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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Governo britânico apoia formação em consultoras de comunicação
Importante notícia para o sector, via Luís Paixão Martins.
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
A anatomia de um press release
Post do Luis Paixão Martins sobre um curioso artigo que leu de um jornal americano.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
O hino dos consultores de comunicação
No post já referido do Luis Paixão Martins, ele refere em jeito de brincadeira um hino para os consultores de comunicação.
Confesso que é um bocadinho etéreo de mais para mim, mas o título do hino encerra uma verdade para os profissionais de Conselho em Comunicação: a proximidade. Tanto melhor é o trabalho quanto maior for a proximidade com o cliente.
Aqui fica então o hino mencionado.
Confesso que é um bocadinho etéreo de mais para mim, mas o título do hino encerra uma verdade para os profissionais de Conselho em Comunicação: a proximidade. Tanto melhor é o trabalho quanto maior for a proximidade com o cliente.
Aqui fica então o hino mencionado.
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Os "passarinhos" do LPM foram aos Açores
Gostava que lessem este post do Luis Paixão Martins. É sobre o universo mediático e o papel dos consultores/assessores de comunicação. Como se deve trabalhar para que os media se interessem pelos conteúdos que os profissionais citados desejam.
Podia dar vários exemplos, mas neste caso dou o exemplo de um concurso muito importante, no valor de 6 milhões de euros, ganho por uma empresa portuguesa que realizará trabalho de promoção de um seu novo cliente a nível internacional.
Aqui, tudo começou no sábado no Expresso e no Dinheiro Vivo, e hoje Jornal de Negócios, Diário Económico, Briefing e Meios & Publicidade e ainda provavelmente sairá em mais meios. Deixo a notícia da Briefing.
Podia dar vários exemplos, mas neste caso dou o exemplo de um concurso muito importante, no valor de 6 milhões de euros, ganho por uma empresa portuguesa que realizará trabalho de promoção de um seu novo cliente a nível internacional.
Aqui, tudo começou no sábado no Expresso e no Dinheiro Vivo, e hoje Jornal de Negócios, Diário Económico, Briefing e Meios & Publicidade e ainda provavelmente sairá em mais meios. Deixo a notícia da Briefing.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Respondendo ao "desafio" de Luís Paixão Martins
Ontem Luis Paixão Martins publicou este post, onde me convidava também a dar umas sugestões para filmes sobre PR. Eu acrescentaria mais umas coisas: jornalismo, reportagem de guerra e poder. Porque as PR se movem num universo de influência. É longo post mas acho que é válido o contributo.
Sobre a lista ontem apresentada escolheria estes:
Sweet Smell of Success - O mais antigo, de Alexander Mackendrick, onde a figura que nos interessa é Sidney Falco (Tony Curtis), o "PR man" a seguir os objectivos de JJ (Burt Lancaster), difícil de encontrar, tenho uma cópia em VHS.
Wag The Dog - de Barry Levinson é a bíblia para consultores de comunicação. Está lá tudo, a guerra semeada pelas conveniências, a musiquinha emocional, o gatinho para gerar proximidade das audiências. É um filme perfeito sobre a arte do spinning
Jerry Maguire - de Cameron Crowe, papelão do Tom Cruise aqui no papel de consultor/agente de figuras públicas e a sua aposta num jovem talento do futebol americano. Cuba Gooding Jr no papel se não me falha a memória.
Thank you for smoking - de Jason Reitman, Aaron Eckhart no papel de defesa das tabaqueiras. com a tal frase final mencionada: "Michael Jordan plays ball. Charles Manson kills people. I talk. Everybody has a talent."
Primary Colors - de Mike Nichols, John Travolta é um governador de um estado do Sul e a sua imagem é inspirada em Bill Clinton que teve carradas de construção por consultores políticos, no real James Carville e George Stepanoupoulos. Aliás, sobre este assunto recomendo do actual comentador da Fox News, Stepanoupoulos, o livro All Too Human (a primeira viagem dele ao Arkansas é muito engraçada).
The Candidate- de Michael Ritchie, o filme ganhou Óscar de melhor argumento se não me falha a memória, eu adoro este filme. McKay é Robert Redford e o que nos interessa é o seu consultor, o actor Peter Boyle. A construção de um candidato é o tema.
Agora passo a acrescentar mais alguns em diversas áreas da comunicação:
Power-As Chaves do Poder - do Sidney Lumet, um dos meus filmes preferidos sobre comunicação. Richard Gere, entre viagens, descontrai a tocar uma pequena bateria, é um especialista de comunicação política, destaco algumas frases dos meus apontamentos: «O meu papel é metê-lo lá, quando lá chegar fará o que a sua consciência lhe ditar».
«Corre para um lugar no Senado ou pelos seus princípios?»
«Se gostarem de si, votam em si. Ponto final. As pessoas não votam em ideias, votam em pessoas»
«Nós somos irrelevantes, mas você não» Pete St. John (Gere) para o candidato
Under Fire (Debaixo de fogo) - é um filme de guerra, na Nicarágua, como um fotógrafo, Nick Nolte, acreditando na causa da guerrilha lhe dá novo alento. Como? O líder morto, Rafael, é fotografado como se estivesse vivo dando novo alento à revolução. Uma espécie de foto do presidente brasileiro, Tancredo Neves, quando dois dias depois de operado é fotografado com os médicos, vindo a falecer duas semanas depois, mas era um sinal para que se evitasse o regresso à ditadura dos generais.
Il Divo - de paolo Sorrentino, sobre Giullio Andreotti o homem de maior influência em Itália e como ele manobrava os bastidores da política. Algumas pérolas:
«Se queres guardar um segredo nem a nós próprios o podemos confessar».
«As guerras travam-se com os soldados disponíveis».
«A simpatia é pejorativa em política».
«Na Igreja, De Gasperi falava com Deus, Andreotti falava com o padre. Os padres votam, Deus não».
«É a marca que conta não a loja».
«Só existe a política».
All The King`s Men (A Corrupção do poder) - a versão antiga, de Robert Rossen, com Broderick Crawford, não a actual com Sean Penn que é fraquinha. Como um vendedor, Willie Stark, sem escrúpulos, se torna político, o poder da sua verve e como depois constrói uma máquina de poder através da comunicação.
Z-A Orgia do poder - de Costa Cavras, passado na grécia com os grandes yves Montand e Jean-Louis trintignant. Filme político imperdível, um dos meus preferidos.
