terça-feira, 28 de janeiro de 2014

MEO, nova marca da ZON/Optimus e uma ideia polémica

Ontem quando escrevi sobre a morte da marca TMN e o renascimento de uma marca, houve quem entendesse - e eu expliquei-me mal e peço desculpa aos leitores - que isso seria tudo relacionado com a TMN e não é assim.

O MEO é a OUTRA VIDA da TMN. O MEO, que foi a marca mais recordada o ano passado pelos portugueses, fruto também das reconhecidas campanhas publicitárias criadas pela Partners, passa assim a ser a marca em que convergem todos os serviços de telecomunicações e entretenimento do grupo. Morre a TMN que ganha outra vida.

Quanto ao renascimento de uma marca isso passa pela nova identidade da ZON/Optimus. «Para isso, a operadora liderada por Miguel Almeida já entregou a criação da identidade da nova empresa resultante da fusão da Zon e da Optimus à agência britânica Wolff Olins», escreveu a Ana Marcela no Dinheiro Vivo,

Aqui, como ontem escrevi, «o que o mercado e os seus possíveis consumidores vão necessitar é de um reforço de empatia, é isso que leva ao robustecimento da ligação emocional dos clientes às marcas. Vamos ver como será o novo nome».

Sobre a ideia polémica que falo no título do post é a seguinte e agarrando neste exemplo do recurso a uma agência de branding inglesa. Muitas empresas portuguesas queixam-se que nos seus esforços de internacionalização, quando se focam em potenciais mercados, encontram diversas barreiras protecionistas.

As nossas empresas enfrentam concorrentes maiores e países que protegem em primeiro lugar as empresas locais - podia citar vários casos, vários países, vários sectores de actividade. Só em Portugal ainda sobrevive o nacional-parolismo de que o que tem marca estrangeira é que é bom. Aqui tudo entra sem restrições.

Naturalmente, vivemos numa economia globalizada e há imposições jurídicas em concursos que pelo seu valor têm de ser abertos a multinacionais e empresas não portuguesas. Mas é tempo de, em determinados casos, haver uma "cartelização das decisões" em prol de empresas nacionais, não só por serem nossas mas também porque em Portugal há valor e talento. Se não defendermos no nosso território as nossas empresas, ninguém o fará lá fora. 

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