bem lhe interesse. Godinho está com os gregos e Duque entra no cavalo de Tróia junto dos troianos.

E é falso que Duque seja secretário-geral da FPF na lista de Marta. Desta vez, o Sporting montou bem a estratégia. O porta-voz do Benfica que vá pregar para o deserto.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

11 milhões de comissões no Sporting e o salário de Duque

Muito para explicar sobre esta notícia. E não me venham dizer que a notícia de O Jogo, que é um jornal muito equilibrado, é feita por inimigos do Sporting - a mesma conversa do costume como se apoiar fosse calar - pois o autor da notícia, o Jean-Paul é um bom jornalista e um tipo sério.

Já sabemos que há passes que têm de ser comprados, mesmo quando os jogadores vêm a custo zero (casos Rodriguez e Arias, neste caso custou 900 mil euros e temos Cédric e João Gonçalves para a mesma posição, não esquecer), mas, meus amigos, 11 milhões em bolo global de comissões não é de mais?

Quem são os cavalheiros que representam estas entidades todas que recebem comissões? Mas o futebol que é um espectáculo fantástico e honesto pois é vivido com paixão pelos adeptos, tornou-se um negócio de vampiros comissionistas e de off-shores sem rosto?

Num clube que «não tem dinheiro para fazer cantar um cego», Godinho Lopes dixit, 11 milhões em comissões é normal?

E que dizer do salário de Luís Duque? Vão-me dizer: é normal. Não é, não senhor. José Eduardo Bettencourt foi o pior Presidente do Sporting e também o primeiro a ter uma remuneração. Auferia na casa dos 20 mil euros, mas era muito menos do que ganhava na sua actividade profissional, honra lhe seja feita.

Agora Duque aufere sensivelmente o mesmo. Mas a pergunta simples é: mas quanto ganhava antes de vir para o Sporting?

Pois bem, entendo que quem tem paixão por um clube, naturalmente não deve perder dinheiro, mas deve ganhar sensivelmente o mesmo que ganhava na sua função anterior. Isolando o caso de Godinho Lopes, que não é remunerado, e dos activos do clube, gostava muito que estudassem a diferença entre o que os funcionários do Grupo Sporting auferiam antes de ir para lá e o que recebem agora.

Sem esquecer as cunhas e o compadrio de muita gente que está no Sporting a ganhar o que nunca ganharia a trabalhar com o curriculo que tem. Depois falam de quotas suplementares para as modalidades, mas se cortarem em salários na sede social do Sporting vão ver que têm uma excelente maneira de equilibrar as contas das modalidades ditas amadoras.

Assuntos que deviam ser tratados e explicados hoje na reunião do Conselho Leonino.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Duque e a bola a rolar

Luís Duque deu ontem entrevista simples à RTP-N. Abordou alguns assuntos de maneira simpática e saiu-se bem. Foi a actualidade do futebol que alguns queriam saber, mas o mais importante é quando diz que em Alvalade a «revolução continua».

Significa em bom português que há muito ainda a fazer. Gostei que dissesse que havia «muitos acomodados» em Alvalade. É bem verdade.

Eu neste blog já dei a sugestão construtiva à direcção para que efectue significativos cortes salariais em muitos "lugarzinhos" de favor e em gente que por ali anda com pouco por fazer e com salários que não são compagináveis com o seu curriculum. Sei que a ideia foi benquista pela direcção, mas todos os sócios aguardam essa tesourada nos funcionários bem pagos e que nada fazem no Sporting.

Luís Duque foi um dos trunfos mais fortes na candidatura de Godinho Lopes. Muita gente votou em Duque, é verdade, mas realço que hoje o universo leonino pode dizer sem problemas que, para já, Godinho Lopes tem feito o melhor possível e que o elo mais fraco da direcção se chama Carlos Barbosa, a quem desejo sinceramente que reveja o seu posicionamento e que cale a boca sobre futebol, pois percebe tanto de futebol como eu de chaminés.

O Sporting, dentro das suas possibilidades, reforçou-se para o campeonato que hoje começa. Há em todos nós o desejo e o sonho, mas também tem de haver os pés assentes na terra de quem vê a violência da realidade.

Desejamos ser campeões, mas o pragamtismo da realidade leva-me a desejar que o Sporting, primeiro, jogue bom futebol; segundo, continue com a união dos adeptos em torno da sua equipa, fazendo-se críticas construtivas quando tiverem que ser feitas.