O Conformista - de Bernardo Bertolucci, também com o Jean-Louis Trintignant. Culpa e desespero num filme político, de ritmo lento mas intenso emocionalmente.
The Queen- de stephen Frears, a reacção da coroa à morte de lady Diana e o papel de Alastair Campbell junto de Tony Blair com a criação da "Princesa do Povo".
JFK, Nixon, W - os três de Oliver Stone, especialmente Nixon é um tratado sobre o poder e os complexos idiossincráticos de Nixon. para ler destaco "la arrogancia del poder", a melhor biografia sobre Nixon, de Anthony Summers.
Os Homens do presidente - de Alan J. Pakula, com robert Redford e Dustin Hoffman sobre o caso Watergate e a queda de um presidente.
O Último Hurrah - de John Ford, com o Spencer Tracy como velho político a defrontar um imbecil apoiado por campanha televisiva, quando ele ainda subsistia com campanhas porta-a-porta
Network (Escândalo na TV), Broadcast News, Good night and good luck - respectivamente de Sidney Lumet, James L. Brooks e George Clooney, os três melhores filmes sobre televisão.
Shock Corridor (Reportagem de Choque) - de Samuel Fuller, como um ambicioso jornalista entra num manicómio atrás da história que lhe dará um pullitzer e fica...louco.
Ran e O Trono de Sangue - os dois de Akira Kurosawa e adaptações fenomenais de Rei Lear e MacBeth de Shakespeare e Shakespeare é poder. Ninguém tão bem como ele percebeu o poder.
Terra em Transe - de Glauber Rocha, o país imaginário Eldorado e o papel do poder. Jardel filho faz papel inesquecível.
Séries a recomendar sobre estes assuntos
West Wing - 7 temporadas excelentes sobre os bastidores da Casa Branca, dificilmente se fará melhor.
Eu, Cláudio - poder é Roma, através das memórias de Cláudio a presença de Lívia a mulher que fez tudo para pôr o seu filho, Tibério, e todo o cortejo de figuras que marcou o império.
Spin City - passou muito despercebida na RTP2, há uns anos, esta série de humor com Michael J. Fox mas que tinha conteúdos muitos interessantes para os consultores
Kennedys - o 2º episódio mostra a importância do PR man na construção de John Kennedy.
Battlestar Galactica - a versão actual, espiritual e com uma luta eleitoral no espaço que é muito interessante.
O Polvo - especialmente as temporadas 3, 4 e 5. os diálogos entre Tano, Spinoza, Rasi, Antinari, Terrasini e o professor especialista em formigas são do melhor que já se escreveu sobre o poder.
Mad Men- é a série preferida da maioria dos consultores de comunicação. Basta dizer isto. Eu como me fascina a comunicação política votaria sempre em West Wing.
Sobre a lista ontem apresentada escolheria estes:
Sweet Smell of Success - O mais antigo, de Alexander Mackendrick, onde a figura que nos interessa é Sidney Falco (Tony Curtis), o "PR man" a seguir os objectivos de JJ (Burt Lancaster), difícil de encontrar, tenho uma cópia em VHS.
Wag The Dog - de Barry Levinson é a bíblia para consultores de comunicação. Está lá tudo, a guerra semeada pelas conveniências, a musiquinha emocional, o gatinho para gerar proximidade das audiências. É um filme perfeito sobre a arte do spinning
Jerry Maguire - de Cameron Crowe, papelão do Tom Cruise aqui no papel de consultor/agente de figuras públicas e a sua aposta num jovem talento do futebol americano. Cuba Gooding Jr no papel se não me falha a memória.
Thank you for smoking - de Jason Reitman, Aaron Eckhart no papel de defesa das tabaqueiras. com a tal frase final mencionada: "Michael Jordan plays ball. Charles Manson kills people. I talk. Everybody has a talent."
Primary Colors - de Mike Nichols, John Travolta é um governador de um estado do Sul e a sua imagem é inspirada em Bill Clinton que teve carradas de construção por consultores políticos, no real James Carville e George Stepanoupoulos. Aliás, sobre este assunto recomendo do actual comentador da Fox News, Stepanoupoulos, o livro All Too Human (a primeira viagem dele ao Arkansas é muito engraçada).
The Candidate- de Michael Ritchie, o filme ganhou Óscar de melhor argumento se não me falha a memória, eu adoro este filme. McKay é Robert Redford e o que nos interessa é o seu consultor, o actor Peter Boyle. A construção de um candidato é o tema.
Agora passo a acrescentar mais alguns em diversas áreas da comunicação:
Power-As Chaves do Poder - do Sidney Lumet, um dos meus filmes preferidos sobre comunicação. Richard Gere, entre viagens, descontrai a tocar uma pequena bateria, é um especialista de comunicação política, destaco algumas frases dos meus apontamentos: «O meu papel é metê-lo lá, quando lá chegar fará o que a sua consciência lhe ditar».
«Corre para um lugar no Senado ou pelos seus princípios?»
«Se gostarem de si, votam em si. Ponto final. As pessoas não votam em ideias, votam em pessoas»
«Nós somos irrelevantes, mas você não» Pete St. John (Gere) para o candidato
Under Fire (Debaixo de fogo) - é um filme de guerra, na Nicarágua, como um fotógrafo, Nick Nolte, acreditando na causa da guerrilha lhe dá novo alento. Como? O líder morto, Rafael, é fotografado como se estivesse vivo dando novo alento à revolução. Uma espécie de foto do presidente brasileiro, Tancredo Neves, quando dois dias depois de operado é fotografado com os médicos, vindo a falecer duas semanas depois, mas era um sinal para que se evitasse o regresso à ditadura dos generais.
Il Divo - de paolo Sorrentino, sobre Giullio Andreotti o homem de maior influência em Itália e como ele manobrava os bastidores da política. Algumas pérolas:
«Se queres guardar um segredo nem a nós próprios o podemos confessar».
«As guerras travam-se com os soldados disponíveis».
«A simpatia é pejorativa em política».
«Na Igreja, De Gasperi falava com Deus, Andreotti falava com o padre. Os padres votam, Deus não».
«É a marca que conta não a loja».
«Só existe a política».
All The King`s Men (A Corrupção do poder) - a versão antiga, de Robert Rossen, com Broderick Crawford, não a actual com Sean Penn que é fraquinha. Como um vendedor, Willie Stark, sem escrúpulos, se torna político, o poder da sua verve e como depois constrói uma máquina de poder através da comunicação.
