No meio da crise política em que vivemos, passou quase despercebida, na terça, a morte de Helmut Scmidt, que juntamente com Willy Brandt e, ainda mais no passado, Konrad Adenauer, constitui a Santíssima Trindade dos grandes chanceleres alemães do pós-guerra.
Morreu aos 96 anos, nunca deixou de fumar, era frontal e inúmeras vezes polémico. Compreendeu a essência da NATO e marcou a pujança de uma Alemanha influente e respeitada. Era um grande líder, daqueles que são feitos de um carácter que hoje já praticamente não existe.
É dele a máxima de que «quem quiser um objectivo distante tem que dar muitos passos curtos». Portugal e os seus políticos têm, para seu benefício, de olhar, e estudar, para os grandes líderes, para as personagens que punham o bem público acima dos seus interesses pessoais, para as personalidades que se libertavam dos ditames do politicamnete correcto.
Os verdadeiros líderes escrevem a História, condicionam e mudam o destino, não se deixam submergir por ele. Como ele dizia, «é preciso ter vontade. E cigarros».
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Houve eleições no dia 4, já se esqueceram?
Relembro aos mais esquecidos que tivemos eleições no dia 4 de Outubro e que tiveram resultados obtidos pelo voto livre dos portugueses que quiseram votar.
Passaram 12 dias e a baderna continua instalada, parece que vivemos numa nova campanha eleitoral com dois blocos a combater de uma maneira ainda mais exacerbada, sobretudo nas redes sociais, o Presidente da República parece que desapareceu para o Possolo mas mandou os seus recados habituais através de conselheiros e amigos, e o impasse instalou-se.
Ou melhor, não é um impasse, é um lamaçal. Estamos atolados nele, sem qualquer visão para o dia de amanhã.
Passaram 12 dias e a baderna continua instalada, parece que vivemos numa nova campanha eleitoral com dois blocos a combater de uma maneira ainda mais exacerbada, sobretudo nas redes sociais, o Presidente da República parece que desapareceu para o Possolo mas mandou os seus recados habituais através de conselheiros e amigos, e o impasse instalou-se.
Ou melhor, não é um impasse, é um lamaçal. Estamos atolados nele, sem qualquer visão para o dia de amanhã.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
A política por SMS
«Portas desmente Passos». Tudo porque uma biografia diz que ele se demitiu por SMS, o líder do CDS diz que por carta. O que é que isto interessa? Não têm nada que fazer?
Antes um SMS de António Costa a destratar o meu amigo João Vieira Pereira do Expresso. Os tempos avançam, mas parece que as novas tecnologias não ajudam a política. Só a prejudicam e criam casos. A política tem perdido dignidade porque cai a pique a densidade dos políticos.
Antes um SMS de António Costa a destratar o meu amigo João Vieira Pereira do Expresso. Os tempos avançam, mas parece que as novas tecnologias não ajudam a política. Só a prejudicam e criam casos. A política tem perdido dignidade porque cai a pique a densidade dos políticos.
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segunda-feira, 4 de maio de 2015
«As pessoas só se lembram do que corre mal»
A frase do título do post está entre aspas porque, apesar de poder ser dita por qualquer político, ela foi proferida por Nick Clegg, líder dos Liberais-Democratas que estão em coligação com os Conservadores de David Cameron na Grâ-Bretanha.
É uma máxima verdadeira, ainda mais acentuada pelas redes sociais que nunca deixam prescrever o que é dito nos media. Qualquer Governo se bate para que as boas notícias ocupem o espaço mediático, porém, a queda dos poderes tradicionais e a ascensão de micro-poderes aliados a um cada vez maior número de líderes de opinião nas redes sociais leva a que os estados de graça sejam muito rápidos e as críticas floresçam mais rapidamente do que flores na Primavera.
A memória das pessoas para o mau é acentuada pela ausência de credibilidade, de densidade dos políticos modernos. É um enorme desafio fazer e estar na política no século XXI especialmente para os políticos que continuam a viver a política como se estivessem no século passado.
É uma máxima verdadeira, ainda mais acentuada pelas redes sociais que nunca deixam prescrever o que é dito nos media. Qualquer Governo se bate para que as boas notícias ocupem o espaço mediático, porém, a queda dos poderes tradicionais e a ascensão de micro-poderes aliados a um cada vez maior número de líderes de opinião nas redes sociais leva a que os estados de graça sejam muito rápidos e as críticas floresçam mais rapidamente do que flores na Primavera.
A memória das pessoas para o mau é acentuada pela ausência de credibilidade, de densidade dos políticos modernos. É um enorme desafio fazer e estar na política no século XXI especialmente para os políticos que continuam a viver a política como se estivessem no século passado.
domingo, 15 de março de 2015
A mentira da política
- «É curioso, queria uma presidência honesta, totalmente transparente, e, um ano depois, começam os compromissos»
- «É o exercício do poder, Presidente»
- «Não, é a mentira, sempre. Procuramos proteger os nossos e mentimos. Depois mentimos porque já mentimos».
