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domingo, 19 de março de 2017

Medina, Cristas e a amiga de Vale e Azevedo

O meu artigo desta semana no ECO que pode ler aqui.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Há petróleo em Lisboa

O meu artigo desta semana no ECO é sobre turismo e sobre Lisboa, pode ler aqui.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O turismo em Lisboa

O turismo é bom para Lisboa. Se não houvesse turismo a nossa economia ressentia-se. O turismo é o nosso ouro negro. Estas são três verdades evidentes e só quem está de mal com a vida não vê.

Mas há uma variável nesta equação para este casamento ter sucesso, é que não se podem esquecer os lisboetas que vivem em Lisboa. Não se pode mudar a cara de uma cidade só para se agradar aos turistas, até porque quando isso acontecesse, e se a descaracterizassem, os próprios turistas deixavam de gostar dela.

De resto, os lisboetas recebem bem e gostam de turistas a circular e a enriquecer também a sua cidade. isso é tão óbvio que podiam poupar o dinheiro gasto em estudos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O que importa da Web Summit

Terminou a Web Summit e vamos ao que importa, com clareza e sem o espectáculo de deslumbramento saloio que os media portugueses deram todos os dias.


1- A WS é importante e bem vinda porque em termos imediatos tem um impacto positivo para a economia portuguesa com o consumo que 50 mil pessoas nos trouxe;


2- eu gostava que se fizesse jornalismo para sabermos o que interessa:
- quantos milhões serão investidos pelos ditos mega-empresários que cá vieram nas start-up portuguesas?
- quantos empregos foram criados na sequência da WS para a economia nacional?
-quantas marcas portuguesas foram promovidas e ganharam outro alento em termos internacionais?
-qual o investimento estrangeiro captado para ser aplicado em Lisboa e Portugal?


3- se o jornalismo cai na idiotice de vir dizer que foram consumidos 97 mil pastéis de nata e 22 mil preservativos durante o evento, isso é estar a matar mais um elefante em África e todos queremos salvar os elefantes. Isso não é jornalismo, é uma porcaria qualquer que mata a credibilidade do jornalismo.


4- espero que Fernando Medina tenha contratado para a Câmara Municipal de Lisboa uma start-up de inglês e outra start-up de comunicação, porque isto de pôr uma criança de 5 anos - não sabia que havia assessores tão novos - a escrever um outdoor para se colar ao politicamente correcto do anti-Trump é ridículo.


5- melhorem a organização e os transportes. E arranjem o Wi-Fi no MEO Arena ou a WS será uma anedota para os que cá vêem.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Assunção Cristas em Lisboa

Eu tenho simpatia pela Assunção Cristas, já o disse e mantenho. E digo-o com a liberdade de não pertencer a nenhum partido e tentar ver a política de maneira racional, sem guerrilhas partidárias.

Assunção está a criar a sua aura, o seu caminho. Tal como o seu antecessor, sabe que uma candidatura a Lisboa, com meses de campanha, com intensa exposição mediática, são a melhor maneira de conquistar notoriedade e solidificar a sua liderança.

Em 2001, Lisboa juntou João Soares, Pedro Santana Lopes e Paulo Portas. Três pesos-pesados, provavelmente na melhor campanha política de sempre. O CDS obteve 7,5 por cento dos votos. Sendo assim, esta é a barreira mínima da nova líder do partido, qualquer resultado abaixo será um fracasso.

Assunção tem uma capacidade, com o actual PSD, de roubar eleitorado e dar bicadas ao seu discurso. E tem um capital de simpatia que não é despiciendo na actualidade. Muita gente que não milita no seu partido, respeita-a, e o CDS tem hoje caminho livre para se afirmar, crescer e robustecer a sua base de apoio.

Por isso, sem uma coligação previamente delineada e assinada com o PSD, o seu movimento era o mais natural e o que mais empolga o seu partido, não dando margem para que outros nomes do CDS se neguem ao combate nestas autárquicas.

Mas há algo que não gostei e terá de ser rapidamente limado, apurado e construído. Se já elogiei o movimento de xadrez da sua candidatura, não me esqueço que eu sou de Lisboa, e gostava que quem se candidatasse à minha cidade não dissesse apenas «sou candidato» e apresentasse já algumas ideias que representassem a ruptura com a governação da cidade que está sem qualquer estratégia e a navegar à vista. E aliás, tem boa gente aqui em Lisboa que a pode ajudar, com trabalho evidente e de qualidade na oposição, uma vez que só o CDS - o PSD não existe, Seara desapareceu - tem combatido o presidente não eleito, Medina.

Não basta dizer «tenho o vento de Lisboa colado à minha pele e tenho a água do Tejo no fundo da minha alma», quem lhe construiu este soundbyte é amador, diga-se. Lisboa precisa de uma ideia de cidade, de uma estratégia global e não de apontamentos e obras avulsas. Cristas está no terreno, seja bem vinda, é uma mulher simpática, passa bem o que quer dizer, cria empatia com as pessoas, mas ainda tem de dizer ao que vem.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A "transparência" da Câmara de Lisboa

A Câmara de Lisboa decidiu criar um grupo de trabalho denominado «Transparência» para propor melhorias na maneira de comunicar entre o município e os cidadãos.

Entendo que todas as iniciativas para melhorar a comunicação e dar-lhe maior transparência são sempre positivas. No caso, não envolve vereadores, apenas três técnicos (um deles, a Maria Louro, pessoa que conheço e prezo), que tentarão dar ideias para que a qualidade e a rapidez da informação esclareça cabalmente os munícipes.