Z-A Orgia do poder - de Costa Cavras, passado na grécia com os grandes yves Montand e Jean-Louis trintignant. Filme político imperdível, um dos meus preferidos.
O Conformista - de Bernardo Bertolucci, também com o Jean-Louis Trintignant. Culpa e desespero num filme político, de ritmo lento mas intenso emocionalmente.
The Queen- de stephen Frears, a reacção da coroa à morte de lady Diana e o papel de Alastair Campbell junto de Tony Blair com a criação da "Princesa do Povo".
JFK, Nixon, W - os três de Oliver Stone, especialmente Nixon é um tratado sobre o poder e os complexos idiossincráticos de Nixon. para ler destaco "la arrogancia del poder", a melhor biografia sobre Nixon, de Anthony Summers.
Os Homens do presidente - de Alan J. Pakula, com robert Redford e Dustin Hoffman sobre o caso Watergate e a queda de um presidente.
O Último Hurrah - de John Ford, com o Spencer Tracy como velho político a defrontar um imbecil apoiado por campanha televisiva, quando ele ainda subsistia com campanhas porta-a-porta
Network (Escândalo na TV), Broadcast News, Good night and good luck - respectivamente de Sidney Lumet, James L. Brooks e George Clooney, os três melhores filmes sobre televisão.
Shock Corridor (Reportagem de Choque) - de Samuel Fuller, como um ambicioso jornalista entra num manicómio atrás da história que lhe dará um pullitzer e fica...louco.
Ran e O Trono de Sangue - os dois de Akira Kurosawa e adaptações fenomenais de Rei Lear e MacBeth de Shakespeare e Shakespeare é poder. Ninguém tão bem como ele percebeu o poder.
Terra em Transe - de Glauber Rocha, o país imaginário Eldorado e o papel do poder. Jardel filho faz papel inesquecível.
Séries a recomendar sobre estes assuntos
West Wing - 7 temporadas excelentes sobre os bastidores da Casa Branca, dificilmente se fará melhor.
Eu, Cláudio - poder é Roma, através das memórias de Cláudio a presença de Lívia a mulher que fez tudo para pôr o seu filho, Tibério, e todo o cortejo de figuras que marcou o império.
Spin City - passou muito despercebida na RTP2, há uns anos, esta série de humor com Michael J. Fox mas que tinha conteúdos muitos interessantes para os consultores
Kennedys - o 2º episódio mostra a importância do PR man na construção de John Kennedy.
Battlestar Galactica - a versão actual, espiritual e com uma luta eleitoral no espaço que é muito interessante.
O Polvo - especialmente as temporadas 3, 4 e 5. os diálogos entre Tano, Spinoza, Rasi, Antinari, Terrasini e o professor especialista em formigas são do melhor que já se escreveu sobre o poder.
Mad Men- é a série preferida da maioria dos consultores de comunicação. Basta dizer isto. Eu como me fascina a comunicação política votaria sempre em West Wing.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Lpm pergunta se os jornalistas dão bons consultores de comunicação: eu respondo
Luis Paixão Martins pergunta hoje se os jornalistas dão bons consultores de comunicação. É como os melões, responderia eu. Não é líquido que bons jornalistas dêem bons consultores de comunicação ou assessores de imprensa, há poucos dias escrevi isto.
Houve um tempo em que o mercado de Conselho em Comunicação contratava directamente das redacções. A filosofia era simples: um jornalista vindo de uma redacção e que passasse por outros jornais, mais facilmente conseguiria colocar notícias, o objectivo primário do trabalho de Conselho em Comunicação.
Mas os tempos mudaram. As redacções são mais curtas e mais novas e hoje um bom consultor de comunicação é um bom construtor e divulgador de conteúdos que assim ajuda o trabalho de um jornalista.
Além disso, um bom consultor deve ter mais mundo, uma visão mais ampla do universo mediático. É isso que por vezes falta a quem troca uma redacção pelo aconselhamento comunicacional.
Quando se passa de jornalista para outras tarefas comunicacionais, nomeadamente no Governo, e é sobre isso que Lpm reflecte, um assessor ou consultor tem de ter visão política dos problemas, um enquadramento macro da acção de um Governo.
Já vi excelentes jornalistas que deram medíocres assessores, já vi razoáveis jornalistas que deram excelentes consultores, já vi bons consultores que foram um fracasso como assessores. Há de tudo, é como os melões.
Neste Governo já ouvi uma assessora falar sobre o elevado salário que auferia, mas devia estar caladinha. Neste Governo já vi um assessor confessar no Facebook que «Bruxelas is boring» e devia estar caladinho.
A primeira coisa que um consultor/assessor de Governo deve perceber é que é uma figura institucional e o seu comportamento deve ser muito mais resguardado. Quem vai com tiques de jornalista "prima dona" tenho a certeza que as coisas vão correr mal.
Neste momento, por exemplo, o novo Governo precisa mais de bons consultores séniores do que de jornalistas. Precisa de mais aconselhamento e menos assessoria é o que sinto.
Houve um tempo em que o mercado de Conselho em Comunicação contratava directamente das redacções. A filosofia era simples: um jornalista vindo de uma redacção e que passasse por outros jornais, mais facilmente conseguiria colocar notícias, o objectivo primário do trabalho de Conselho em Comunicação.
Mas os tempos mudaram. As redacções são mais curtas e mais novas e hoje um bom consultor de comunicação é um bom construtor e divulgador de conteúdos que assim ajuda o trabalho de um jornalista.
Além disso, um bom consultor deve ter mais mundo, uma visão mais ampla do universo mediático. É isso que por vezes falta a quem troca uma redacção pelo aconselhamento comunicacional.
Quando se passa de jornalista para outras tarefas comunicacionais, nomeadamente no Governo, e é sobre isso que Lpm reflecte, um assessor ou consultor tem de ter visão política dos problemas, um enquadramento macro da acção de um Governo.
Já vi excelentes jornalistas que deram medíocres assessores, já vi razoáveis jornalistas que deram excelentes consultores, já vi bons consultores que foram um fracasso como assessores. Há de tudo, é como os melões.
Neste Governo já ouvi uma assessora falar sobre o elevado salário que auferia, mas devia estar caladinha. Neste Governo já vi um assessor confessar no Facebook que «Bruxelas is boring» e devia estar caladinho.
