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segunda-feira, 17 de março de 2014

O que Alex Ferguson aconselhou a Tony Blair

«Se conseguir manter o seu Governo numa sala e fechar a porta não terá problemas. O problema com a governação é que cada um vale por si próprio, tem os seus aliados e os seus contactos nos jornais. Controlar o Gabinete vai ser a parte mais difícil».

Alex Ferguson em «A MInha Autobiografia», num jantar que teve com Tony Blair e Alastair Campbell

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Simpático Tony Blair sobre Timor


Hoje em dia as viagens de Tony Blair são operações de charme. Aqui elogia o trabalho realizado num País que muito nos toca: Timor-Leste, mas é simpático.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Oráculo (146)

«Algumas pessoas podem rebaixar a política, mas nós, que estamos envolvidos nela, sabemos que é aí que as pessoas se apresentam de cabeça erguida. Embora saiba que tem muitas controvérsias duras, continua a ser a área que põe o coração a bater um bocadinho mais depressa. Se, por vezes, é palco de intrigas mesquinhas, é com muito mais frequência o palco onde se luta por causas nobres»

Tony Blair, Um Percurso, extracto do seu último discurso na Câmara dos Comuns

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A política e as pessoas segundo Tony Blair

«A coisa mais difícil de compreender para um político no activo é o facto de a maior parte das pessoas, a maior parte das vezes, não pensar uma única vez em política durante todo o dia. Ou, quando o faz, é com um suspiro, um pigarrear ou um erguer de sobrancelhas, para logo voltar a preocupar-se com os filhos, os pais, a hipoteca, o chefe, os amigos, o peso, a saúde, o sexo e o rock `n`roll»

Tony Blair, Um Percurso

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sugestões de fim-de-semana (2)

Não sei como vai estar o tempo, mas confesso que eu espero ficar por casa.

Livros

Tony Blair - Um Percurso; Editora Bertrand, 714 páginas. Já o comecei a ler e a escrita é boa, ágil. Logo no início, Blair diz ao que vem: «o meu objectivo é escrver não como um historiador, mas antes como um líder» e deixo mais duas passagens: «eu era o eterno guerreiro contra a complacência. Falava regularmente como se podia perder a liderança nas sondagens, como nunca se devia subestimar os conservadores. Fingir que estava tudo no fio da navalha, ajudou a motivar, a galvanizar e a manter-nos na linha»; «Se tivermos a política certa e a estratégia correcta, temos sempre hipótese de ganhar. Sem elas, podemos perder, por mais certa que a vitória possa parecer».

Asa Larsson - Aurora Boreal; Editora Planeta, 321 páginas. Um bom policial em perspectiva. Os autores nórdicos, suecos, noruegueses e islandeses estão muito fortes neste género literário. E como daquelas sociedades que imaginamos frias, quase sem alma, saiem as maiores preversões e os crimes mais negros. O Hipnotista, do Kepler que anda por aí é fantástico, os livros do Henning Mankel e o seu detective Kurt wallander é prodigioso, Anne Holt (norueguesa) e Yrsa Sigurdardóttir (islandesa) são também imperdíveis.

Filmes

O ofício de Matar, de Jean-Pierre Melville, um dos grandes clássicos do cinema francês agora em edição dvd portuguesa, com o melhor Alain Delon de sempre.

Young Mr. Lincoln, de John Ford, integrado na magnífica nova colecção de grandes realizadores que o Público traz à 6a. A origem do mito Abraham Lincoln através do seu primeiro caso judicial quando ainda era jovem, com Henry Fonda em grande

TV

The Good Wife - Este sábado a Fox Life passa 3 episódios desta grande série para quem ainda não viu. Uma advogada que segue a carreira depois do marido político ser apanhado num escândalo sexual. julianna margulies e Chris Noth (o mr.Big do Sexo e a Cidade)

National Geographic Wild - confesso que gosto de ler de televisão ligada e habitualmente faço-o neste canal. Destaco dois documentários esta semana: A vida selvagem no Kamchatka (na Rússia) e uma disputa de território de tigres na Índia. A vida animal é muito educativa para as sociedades humanas.

sábado, 24 de julho de 2010

Ghost Writer

Ghost Writer é aquela pessoa a quem não é reconhecida a autoria de livros ou discursos, sendo o seu nome substituído por alguém importante.

