quarta-feira, 18 de novembro de 2015

James Bond: 007-Spectre

Em primeiro lugar eu sou um fanático de James Bond, já os vi todos, e várias vezes. É uma personagem eterna na história do cinema. Já os houve bons, menos bons e maus. Mas há um antes e depois de Daniel Craig.

Por isso, em segundo lugar, para a história de James Bond, têm de se colocar os quatro filmes protagonizados por Craig quase à parte e é simples de os catalogar:

Skyfall - genial
Casino Royale - muito bom
Spectre - Bom
Quantum of Solace - fraco

Para quem guarda na memória os tempos míticos do Bond sedutor, elegante e divertido, de Sean Connery, Roger Moore e Pierce Brosnan (Timothy Dalton não o meto nesta galeria, e George Lazemby que deu a cara ao excelente "Ao Serviço de Sua Majestade" - boa parte rodado entre Estoril e Guincho e com uma das mais carismáticas "Bond Girls", Diana Rigg, a Ema Peel da série "Os Vingadores - só o interpretou uma vez), logo a partir do primeiro minuto de Casino Royale se percebeu que o Bond de Craig é um homem real, um bocado bruto, mas com sentimentos.

Este é um Bond com uma densidade psicológica, com história, com memória, que se tenta libertar dos seus demónios e neste "007-Spectre" é um ponto final no regresso ás suas origens que se tinha iniciado em Skyfall.

De resto estão lá todos os ingredientes da saga, muita acção, a sequência inicial no México é espectacular, viagens pelo mundo, há deserto, há paisagem urbana, há neve (só faltou mar), bons diálogos, neste até com algum humor. Há uma Bond girl que todos gostávamos que aparecesse mais, Monica Belucci, e há a bonita Lea Seydoux.

O vilão é um espectáculo à parte, Christoph Waltz é mestre neste tipo de actuação, mas ainda na semana passada conversava com um grande crítico de cinema, dos da velha guarda, o Nuno Henrique Luz, e ambos dizíamos que que se fosse o Mads Mikkelsen, o vilão das lágrimas de sangue de Casino Royale, a coisa ainda seria mais perversa.

Depois, julgo que todos concordamos que esta canção de Sam Smith é candidata a uma das piores de sempre de James Bond. porém, esqueçam a canção e ouçam com atenção a banda sonora original. Criação de um dos maiores compositores de Hollywood e que guardo três parcerias com este realizador Sam Mendes, "American Beauty", "Road to Perdition" e "Revolucionary Road", Thomas Newman, aliás eu estou a ouvi-la enquanto escrevo estas linhas, é uma partitura genial e que em muitos momentos agarra o filme.

Eu gostei deste Bond, mas não é um dos melhores. Deste quarteto de Daniel Craig, guardo já na memória quatro coisas: o próprio Craig em três deles, o talento de Sam Mendes na realização dos dois últimos filmes, um vilão de alto quilate para a extensa galeria, Mads Mikkelsen em Casino Royale, e uma Bond Girl para a história delas também do mesmo: Vesper Lynd, a magnífica Eva Green.

Venha o próximo que a expectativa mantém-se com, como se dizia neste filme, «License to kill or not to kill».

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