O Sporting tem nesta época obrigação de encurtar distâncias para os outros rivais e lutar com galhardia dentro de campo. O Sporting, infelizmente, está à vista de todos, ainda não tem as mesmas armas de Carnide e das Antas.

Mas tem a obrigação de combater, de lutar, de deixar tudo em campo. S. Paulo dizia «combatei, combatei sempre, mas combatei o bom combate».

E o combate dos jogadores do Sporting é o melhor de todos: é o combate pelos milhões de adeptos que amam o seu clube, que choram, gritam e que vivem com ele no seu coração.

domingo, 22 de maio de 2011

A saída de Duque do Sporting

Rude golpe na curta Presidência de Godinho Lopes. Luís Duque e Carlos Freitas foram dois dos seus trunfos principais para ganhar eleições.

Duque sabe de futebol, conhece as estruturas dirigentes do futebol português, sabe blindar um balneário e queria trabalhar em paz na construção do plantel.

Mas será a primeira vítima do que muitos chamaram a lista do «saco de gatos» na última disputa eleitoral. Senão vejamos, os motivos exibidos na comunicação social para a sua possível saída:

- Ontem, pelas minhas informações recolhidas, já tinha comentado num grupo sportinguista do Facebook que no cerne da decisão estava Nobre Guedes. Personagem que já devia ter saído de Alvalade e que nesta fase estava a fechar a torneira a possíveis contratações, o que bloquearia o trabalho de Duque.

- Depois, e já tinha dado essa "cacha" neste blog, Duque queria Couceiro fora do futebol profissional, passando a liderar a Academia do clube e despedindo Pedro Mil-Homens e Jean paul, personagens mal-quistas pelos adeptos e decisão que cairia bem no universo leonino.

- Por último, noutra informação que eu veiculei na altura, foi Carlos Barbosa e só ele quem escolheu a nova directora de comunicação do Sporting, que não tem perfil, currículo, nem experiência para um cargo tão importante, como já escrevi. Duque também achou um lamentável erro e um tiro no pé.

São estes três factores que ditaram a possível saída de Duque. Por um lado fico satisfeito pois tudo o que tenho escrito está correcto e é informação verídica, mas fico preocupado pois começamos a preparação da época com uma perda lamentável e com um Sporting enfraquecido e já com sinais de divisão.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sugestão a Godinho Lopes

Esta é uma sugestão construtiva para o novo Presidente do Sporting, de quem aguardo a sensatez por conhecer o estado da nossa economia.

Ontem o Público trazia como manchete «Salários dos gestores das maiores empresas cotadas caíram um terço», fruto dos prémios terem diminuído pela crise, mas sobretudo pela moderação imposta pelos accionistas.

Tiro ainda do editorial: «num país com mais de 600 mil desempregados, no qual os rendimentos das famílias estão em queda e onde os funcionários públicos sofreram cortes salariais (...) o mundo dos gestores não se pode desligar da realidade social».

Se todos conhecemos a realidade actual do nosso País, também conhecemos a realidade actual do Sporting Clube de Portugal. Um clube endividado, a depender da banca, a respirar com dificuldade.

Sendo assim, na minha proposta, não incluo nem salários humildes de muitos funcionários nem os salários dos nossos activos, os jogadores (apesar de alguns merecerem bem uma punição). O que defendo é que Godinho Lopes deve negociar com muitos funcionários do universo Sporting o corte, no MÍNIMO de 5 a 10%, dos seus salários e alguns, infelizmente, por falta de competência e produtividade devem ver os seus contratos rescindidos porque o Sporting não é a função pública.

Tenho conhecimento, e muitos outros também, de salários sumptuosos de muitos funcionários que nem currículo têm para desempenhar determinadas funções, muito menos salários de mais de 3000 euros e em alguns casos ordenados estratosféricos que pensamos só os jogadores de futebol auferem.

Sabendo também que a actual direcção não está a receber nenhuma verba pelo seu trabalho em prol do clube, mais se acentuam os erros cometidos no tempo do projecto Roquette que criou uma amálgama de mais de uma dezena de empresas com elevados gastos com o pessoal, administradores, directores e outros funcionários.

O Sporting tem de redimensionar a sua folha salarial, não só na sua equipa de futebol, mas mais importante nos seus funcionários (repito, deixo de parte os salários mais humildes).

Luis Duque durante a campanha pediu «um cheque e uma vassoura». Pois bem, o cheque, infelizmente, só pode ser curto, reduzido, e a vassoura pode começar a entrar em funções. A moral do País e do Sporting assim o exige.