A primeira coisa que um consultor/assessor de Governo deve perceber é que é uma figura institucional e o seu comportamento deve ser muito mais resguardado. Quem vai com tiques de jornalista "prima dona" tenho a certeza que as coisas vão correr mal.
Neste momento, por exemplo, o novo Governo precisa mais de bons consultores séniores do que de jornalistas. Precisa de mais aconselhamento e menos assessoria é o que sinto.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Isto é capaz de ser interessante
Não tenho problemas com a concorrência de qualidade, logo, este post traz-nos algo que eu acho que vai ser interessante.
sábado, 30 de abril de 2011
A novidade da "Má Moeda"
Não sei se o programa será repetido, ou se já estará disponível em algum "sítio", mas tinha muito gosto que os leitores do meu blog tivessem visto ontem a "Má Moeda", programa do Económico TV com Luis Paixão Martins e José Morais Cabral.
Foi muita comunicação política e foi interessante. A grande novidade de ontem é que ficámos a saber, pelo próprio, que o Lpm, «com muito gosto», irá almoçar em breve com a marqueteira brasileira, Alessandra Augusta, que ontem no Sol foi dada pelo PSD, finalmente, como responsável pelo excesso de aparecimento da família de Pedro Passos Coelho na campanha, algo que eu já critiquei por diversas vezes e que ontem Lpm também criticou.
Vai ser um almoço muito interessante também, espero que dê post. Ontem, Lpm disse uma coisa que quem o vai acompanhando vai-se apercebendo: «que é divertido e gozão». Por isso é que acho que o almoço com a marqueteira brasileira, completamente desenquadrada da realidade portuguesa, deverá ser um "must".
Nota: afinal ontem a "Má Moeda" não falou do casamento real de William e Kate.
Foi muita comunicação política e foi interessante. A grande novidade de ontem é que ficámos a saber, pelo próprio, que o Lpm, «com muito gosto», irá almoçar em breve com a marqueteira brasileira, Alessandra Augusta, que ontem no Sol foi dada pelo PSD, finalmente, como responsável pelo excesso de aparecimento da família de Pedro Passos Coelho na campanha, algo que eu já critiquei por diversas vezes e que ontem Lpm também criticou.
Vai ser um almoço muito interessante também, espero que dê post. Ontem, Lpm disse uma coisa que quem o vai acompanhando vai-se apercebendo: «que é divertido e gozão». Por isso é que acho que o almoço com a marqueteira brasileira, completamente desenquadrada da realidade portuguesa, deverá ser um "must".
Nota: afinal ontem a "Má Moeda" não falou do casamento real de William e Kate.
sábado, 23 de abril de 2011
Conselho à marqueteira brasileira do PSD (contin.)
O Luis Paulo Rodrigues, no blog Comunicação Integrada, que recomendo, agarra num texto de hoje do I que ouve o Luis Paixão Martins e a Sara Batalha e escreve sobre esta aposta de Pedro Passos Coelho na família.
É uma ajuda no conselho que anteriormente dei à marqueteira brasileira de António Imbassahy na Baía. E como podem ver os comentários de outros profissionais portugueses de competência reconhecida na área da consultoria de comunicação e coaching não são positivos. Tal como tenho afirmado por aqui.
É uma ajuda no conselho que anteriormente dei à marqueteira brasileira de António Imbassahy na Baía. E como podem ver os comentários de outros profissionais portugueses de competência reconhecida na área da consultoria de comunicação e coaching não são positivos. Tal como tenho afirmado por aqui.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
LPM disponível para "nova" APECOM
No seguimento das notícias sobre as eleições para a APECOM, a realizar em Maio, e para o refrescamento da mesma, é bom saber que muitos na APECOM, muitos dos que saíram na APECOM e muitos dos que não estão na APECOM vêem com interesse e importância uma Associação empresarial forte que represente bem e com dignidade o nosso sector.
Dos últimos posts de Luís Paixão Martins retiro esta declaração: «Preocupado como estou com o próximo futuro da nossa indústria, neste período tão conturbado da nossa Pátria, faço votos para que os associados da APECOM aproveitem a oportunidade para proceder à refundação da associação.
As consultoras a que estou ligado encontram-se naturalmente disponíveis para apoiar um projecto associativo que constitua uma mais-valia consensual para o mercado.
É isso que tenho dito e redito aos associados da APECOM que me têm contactado nas últimas semanas.
E também tenho dito que, muito provavelmente, as outras consultoras que se foram colocando de fora, em resultado da cativação da associação por interesses particulares, também estarão disponíveis para avaliar uma nova situação».
Acho um bom sinal para o sector e para a "refundação" da APECOM.
Dos últimos posts de Luís Paixão Martins retiro esta declaração: «Preocupado como estou com o próximo futuro da nossa indústria, neste período tão conturbado da nossa Pátria, faço votos para que os associados da APECOM aproveitem a oportunidade para proceder à refundação da associação.
As consultoras a que estou ligado encontram-se naturalmente disponíveis para apoiar um projecto associativo que constitua uma mais-valia consensual para o mercado.
É isso que tenho dito e redito aos associados da APECOM que me têm contactado nas últimas semanas.
E também tenho dito que, muito provavelmente, as outras consultoras que se foram colocando de fora, em resultado da cativação da associação por interesses particulares, também estarão disponíveis para avaliar uma nova situação».
Acho um bom sinal para o sector e para a "refundação" da APECOM.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Luís Paixão Martins nos AAA
O meu amigo António Colaço, ex-assessor de grupo parlamentar do PS, convidou para os Animados Almoços Ânimo (daí o título dos 3 A, não é nenhuma associação estranha, nem nada relacionado com agências de rating) o Luís Paixão Martins.
Retiro o melhor da conversa:
«As pessoas não querem que lhes falem verdade, querem ter alguma emoção e algum sonho. Não se ganham eleições com o real, pode ganhar-se credibilidade»
«Sócrates vai ter de deslocar os seus argumentos comunicacionais para a esquerda, para a área Manuel Alegre e BE»
«Pedro Passos Coelho, tem de ir buscar centro-esquerda, tem de fazer discurso para os mais carenciados e afastar a privatização da Caixa»
«Consultores de comunicação devem ajudar a encontrar o foco comunicacional»
«Campanhas são fascinantes, pois uma ideia ou palavra abrem telejornais, vivem-se intensamente durante mês e meio» (só um ignorante mete férias durante campanhas eleitorais, acrescentaria eu)
«A grande ferramenta de comunicação política são os telejornais. Ponto final parágrafo»
Para quem quer ver o resto ficam os 12 minutos de conversa por aqui.
