Terminou no sábado a exibição da 3ª temporada em Portugal de uma das melhores séries dos últimos anos. " House of Cards", baseada na realidade britânica criada por Michael Dobbs, é uma série sobre o poder, mas não só.
Aliás, a série americana trouxe outra narrativa agregada à perfídia do poder. Os laços, a relação, a aliança, os labirintos dos Underwood (geniais Kevin Spacey e Robin Wright). Muita gente já disse que esta temporada foi a mais aborrecida e a mais débil.
Quem o diz é porque estava fascinado pela tentação e caminho do poder e suas manobras das duas anteriores. Esta última é marcada pelo casal e não pela política, pelas tentações e pulsões do ser humano. As suas ambições e frustrações . Por isso, é muito mais dura e crua que as anteriores.
A guerra, apesar de ter eleições pelo meio, é uma guerra fria entre os Underwood, violenta por vezes, cruel como pode ser a natureza humana. Uma série de emoções, sobre pessoas, mais do que sobre o poder. Por isso, mais incompreensível e menos espectacular, mas muito mais fascinante. Venha a 4ª temporada.
Mostrar mensagens com a etiqueta House of cards. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta House of cards. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 25 de maio de 2015
domingo, 12 de outubro de 2014
Os políticos dos dias de hoje e a imprensa
«Lloyd George e Churchill tinham sido líderes naturais magníficos, mas será que nos dias que correm os teriam deixado chegar ao topo? Um tinha sido promíscuo e vendido os seus títulos, o outro gastara tempo demais com bebida, dívidas e mau feitio; ambos foram gigantes e no entanto nenhum deles teria sobrevivido à imprensa moderna. Agora o mundo era dos pigmeus, homens de pouca estatura e ainda menos ambição, homens escolhidos não por serem excepcionais mas porque não ofendiam, homens que seguiam as regras em vez de as fazerem»
Michael Dobbs, "House of Cards", edição Jacarandá
Michael Dobbs, "House of Cards", edição Jacarandá
Etiquetas:
House of cards,
Imprensa,
política,
Rui Calafate
sábado, 4 de outubro de 2014
Liderar um exército
«Oferecer-se para liderar um exército é muito bonito. Só que é para aí que o inimigo começa por fazer pontaria. É melhor estar uns passos mais atrás. Dá-nos tempo para encontrar o caminho por entre a pilha de cadáveres»
Michael Dobbs, "House of Cards", edição Jacarandá
Michael Dobbs, "House of Cards", edição Jacarandá
Os políticos e o seu destino
«Alguns políticos pensam num alto cargo como um marinheiro pensa no mar, como uma grande aventura, cheia de imprevistos e de entusiasmo. Encaram-no como o caminho que os leva ao seu destino. Eu encaro-o como uma coisa onde provavelmente se afogarão»
Michael Dobbs, "House of Cards", edição Jacarandá. O livro que inspirou a série original que era inglesa
Michael Dobbs, "House of Cards", edição Jacarandá. O livro que inspirou a série original que era inglesa
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
A moderna lei da comunicação
«Hoje em dia, ao falar para uma pessoa, está a falar para mil»
House of Cards
House of Cards
domingo, 3 de fevereiro de 2013
O poder e o dinheiro
«Escolheu o dinheiro em vez do poder. É um erro que quase todos cometem nesta cidade (Washington). O dinheiro é uma mansão exagerada em Sarasota que se começa a degradar após 10 anos. O poder é o edifício em pedra que aguenta séculos»
Monólogo de Kevin Spacey numa série nova sobre o poder chamada "House of Cards"
Monólogo de Kevin Spacey numa série nova sobre o poder chamada "House of Cards"
Subscrever:
Mensagens (Atom)