No filme "The Ghost Writer" a história começa com o convite a Ewan McGregor para escrever, de maneira escondida, as memórias de um ex-Primeiro-Ministro, Adam Lang (Pierce Brosnan).

O filme arranca com um diálogo muito interessante como conceito para a comunicação política:

- "Conheces o Adam Lang?"

- " Claro, votei nele, toda a gente votou nele. Ele não era um político era uma moda".

Depois, o filme que tem laivos declarados de inspiração na personalidade de Tony Blair, não é um filme político. É um thriller com fundo político, tal como o conto de Robert Harris que o originou.

Relembre-se que Harris escreveu Pátria (Fatherland), Enigma, Pompeia e Imperium. Li os quatro, o primeiro e o último referidos fantásticos.

Mas a mim, cinéfilo militante, o que me interessa é como Roman Polanski, o realizador, dá provas de maestria.

Um grande realizador sabe contar uma história, cria um universo próprio. Neste caso, o tempo que passamos na sala é um tempo angustiante, pois algo ainda está para vir.

Muita gente não gosta de Polanski, há quem até não o veja agora como protesto silencioso pelas suas histórias relacionadas com a pedofilia, mas Polanski é um director genial.

Os pormenores são deliciosos com ele. Nunca me esqueço de um dos meus filmes preferidos, "Repulsa", na sua fase inicial de carreira, com uma Catherine Deneuve que, de repente, se torna uma psicopata refugiada em casa.

Mas Polanski tem Tess (mais "ternurento"), a Semente do Diabo (com uma Mia Farrow completamente enleada na influência de algo que não compreende), Frenético (sempre como som de fundo Grace Jones e uma degradada Paris, com o plano inicial e final do filme iguais: um carro de recolha de lixo), o Pianista (onde filma os seus terrores de adolescência), ou o perturbante Lua de mel - Lua de Fel, Oliver Twist (numa visão pessoal do livro de Dickens). Escrevo de memória, daqui a bocado lembro-me de mais.

Este "Ghost Writer" é um thriller actual, um grande filme, ainda com a aparição de um dos melhores secundários de sempre de Hollywood, o "velhinho" Eli Wallach. Recomendo vivamente, não se vão arrepender.

Nos dias de hoje em que Hollywood vive uma fase "cromagnon" de "blockbusters", de prodígios técnicos e de filmes para anormais baseados nos heróis da Marvel (honrosa excepção os dois Batman de Christopher Nolan) é raro vermos cinema de qualidade. Polanski conta uma história e faz um FILME. Que raro isso é hoje.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O regresso de Blair

Lia ontem à noite o regresso fortíssimo de Tony Blair à liça. Num momento em que o Labour está pertíssimo dos Tories nas sondagens.

Vantagem óbvia, Blair é muito melhor cabo eleitoral do que Gordon Brown. Desvantagem, o recolocar na agenda política a Guerra do Iraque e a sua imagem danificada com esse envolvimento com George W. Bush.

O ataque é fortíssimo a Cameron: «Parece que ainda não se decidiram sobre aquilo que defendem. Ou continuam a ser o velho partido Tory e querem escondê-lo, ou não sabem para onde querem ir». Acusando o slogan conservador «Tempo de mudança» de ser «o mais vazio de sempre».

David Cameron, perito em comunicação, ele que que trabalhou como PR, não foi menos matador: «foi a primeira vez em vários anos que Blair fez um discurso que ninguém pagou». Isto é muito bom, agressividade em comunicação eu gosto muito.