Retiro o melhor da conversa:
«As pessoas não querem que lhes falem verdade, querem ter alguma emoção e algum sonho. Não se ganham eleições com o real, pode ganhar-se credibilidade»
«Sócrates vai ter de deslocar os seus argumentos comunicacionais para a esquerda, para a área Manuel Alegre e BE»
«Pedro Passos Coelho, tem de ir buscar centro-esquerda, tem de fazer discurso para os mais carenciados e afastar a privatização da Caixa»
«Consultores de comunicação devem ajudar a encontrar o foco comunicacional»
«Campanhas são fascinantes, pois uma ideia ou palavra abrem telejornais, vivem-se intensamente durante mês e meio» (só um ignorante mete férias durante campanhas eleitorais, acrescentaria eu)
«A grande ferramenta de comunicação política são os telejornais. Ponto final parágrafo»
Para quem quer ver o resto ficam os 12 minutos de conversa por aqui.
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Porto Canal e outras mudanças nos media do Norte
Acho magistral a iniciativa do Futebol Clube do Porto e de Pinto da Costa ao avançar para o Porto Canal. O "naming" dispensa mudanças e o Presidente do Porto percebeu bem quais as limitações do Canal Benfica.
O do rival de Lisboa é um canal para os adeptos e sócios e funciona quase em sinal fechado, o FCPorto optando por um canal de cabo generalista mas de âmbito regional, com audiência e influência, alarga muito mais a capacidade de expandir a sua marca e cativar outros públicos. Uma decisão que tem no seu epicentro a mão de Conselho em Comunicação, nomeadamente Luís Paixão Martins.
Mas a Norte o Fernando Moreira de Sá explica melhor por aqui, mas chamo a atenção da possível troca de Marcelo Rebelo de Sousa do Sol pelo Jornal de Notícias.
O do rival de Lisboa é um canal para os adeptos e sócios e funciona quase em sinal fechado, o FCPorto optando por um canal de cabo generalista mas de âmbito regional, com audiência e influência, alarga muito mais a capacidade de expandir a sua marca e cativar outros públicos. Uma decisão que tem no seu epicentro a mão de Conselho em Comunicação, nomeadamente Luís Paixão Martins.
Mas a Norte o Fernando Moreira de Sá explica melhor por aqui, mas chamo a atenção da possível troca de Marcelo Rebelo de Sousa do Sol pelo Jornal de Notícias.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
O PSD e os independentes na Má Moeda
Ontem vi pela primeira vez a "Má Moeda", no Económico TV, programa com José Morais Cabral e Luís Paixão Martins que convidou o Miguel Relvas.
Conversa animada, não fosse o Miguel um excelente conversador, e muitas perguntas do Lpm sobre o PSD. Uma foi sobre um futuro Governo.
Miguel Relvas explicou que o PSD está a ouvir a sociedade civil e anunciou num bom soundbite uma «coligação com a sociedade»: Lpm pergunta-lhe se esse governo vai ter muitos independentes e o Miguel respondeu que estará aberto a independentes.
Não sei se o PSD, neste momento ávido de poder depois de duas vitórias de Sócrates, gostou muito de ouvir aquilo. Lembro-me bem de 1995.
Naquele tempo o PS chega ao poder pelas mãos de António Guterres e depois de uns Estados Gerais muito abertos integra em diversas esferas de poder independentes e "cristãos-novos". Lembram-se da contestação inicial do interior do PS contra essas figuras?
O PSD está a fazer bem em ouvir a sociedade civil mas tem de ter atenção na dose de independentes que apresentará. Terá de saber dosear bem.
Conversa animada, não fosse o Miguel um excelente conversador, e muitas perguntas do Lpm sobre o PSD. Uma foi sobre um futuro Governo.
Miguel Relvas explicou que o PSD está a ouvir a sociedade civil e anunciou num bom soundbite uma «coligação com a sociedade»: Lpm pergunta-lhe se esse governo vai ter muitos independentes e o Miguel respondeu que estará aberto a independentes.
Não sei se o PSD, neste momento ávido de poder depois de duas vitórias de Sócrates, gostou muito de ouvir aquilo. Lembro-me bem de 1995.
Naquele tempo o PS chega ao poder pelas mãos de António Guterres e depois de uns Estados Gerais muito abertos integra em diversas esferas de poder independentes e "cristãos-novos". Lembram-se da contestação inicial do interior do PS contra essas figuras?
O PSD está a fazer bem em ouvir a sociedade civil mas tem de ter atenção na dose de independentes que apresentará. Terá de saber dosear bem.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Dias Ferreira candidato ao Sporting
Um mau candidato à Presidência do clube.
Aqui, Luís Paixão Martins diz tudo sobre o momento destes candidatos todos à cadeira do leão.
Aqui, Luís Paixão Martins diz tudo sobre o momento destes candidatos todos à cadeira do leão.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Consequências para os prémios Reputação da APECOM
Através do Facebook do Carlos José Teixeira, Luís Paixão Martins pede a minha explicação sobre os ridículos prémios e que estão a ser motivo de gozo mesmo em empresas que foram nomeadas e ganharam os tais Reputação da APECOM.
«Oh Rui, explique-me a mim, que estou distante do "sector", como é que os associados da Apecom "comem" isto. Gostava de perceber» Luís Paixão Martins.
Como já tinha dito estes prémios são um consolo para a parolice nacional que é a de nas propostas de New Business de algumas empresas a primeira página das mesmas ser dedicada aos prémios já conquistados. Assim, alguns vão enriquecer essas primeiras páginas.
Depois, a APECOM tem 35 empresas, aos prémios concorreram também empresas com projectos próprios e outras agências que não estão na APECOM, foram 16 no total. Significa que nem metade da APECOM levou a sério os projectos desta direcção e decidiu não concorrer. Algo a salientar numa liderança.
Depois, ainda, disfarçaram mal a ideia de se promoverem pois nenhum trabalho de consultores é salientado. Na lista estão as agências e as empresas para quem o trabalho foi efectuado. Então e a tal intenção de premiar os consultores de comunicação? Onde é que eles estavam?
Quanto à pergunta directa que me faz o Lpm: eu interesso-me imenso pelo sector, mas ainda estou mais distante do que ele pois não faço parte de nenhuma associação do sector. Logo, não conheço bem o que faz um associado da APECOM dentro da APECOM.
