quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Helmut Schmidt e a crise portuguesa

No meio da crise política em que vivemos, passou quase despercebida, na terça, a morte de Helmut Scmidt, que juntamente com Willy Brandt e, ainda mais no passado, Konrad Adenauer, constitui a Santíssima Trindade dos grandes chanceleres alemães do pós-guerra.

Morreu aos 96 anos, nunca deixou de fumar, era frontal e inúmeras vezes polémico. Compreendeu a essência da NATO e marcou a pujança de uma Alemanha influente e respeitada. Era um grande líder, daqueles que são feitos de um carácter que hoje já praticamente não existe.

É dele a máxima de que «quem quiser um objectivo distante tem que dar muitos passos curtos». Portugal e os seus políticos têm, para seu benefício, de olhar, e estudar, para os grandes líderes, para as personagens que punham o bem público acima dos seus interesses pessoais, para as personalidades que se libertavam dos ditames do politicamnete correcto.

Os verdadeiros líderes escrevem a História, condicionam e mudam o destino, não se deixam submergir por ele. Como ele dizia, «é preciso ter vontade. E cigarros».

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