Qual é o único senão desta iniciativa? É que nesse grupo de trabalho não está nenhum especialista em comunicação e assim falta a visão profissional de quem trabalha todos os dias e conhece o relacionamento dos meios (tradicionais e digitais) com empresas, pessoas e instituições.

É bom ouvir as ideias dos técnicos internos, falta é conhecer a visão de quem sabe o que faz e tem a perspectiva do munícipe/cidadão face à qualidade e transparência da informação oriunda da Câmara de Lisboa. A rever e ainda vão a tempo.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Um milhão para mim, outro milhão para ti, Olá, Olá

Quando li o que passarei a escrever, lembrei-me de um anúncio muito antigo do gelado Corneto da Olá que cantava assim: «Um Corneto para mim, um Corneto para ti, Olá, Olá». PT pagou 14,3 milhões a administradores no ano do colapso, segundo o Expresso que se baseia no Jornal de Negócios.

Henrique Granadeiro: 1,85 milhões de euros.
Zeinal Bava: 1,61 milhões de euros.
Luís Pacheco de Melo: 1,38 milhões de euros.
Carlos Duarte: 1,2 milhões de euros.
Manuel Rosa da Silva: 1,26 milhões de euros.
Shakhaff Wine : 4 milhões de euros.
Outros administradores: 2,8 milhões de euros.

Andam todos por aí, uns receberam as mais altas condecorações nacionais, ganharam prémios internacionais de gestão, outros, sem pudor, aparecem em cerimónias públicas a apoiar candidatos presidenciais, outros comem e bebem nos melhores restaurantes ainda com ares de superioridade e o capanga da comunicação é o principal conselheiro de fernando Medina na Câmara de Lisboa.

Mas são apenas os magos do zero, os carrascos da maior empresa portuguesa. Para a PT, paz à sua alma. Porque os carrascos continuam a andar por aí.

terça-feira, 7 de abril de 2015

António Costa e Fernando Medina

«Por outro lado, escolhe outro número 2. Sai Manuel Salgado, um independente que lhe trouxe credibilidade no primeiro mandato, e entra Fernando Medina, 40 anos, PS, com experiência governativa. Para lá de Medina ser um nome a seguir para o futuro, o mais importante é que Costa não corre riscos. Não deixa como 2 o tal independente e mete um companheiro de partido, com perfil de seu sucessor e sem levantar problemas», escrevi estas linhas, neste blog, em 29 de Maio de 2013.

O que antevi nessa altura é que António Costa não corria o risco de deixar a Câmara de Lisboa nas mãos de um independente e criava um sucessor do PS já preparando o terreno para outros vôos. O que quis dizer também com isso é que Costa enganou os lisboetas que votaram nele quando no seu âmago já sentia o afã de avançar para outros desafios.

O que deixou Costa em Lisboa? De bom, para mim, o trabalho no Terreiro do Paço e Ribeira das Naus, a recuperação de quiosques, algum apoio ao empreendedorismo com a Start Up Lisboa e a independência que deu ao Turismo de Lisboa para promover bem a nossa cidade.

Mas deixou uma cidade suja, nunca esteve tão suja como agora, negócios imobiliários pouco claros (o triângulo de Alcântara para o grupo José de Mello e o prédio perto do Sheraton para o grupo Espírito Santo, são dois exemplos), criou um pandemónio no Cais do Sodré, trânsito caótico e deixou o Marquês e a Avenida da Liberdade de pantanas. Visão estratégica global da cidade não existiu e rasgos de génio nunca os vi, talvez porque sendo, sem dúvida, um político hábil lhe falta o perfil de presidente de câmara.

Agora, fica em Lisboa, sem plebiscito popular, Fernando Medina. Perfil baixo, discreto, sem uma ideia para a cidade. Aliás, Rui Moreira chamou-lhe «um grande portuense». É natural que não tenha paixão pela cidade como um lisboeta de gema, por isso aconselho que lhe comecem por explicar a diferença entre a Mouraria e a Madragoa, entre a Ameixoeira e o bairro do Arco do Cego. De resto, serão dois anos de Lisboa parada até que venha algo de bom.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

As gôndolas de Veneza, perdão, Lisboa e o silêncio

Ontem voltou o caos à cidade com mais uma queda de água. Ontem, não houve desculpas com a Protecção Civil, apenas o silêncio. Nem o presidente eleito nem o presidente em exercício se ouviram, apenas o silêncio.

Como podemos observar, Lisboa não está preparada para uma crise nem para a sua comunicação. O silêncio é mau em comunicação de crise. E se chover mais, teremos muitas crises. As do tempo, as do caos provocado e as da comunicação. Lisboa não está a ser bem tratada.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

António Costa confirma que é candidato a Belém

António Costa não tem sido um brilhante presidente da câmara de Lisboa, mas é um político hábil e talentoso e tinha um problema em mãos. A sua equipa, com honrosas excepções, era muito fraquinha.

Dois elementos, os mais fracos, eram mesmo dois freios, dois elementos desestabilizadores, da sua acção política. Refiro-me a Helena Roseta e Nunes da Silva. Costa resolveu o problema e chutou-os para a Assembleia Municipal.

Por outro lado, escolhe outro número 2. Sai Manuel Salgado, um independente que lhe trouxe credibilidade no primeiro mandato, e entra Fernando Medina, 40 anos, PS, com experiência governativa.

Para lá de Medina ser um nome a seguir para o futuro, o mais importante é que Costa não corre riscos. Não deixa como 2 o tal independente e mete um companheiro de partido, com perfil de seu sucessor e sem levantar problemas. Se alguém tinha dúvidas, Costa com esta manobra confirma a sua candidatura a Belém.