Tenho a certeza é que na APECOM os desafios positivos e construtivos que eu lancei para o sector não devem interessar muito, porque não dão prémios. Pelo que me dizem nas reuniões da APECOM discute-se a Briefing, a LPM, o Lpm e provavelmente na próxima reunião o Spin Doutor. Legítimo, mas muito pobre para uma associação de algumas empresas do sector.
As consequências destes ridículos prémios Reputação se tudo fosse normal era algumas saídas de empresas da APECOM, demonstrando descontentamento pelo actual estado de coisas na APECOM que se tem tornado na coutada de poucos e com muito pouco de positivo para o sector (?).
Também estranho que pessoas que considero, entre outras o António Cunha Vaz, a Paula Gustavo, a Susana Monteiro, o Pedro Reis, o Tiago Franco, o Elgar Rosa ainda se encontrarem por lá. Mas, de facto, é deprimente e até dá vontade de rir a Reputação destes Prémios.
«Oh Rui, explique-me a mim, que estou distante do "sector", como é que os associados da Apecom "comem" isto. Gostava de perceber» Luís Paixão Martins.
Como já tinha dito estes prémios são um consolo para a parolice nacional que é a de nas propostas de New Business de algumas empresas a primeira página das mesmas ser dedicada aos prémios já conquistados. Assim, alguns vão enriquecer essas primeiras páginas.
Depois, a APECOM tem 35 empresas, aos prémios concorreram também empresas com projectos próprios e outras agências que não estão na APECOM, foram 16 no total. Significa que nem metade da APECOM levou a sério os projectos desta direcção e decidiu não concorrer. Algo a salientar numa liderança.
Depois, ainda, disfarçaram mal a ideia de se promoverem pois nenhum trabalho de consultores é salientado. Na lista estão as agências e as empresas para quem o trabalho foi efectuado. Então e a tal intenção de premiar os consultores de comunicação? Onde é que eles estavam?
Quanto à pergunta directa que me faz o Lpm: eu interesso-me imenso pelo sector, mas ainda estou mais distante do que ele pois não faço parte de nenhuma associação do sector. Logo, não conheço bem o que faz um associado da APECOM dentro da APECOM.
Tenho a certeza é que na APECOM os desafios positivos e construtivos que eu lancei para o sector não devem interessar muito, porque não dão prémios. Pelo que me dizem nas reuniões da APECOM discute-se a Briefing, a LPM, o Lpm e provavelmente na próxima reunião o Spin Doutor. Legítimo, mas muito pobre para uma associação de algumas empresas do sector.
As consequências destes ridículos prémios Reputação se tudo fosse normal era algumas saídas de empresas da APECOM, demonstrando descontentamento pelo actual estado de coisas na APECOM que se tem tornado na coutada de poucos e com muito pouco de positivo para o sector (?).
Também estranho que pessoas que considero, entre outras o António Cunha Vaz, a Paula Gustavo, a Susana Monteiro, o Pedro Reis, o Tiago Franco, o Elgar Rosa ainda se encontrarem por lá. Mas, de facto, é deprimente e até dá vontade de rir a Reputação destes Prémios.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Consultor: um advogado pago pelos Conselhos
Através do PiaR podemos ler esta reflexão da Catarina Vasconcelos, directora-geral da LPM.
Seguindo a sua tese, todas as pessoas têm direito à defesa da sua imagem e reputação no universo mediático. Quem faz Conselho em Comunicação deve zelar por esse direito inalienável, contribuindo com o seu trabalho, a sua especialidade e os seus conselhos.
Lembrei-me deste post do Luís Paixão Martins que falou das 3 escolas de PR, baseado num artigo da revista Economist. Na altura chamei a essas três faces o angelical, o dark side e o advogado.
Exactamente. O advogado. O Consultor de Comunicação é um parceiro, um advogado dos interesses da sua empresa, mas também das empresas, instituições, marcas e pessoas que representa.
Mas é aí que eu quero chegar. Falta o reconhecimento à nossa profissão, à sua força e importância. Querem um exemplo?
Qualquer pessoa sabe que quando se senta com um advogado já sabe que vai ser onerada pelo tempo que este lhe dispensou. É normal e estabelecido que qualquer empresa paga o aconselhamento jurídico desde que o solicite. Quem almoça com um advogado para ouvir as suas opiniões já sabe que mais tarde lhe virá a factura.
E o que se passa com Conselho em Comunicação? Excluindo os clientes que já pagam o "fee" mensal, é normal uma pessoa gostar de ouvir um consultor de comunicação que tenha visão global das coisas. Mas acha ainda normal ser apenas um encontro de amigos para um aconselhamento informal.
No dia em que a força da nossa actividade for reconhecida, uma das maiores justificações para a criação de uma Ordem dos Consultores de Comunicação, já sabemos que poderemos enviar a factura depois do almoço.
Seguindo a sua tese, todas as pessoas têm direito à defesa da sua imagem e reputação no universo mediático. Quem faz Conselho em Comunicação deve zelar por esse direito inalienável, contribuindo com o seu trabalho, a sua especialidade e os seus conselhos.
Lembrei-me deste post do Luís Paixão Martins que falou das 3 escolas de PR, baseado num artigo da revista Economist. Na altura chamei a essas três faces o angelical, o dark side e o advogado.
Exactamente. O advogado. O Consultor de Comunicação é um parceiro, um advogado dos interesses da sua empresa, mas também das empresas, instituições, marcas e pessoas que representa.
Mas é aí que eu quero chegar. Falta o reconhecimento à nossa profissão, à sua força e importância. Querem um exemplo?
Qualquer pessoa sabe que quando se senta com um advogado já sabe que vai ser onerada pelo tempo que este lhe dispensou. É normal e estabelecido que qualquer empresa paga o aconselhamento jurídico desde que o solicite. Quem almoça com um advogado para ouvir as suas opiniões já sabe que mais tarde lhe virá a factura.
E o que se passa com Conselho em Comunicação? Excluindo os clientes que já pagam o "fee" mensal, é normal uma pessoa gostar de ouvir um consultor de comunicação que tenha visão global das coisas. Mas acha ainda normal ser apenas um encontro de amigos para um aconselhamento informal.
