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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O assessor não morreu

Ângela Guedes teve o condão de despertar um interessante debate sobre o actual papel do assessor de imprensa, tudo começou no seu blog (ponho aqui a 2ª parte) e posteriormente houve contributos vários, de que destaco Luís Paixão Martins e Estrela Serrano.

E em especial deixo uma palavra a Fernando Moreira de Sá que, no PiaR, fez um magnífico tríptico com as suas ideias sobre o assunto. Apesar de não concordar com a última ideia, a que já chegarei e dá título ao meu post.

Em primeiro lugar, um comentário à ideia da Ângela sobre os consultores de comunicação estarem à vista ou se, pelo contrário, devem permanecer discretos.

Tenho por mim que um consultor/assessor deve ser discreto no seu trabalho com o cliente. Quando trabalhamos com empresas, marcas, instituições ou pessoas, estamos a comunicar os clientes, logo, o nosso papel é de mero parceiro, coadjuvante.

A vedeta é o cliente. Quem queremos que apareça é o cliente. O nosso papel é o de mera consultoria estratégica e de acção, assessoria, táctica ao cliente. O bom é para o cliente e só se houver algo de negativo ou de crise aí devemos aparecer mais em defesa do nosso cliente. Este é o nosso trabalho.

Agora, o outro lado, é a promoção da nossa actividade e da nossa própria marca. O Luís Paixão Martins deu bem o exemplo da Ângela. Hoje, eu escrevo isto, porque começou no blog da Ângela Guedes e assim tenho a minha percepção sobre ela. E nós somos o que somos, o que fazemos e o que escrevemos.

É a partir da nossa reputação que podemos promover o nosso trabalho e, naturalmente, com o nosso poder no universo mediático, quanto maior ele for melhor protegemos os nossos clientes. Por isso a nossa exposição mediática, a título pessoal ou empresarial, quando for positiva é boa para as nossas marcas próprias e para os que trabalham connosco e confiam em nós.

Segundo ponto da minha argumentação: o assessor não morreu. O que são hoje os assessores? Com quem lidamos?

Em empresas e instituições, o Conselho em Comunicação, lida com directores de comunicação e de marketing de empresas; com pessoas, dou exemplo da política, lidamos com assessores próximos do decisor.

O Fernando explica muito bem como o universo mediático mudou, de como se multiplicaram as ferramentas de comunicação.

Hoje em dia o assessor/director de comunicação ou marketing, por muito bom que seja, não chega para tudo e não é especialista em tudo. Hoje, o seu papel é o de fazer briefings, dar jogo e pôr uma equipa com diversas valências a trabalhar num objectivo comum.

Mas o assessor/director de comunicação ou marketing continua a ser o elemento mais próximo e de maior confiança junto dos políticos, empresas ou instituições. O assessor não morreu, deixou foi de ser plenipotenciário, passando a ser um coordenador de vários profissionais nomeadamente de consultores de comunicação.

domingo, 18 de julho de 2010

A revolução dos media

O "El Pais" começou na semana passada a fazer entrevistas a personalidades que revolucionaram a maneira de fazer notícias.

E que revolucionaram a maneira das sociedades olharem para o jornalismo, com o conceito de jornalismo-cidadão.

Começou com Arianna Huffington, uma das mulheres mais poderosas dos Estados Unidos, através do seu site e agregador de mais de 6 mil blogs o The Huffington Post.

Hoje, apresenta Jim Vandehei, criador do Politico, este focado em assuntos que o nome dispensa de explicações.

Com cada vez mais os media assoberbados por uma crise generalizada, a grande questão é se estes "new media" roubam audiências ou não. À primeira vista a resposta é sim, para os que seguem estas coisas a resposta é não.

Porque os media tradicionais, nomeadamente a imprensa, têm uma obrigação de profundidade e credibilidade que outros meios podem não apresentar.

Mas deixo a nota. Os jornais que se apresentam como de leitura rápida podem ter um caminho também rápido no seu desaparecimento. Veja-se o 24 Horas e as dificuldades em banca do I.

Quem gosta do papel quer boas histórias, bem contadas, com os diversos ãngulos da notícia conertos por jornalistas que sabem fazer notícias.

Estes novos media são fascinantes, mas a imprensa tradicional está longe de morrer.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

António Colaço, o assessor

Vou falar da vertente clássica do Conselho em Comunicação, a assessoria de imprensa, hoje quando a mudança estratégica da GCI é anunciada, desfocando das «Media Relations».

Há 15 anos estreava-me no jornalismo, na área da política. Fiquei a acompanhar o PS no Parlamento e no Governo.

O primeiro assessor de imprensa que conheci foi o António Colaço. Um dos três clássicos em S. Bento (juntamente com o Zeca Mendonça e a Paula Barata).

O Colaço era o primeiro apoio dos jornalistas, sempre bem disposto, excelente pessoa, culto - o que dava asas a boas conversas - e ainda tive a sorte dele ser originário do concelho do meu pai, conhecendo muita gente que eu também conhecia.

Ele foi sempre um assessor de imprensa, nunca vestiu a pele nem de consultor nem de «spin doctor» (que abomina).

Exerceu bem a sua função e decide agora abandonar este trabalho no Grupo Parlamentar do PS. Os jornalistas parlamentares perdem um bom amigo.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mudanças na Saúde

Não sei como hei-de comentar, mas três saídas de assessores de imprensa de qualquer Ministério num curto espaço de tempo é obra.
Na Saúde, em três meses, saíram Helena Marteleiro (que voltou à Lusa), depois Joana Réfega (para a F5C de João Tocha) e agora Paula Ferreirinha (ex-TVI e que entrou vinda das Obras Públicas e Educação) que vai sair no final do mês, mas ainda não sei para onde.
É muita saída, sra. Ministra. O que é que se passa? Quem manda nesta pasta?.