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segunda-feira, 21 de março de 2011

Porto Canal e outras mudanças nos media do Norte

Acho magistral a iniciativa do Futebol Clube do Porto e de Pinto da Costa ao avançar para o Porto Canal. O "naming" dispensa mudanças e o Presidente do Porto percebeu bem quais as limitações do Canal Benfica.

O do rival de Lisboa é um canal para os adeptos e sócios e funciona quase em sinal fechado, o FCPorto optando por um canal de cabo generalista mas de âmbito regional, com audiência e influência, alarga muito mais a capacidade de expandir a sua marca e cativar outros públicos. Uma decisão que tem no seu epicentro a mão de Conselho em Comunicação, nomeadamente Luís Paixão Martins.

Mas a Norte o Fernando Moreira de Sá explica melhor por aqui, mas chamo a atenção da possível troca de Marcelo Rebelo de Sousa do Sol pelo Jornal de Notícias.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Balanço do PR After Work Norte

Por me encontrar ontem no Porto, dei um salto com todo o gosto a Gaia para a primeira edição do PR After Work Norte.

Em Lisboa foram três sucessos e no Porto, para primeira amostra, foi muito simpático o convívio com colegas que não conhecia e com outros comunicadores de primeira água.

O grande mérito é de quem teve a ideia deste evento: o Rodrigo Saraiva e Alexandre Guerra (dei sinal disso logo na primeira frase que disse para o Porto Canal), bons profissionais, que a partir do seu blog PiaR mobilizaram consultores e muitas pessoas que actuam em área próximas de onde actuamos.

Ontem, a alma-mater foi o Fernando Moreira de Sá que se olharmos para o ROI deu espectáculo e que ainda montou o carro que Sócrates utilizava no cais de Gaia (que magnífico enquadramento e vista) com o filme do evento e demonstrações dos patrocinadores (marcas e media partners) dando tudo para que tudo corresse bem.

Dou nota do convívio com os excelentes comunicadores João Gomes de Almeida e Nuno Gouveia que há muito vou seguindo nas suas intervenções na blogosfera.

E mais duas notas finais: que de Lisboa estive eu e o Rodrigo Moita de Deus, que veio directamente de Londres com a boa disposição de sempre, e um facto curioso. Enquanto a sul já sabemos que nas agências de comunicação a maior parte dos profissionais são mulheres, ali pelo Norte a maioria ainda eram homens os presentes.

Foi muito agradável, desejo que no Norte continue. Aqui pelo Sul acredito que voltará já dentro de momentos mais um PR After Work.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Aí está o PR After Work Norte

Ora aí está a voar para outros ares uma iniciativa de sucesso do blog PiaR, especialmente do Rodrigo Saraiva, que depois de 3 sucessos em Lisboa, agora vai estar no cais de Gaia.

Fica o Fernando Moreira de Sá com as honras do convento desta feita. Desejo que tudo corra bem, com muito sucesso e com muitas pessoas da comunicação aí pelo Norte.

E a nota de que apoio sempre o que é positivo para o mercado, algo que alguns, por pura estupidez e complexos difíceis de explicar deviam fazer e não fazem. Talvez porque estas saudáveis jornadas de convívio entre consultores de comunicação não dão prémios, apenas bons momentos de descontracção e de contacto entre quem trabalha em comunicação.

Fica o promo lançado pelo PiaR.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O assessor não morreu

Ângela Guedes teve o condão de despertar um interessante debate sobre o actual papel do assessor de imprensa, tudo começou no seu blog (ponho aqui a 2ª parte) e posteriormente houve contributos vários, de que destaco Luís Paixão Martins e Estrela Serrano.

E em especial deixo uma palavra a Fernando Moreira de Sá que, no PiaR, fez um magnífico tríptico com as suas ideias sobre o assunto. Apesar de não concordar com a última ideia, a que já chegarei e dá título ao meu post.

Em primeiro lugar, um comentário à ideia da Ângela sobre os consultores de comunicação estarem à vista ou se, pelo contrário, devem permanecer discretos.

Tenho por mim que um consultor/assessor deve ser discreto no seu trabalho com o cliente. Quando trabalhamos com empresas, marcas, instituições ou pessoas, estamos a comunicar os clientes, logo, o nosso papel é de mero parceiro, coadjuvante.

A vedeta é o cliente. Quem queremos que apareça é o cliente. O nosso papel é o de mera consultoria estratégica e de acção, assessoria, táctica ao cliente. O bom é para o cliente e só se houver algo de negativo ou de crise aí devemos aparecer mais em defesa do nosso cliente. Este é o nosso trabalho.

Agora, o outro lado, é a promoção da nossa actividade e da nossa própria marca. O Luís Paixão Martins deu bem o exemplo da Ângela. Hoje, eu escrevo isto, porque começou no blog da Ângela Guedes e assim tenho a minha percepção sobre ela. E nós somos o que somos, o que fazemos e o que escrevemos.

É a partir da nossa reputação que podemos promover o nosso trabalho e, naturalmente, com o nosso poder no universo mediático, quanto maior ele for melhor protegemos os nossos clientes. Por isso a nossa exposição mediática, a título pessoal ou empresarial, quando for positiva é boa para as nossas marcas próprias e para os que trabalham connosco e confiam em nós.

Segundo ponto da minha argumentação: o assessor não morreu. O que são hoje os assessores? Com quem lidamos?

Em empresas e instituições, o Conselho em Comunicação, lida com directores de comunicação e de marketing de empresas; com pessoas, dou exemplo da política, lidamos com assessores próximos do decisor.

O Fernando explica muito bem como o universo mediático mudou, de como se multiplicaram as ferramentas de comunicação.

Hoje em dia o assessor/director de comunicação ou marketing, por muito bom que seja, não chega para tudo e não é especialista em tudo. Hoje, o seu papel é o de fazer briefings, dar jogo e pôr uma equipa com diversas valências a trabalhar num objectivo comum.

Mas o assessor/director de comunicação ou marketing continua a ser o elemento mais próximo e de maior confiança junto dos políticos, empresas ou instituições. O assessor não morreu, deixou foi de ser plenipotenciário, passando a ser um coordenador de vários profissionais nomeadamente de consultores de comunicação.