No dia em que a força da nossa actividade for reconhecida, uma das maiores justificações para a criação de uma Ordem dos Consultores de Comunicação, já sabemos que poderemos enviar a factura depois do almoço.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Salvador pede-me esclarecimentos, eu esclareço
O Salvador da Cunha, neste post, dá-me até ao fim do dia para eu esclarecer sobre o assunto de que fala. Demorei hora e meia a responder, pois antes não pude por motivos profissionais.
Caro Salvador a minha independência e sentido de justiça são os mesmos de sempre. Uma vez disse que não pertencia à APECOM nem à LPMCOM e, naturalmente, acrescento que também não pertenço à LIFTCOM.
Nunca me pronunciei antes sobre as trocas de galhardetes do Salvador e do Luís. Não estou em nenhum lado da barricada. «O meu copo é pequeno, mas só bebo do meu copo», já o disse muitas vezes antes.
Estou atento e sigo com gosto esta marcação de terreno entre dois válidos contendores. São as leis da guerra aplicadas ao nosso mercado. Se colocasse todos os links dos galhardetes entre vós demoraria uma eternidade. A única coisa que me posso oferecer é para mediar as partes uma vez que são duas pessoas por quem tenho estima.
Eu acredito mais nos "deuses" do que numa religião monoteísta, mas lembro-me que há pouco tempo foi o ano bíblico de S. Paulo. Há uma citação dele que gosto muito: «Combatei, combatei sempre, mas combatei o bom combate».
O meu combate não é o vosso, sendo respeitável. O meu combate é pela dignificação da nossa profissão, a importância e reconhecimento do trabalho dos consultores de comunicação e da área de Conselho em Comunicação, os mais conhecidos e os mais anónimos, homens e mulheres, mais experientes e mais jovens.
Com a vossa troca de galhardetes mais me convenço que só uma Ordem dos Consultores poderá juntar todos, mas TODOS, os que trabalham diariamente no nosso mercado. E para isso gostava de reunir esforços para reunir todos esses contributos válidos.
Como vês Salvador a minha independência mantém-se. Mas não me esqueço que dei um mês para a APECOM, internamente e depois externamente, tomar medidas que todos desejam e muitos estão na APECOM.
No dia 1 de Março tenho esperança - é a última a morrer - que o seu presidente e os seus associados dêem sinais claros de que querem um mercado sério. Estarei cá para elogiar ou criticar.
Os verdadeiros líderes são hábeis, tomam decisões difíceis mas nunca deixam que uma maçã podre estrague a pureza e o sabor das outras tenras maçãs. Tens um mês Salvador para tomar decisões que dêem um sinal positivo ao mercado. Um mês. Eu, bastou-me hora e meia para dar os esclarecimentos que necessitavas.
Caro Salvador a minha independência e sentido de justiça são os mesmos de sempre. Uma vez disse que não pertencia à APECOM nem à LPMCOM e, naturalmente, acrescento que também não pertenço à LIFTCOM.
Nunca me pronunciei antes sobre as trocas de galhardetes do Salvador e do Luís. Não estou em nenhum lado da barricada. «O meu copo é pequeno, mas só bebo do meu copo», já o disse muitas vezes antes.
Estou atento e sigo com gosto esta marcação de terreno entre dois válidos contendores. São as leis da guerra aplicadas ao nosso mercado. Se colocasse todos os links dos galhardetes entre vós demoraria uma eternidade. A única coisa que me posso oferecer é para mediar as partes uma vez que são duas pessoas por quem tenho estima.
Eu acredito mais nos "deuses" do que numa religião monoteísta, mas lembro-me que há pouco tempo foi o ano bíblico de S. Paulo. Há uma citação dele que gosto muito: «Combatei, combatei sempre, mas combatei o bom combate».
O meu combate não é o vosso, sendo respeitável. O meu combate é pela dignificação da nossa profissão, a importância e reconhecimento do trabalho dos consultores de comunicação e da área de Conselho em Comunicação, os mais conhecidos e os mais anónimos, homens e mulheres, mais experientes e mais jovens.
Com a vossa troca de galhardetes mais me convenço que só uma Ordem dos Consultores poderá juntar todos, mas TODOS, os que trabalham diariamente no nosso mercado. E para isso gostava de reunir esforços para reunir todos esses contributos válidos.
Como vês Salvador a minha independência mantém-se. Mas não me esqueço que dei um mês para a APECOM, internamente e depois externamente, tomar medidas que todos desejam e muitos estão na APECOM.
No dia 1 de Março tenho esperança - é a última a morrer - que o seu presidente e os seus associados dêem sinais claros de que querem um mercado sério. Estarei cá para elogiar ou criticar.
Os verdadeiros líderes são hábeis, tomam decisões difíceis mas nunca deixam que uma maçã podre estrague a pureza e o sabor das outras tenras maçãs. Tens um mês Salvador para tomar decisões que dêem um sinal positivo ao mercado. Um mês. Eu, bastou-me hora e meia para dar os esclarecimentos que necessitavas.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Brincadeiras com piada e uma saudação ao Salvador
Vejo que Luís Paixão Martins teve mais sorte do que eu e já tem candidato à Presidência do Sporting e à APECOM.
No primeiro caso, continuo à procura de um presidente para o Sporting e eu sou o sócio 6095 é algo que me interessa e que acompanharei pois todos nós amamos os nossos clubes; no segundo caso não me envolvo pois não sou associado nem nunca pertenci a esta associação.
O que vale é que as soluções do lpm são a brincar e divertidas, algo que às vezes faz falta no nosso mercado.
E agora algo que saúdo: o Salvador da Cunha, pessoa que estimo mas que me desiludiu com os seus ataques desajustados e a que fui obrigado a responder, comemora hoje 400 posts e anuncia aqui que o seu blog vai estar mais activo. Fico satisfeito, pois quando o Salvador não se perde em ataques que não deve fazer também faz bons posts. Vou acompanhar, como sempre.
No primeiro caso, continuo à procura de um presidente para o Sporting e eu sou o sócio 6095 é algo que me interessa e que acompanharei pois todos nós amamos os nossos clubes; no segundo caso não me envolvo pois não sou associado nem nunca pertenci a esta associação.
O que vale é que as soluções do lpm são a brincar e divertidas, algo que às vezes faz falta no nosso mercado.
E agora algo que saúdo: o Salvador da Cunha, pessoa que estimo mas que me desiludiu com os seus ataques desajustados e a que fui obrigado a responder, comemora hoje 400 posts e anuncia aqui que o seu blog vai estar mais activo. Fico satisfeito, pois quando o Salvador não se perde em ataques que não deve fazer também faz bons posts. Vou acompanhar, como sempre.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
O assessor não morreu
Ângela Guedes teve o condão de despertar um interessante debate sobre o actual papel do assessor de imprensa, tudo começou no seu blog (ponho aqui a 2ª parte) e posteriormente houve contributos vários, de que destaco Luís Paixão Martins e Estrela Serrano.
E em especial deixo uma palavra a Fernando Moreira de Sá que, no PiaR, fez um magnífico tríptico com as suas ideias sobre o assunto. Apesar de não concordar com a última ideia, a que já chegarei e dá título ao meu post.
Em primeiro lugar, um comentário à ideia da Ângela sobre os consultores de comunicação estarem à vista ou se, pelo contrário, devem permanecer discretos.
Tenho por mim que um consultor/assessor deve ser discreto no seu trabalho com o cliente. Quando trabalhamos com empresas, marcas, instituições ou pessoas, estamos a comunicar os clientes, logo, o nosso papel é de mero parceiro, coadjuvante.
A vedeta é o cliente. Quem queremos que apareça é o cliente. O nosso papel é o de mera consultoria estratégica e de acção, assessoria, táctica ao cliente. O bom é para o cliente e só se houver algo de negativo ou de crise aí devemos aparecer mais em defesa do nosso cliente. Este é o nosso trabalho.
Agora, o outro lado, é a promoção da nossa actividade e da nossa própria marca. O Luís Paixão Martins deu bem o exemplo da Ângela. Hoje, eu escrevo isto, porque começou no blog da Ângela Guedes e assim tenho a minha percepção sobre ela. E nós somos o que somos, o que fazemos e o que escrevemos.
É a partir da nossa reputação que podemos promover o nosso trabalho e, naturalmente, com o nosso poder no universo mediático, quanto maior ele for melhor protegemos os nossos clientes. Por isso a nossa exposição mediática, a título pessoal ou empresarial, quando for positiva é boa para as nossas marcas próprias e para os que trabalham connosco e confiam em nós.
Segundo ponto da minha argumentação: o assessor não morreu. O que são hoje os assessores? Com quem lidamos?
Em empresas e instituições, o Conselho em Comunicação, lida com directores de comunicação e de marketing de empresas; com pessoas, dou exemplo da política, lidamos com assessores próximos do decisor.
O Fernando explica muito bem como o universo mediático mudou, de como se multiplicaram as ferramentas de comunicação.
Hoje em dia o assessor/director de comunicação ou marketing, por muito bom que seja, não chega para tudo e não é especialista em tudo. Hoje, o seu papel é o de fazer briefings, dar jogo e pôr uma equipa com diversas valências a trabalhar num objectivo comum.
Mas o assessor/director de comunicação ou marketing continua a ser o elemento mais próximo e de maior confiança junto dos políticos, empresas ou instituições. O assessor não morreu, deixou foi de ser plenipotenciário, passando a ser um coordenador de vários profissionais nomeadamente de consultores de comunicação.
E em especial deixo uma palavra a Fernando Moreira de Sá que, no PiaR, fez um magnífico tríptico com as suas ideias sobre o assunto. Apesar de não concordar com a última ideia, a que já chegarei e dá título ao meu post.
Em primeiro lugar, um comentário à ideia da Ângela sobre os consultores de comunicação estarem à vista ou se, pelo contrário, devem permanecer discretos.
Tenho por mim que um consultor/assessor deve ser discreto no seu trabalho com o cliente. Quando trabalhamos com empresas, marcas, instituições ou pessoas, estamos a comunicar os clientes, logo, o nosso papel é de mero parceiro, coadjuvante.
A vedeta é o cliente. Quem queremos que apareça é o cliente. O nosso papel é o de mera consultoria estratégica e de acção, assessoria, táctica ao cliente. O bom é para o cliente e só se houver algo de negativo ou de crise aí devemos aparecer mais em defesa do nosso cliente. Este é o nosso trabalho.
Agora, o outro lado, é a promoção da nossa actividade e da nossa própria marca. O Luís Paixão Martins deu bem o exemplo da Ângela. Hoje, eu escrevo isto, porque começou no blog da Ângela Guedes e assim tenho a minha percepção sobre ela. E nós somos o que somos, o que fazemos e o que escrevemos.
É a partir da nossa reputação que podemos promover o nosso trabalho e, naturalmente, com o nosso poder no universo mediático, quanto maior ele for melhor protegemos os nossos clientes. Por isso a nossa exposição mediática, a título pessoal ou empresarial, quando for positiva é boa para as nossas marcas próprias e para os que trabalham connosco e confiam em nós.
Segundo ponto da minha argumentação: o assessor não morreu. O que são hoje os assessores? Com quem lidamos?
Em empresas e instituições, o Conselho em Comunicação, lida com directores de comunicação e de marketing de empresas; com pessoas, dou exemplo da política, lidamos com assessores próximos do decisor.
O Fernando explica muito bem como o universo mediático mudou, de como se multiplicaram as ferramentas de comunicação.
Hoje em dia o assessor/director de comunicação ou marketing, por muito bom que seja, não chega para tudo e não é especialista em tudo. Hoje, o seu papel é o de fazer briefings, dar jogo e pôr uma equipa com diversas valências a trabalhar num objectivo comum.
Mas o assessor/director de comunicação ou marketing continua a ser o elemento mais próximo e de maior confiança junto dos políticos, empresas ou instituições. O assessor não morreu, deixou foi de ser plenipotenciário, passando a ser um coordenador de vários profissionais nomeadamente de consultores de comunicação.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
FLAT LIFT
E hoje a Meios & Publicidade fala do "maior grupo português de PR", a Flat Marketing, que tem a LPM como porta-aviões da restante esquadra de Luís Paixão Martins.
E também a novidade do Grupo Lift que segundo Salvador da Cunha é um bloco "inspired by PR" e que revela mais duas empresas para o seu portfólio e a quem desejo felicidades.
No nosso mercado temos assim uma curiosa clivagem, entre muitas outras que existem, entre consultores de comunicação/PR e consultores de comunicação inspirados por PR.
E também a novidade do Grupo Lift que segundo Salvador da Cunha é um bloco "inspired by PR" e que revela mais duas empresas para o seu portfólio e a quem desejo felicidades.
No nosso mercado temos assim uma curiosa clivagem, entre muitas outras que existem, entre consultores de comunicação/PR e consultores de comunicação inspirados por PR.
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