Os Influentes, brilhante série na RTP2
- «É o exercício do poder, Presidente»
- «Não, é a mentira, sempre. Procuramos proteger os nossos e mentimos. Depois mentimos porque já mentimos».
Os Influentes, brilhante série na RTP2
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
A natureza da política
- «Sou má a pedir coisas. Não gosto de pedir»
- «Alicia, a natureza desse trabalho é pedir coisas. Votos, dinheiro, ajuda. É um talento. É assim com que os políticos fazem com que as pessoas os adorem. Não é dando, é pedindo alguma coisa».
Good Wife, 6ª temporada
- «Alicia, a natureza desse trabalho é pedir coisas. Votos, dinheiro, ajuda. É um talento. É assim com que os políticos fazem com que as pessoas os adorem. Não é dando, é pedindo alguma coisa».
Good Wife, 6ª temporada
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Manuela Ferreira Leite é um cavaquismo de saias
Que é uma mulher séria não tenho dúvidas, mas quando lançaram o nome de Manuela Ferreira Leite para Belém fiquei atónito. Há muito que Portugal tem uma múmia como Presidente e Manuela rege-se pela mesma cartilha de Cavaco Silva.
Portugal está cheio de amanuenses na política, ela é apenas mais uma. Seria o prolongamento de um cavaquismo de saias. Não precisamos de retrocessos nem de contabilistas. Precisamos de políticos com rasgo, com sensibilidade cultural e com uma ampla visão do mundo.
Portugal está cheio de amanuenses na política, ela é apenas mais uma. Seria o prolongamento de um cavaquismo de saias. Não precisamos de retrocessos nem de contabilistas. Precisamos de políticos com rasgo, com sensibilidade cultural e com uma ampla visão do mundo.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Conselho a políticos
Em 1922, Winston Churchill foi derrotado e não eleito para o Parlamento. «Ele pensava que o seu mundo tinha chegado ao fim» e partiu seis meses de Inglaterra. Nessa altura, Margot a mulher de Lord Asquith escreveu-lhe o seguinte conselho:
«Deixe-se estar; não foaça nada em política, continue a escrever e a pintar durante todo o tempo; não se junte aos seus antigos colegas que estão a fazer prodigiosas figuras de burros em todos os aspectos. Conserve amigos em cada porto - não perca nenhum. Os navios piratas são inúteis em tempo de paz. O seu couraçado está de momento fora de acção, mas se tiver a paciência de um Disraeli, com o seu notável temperamento, espírito brilhante e natureza bondosa, não vingativa, antevejo-lhe ainda um grande futuro».
Martin Gilbert, "Winston Churchill - Uma Vida"
«Deixe-se estar; não foaça nada em política, continue a escrever e a pintar durante todo o tempo; não se junte aos seus antigos colegas que estão a fazer prodigiosas figuras de burros em todos os aspectos. Conserve amigos em cada porto - não perca nenhum. Os navios piratas são inúteis em tempo de paz. O seu couraçado está de momento fora de acção, mas se tiver a paciência de um Disraeli, com o seu notável temperamento, espírito brilhante e natureza bondosa, não vingativa, antevejo-lhe ainda um grande futuro».
Martin Gilbert, "Winston Churchill - Uma Vida"
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Rui Rio tem razão
Rui Rio diz que a crise do país «não é económica, mas política». E tem razão. Há muito que se assumiu no cerne do debate político o primado das finanças. Todos os dias somos brindados com a presença de amanuenses e contabilistas a analisar Portugal.
Assim, fala-se muito mais de números do que dos verdadeiros problemas das pessoas. Perdeu-se a alma e ganhou o excel. Portugal precisa de uma ruptura para que possam surgir as reformas que continuam por fazer. E tem de se falar mais de política.
Assim, fala-se muito mais de números do que dos verdadeiros problemas das pessoas. Perdeu-se a alma e ganhou o excel. Portugal precisa de uma ruptura para que possam surgir as reformas que continuam por fazer. E tem de se falar mais de política.
sábado, 4 de outubro de 2014
Os políticos e o seu destino
«Alguns políticos pensam num alto cargo como um marinheiro pensa no mar, como uma grande aventura, cheia de imprevistos e de entusiasmo. Encaram-no como o caminho que os leva ao seu destino. Eu encaro-o como uma coisa onde provavelmente se afogarão»
Michael Dobbs, "House of Cards", edição Jacarandá. O livro que inspirou a série original que era inglesa
Michael Dobbs, "House of Cards", edição Jacarandá. O livro que inspirou a série original que era inglesa
sábado, 20 de setembro de 2014
Os "históricos" do PS e PSD de Marinho Pinto
A imprensa por vezes cria histórias que dão para pensar. Nestes dias tem dito que o novo partido de Marinho Pinto tem pescado históricos do PS e do PSD.
Ora, o Expresso de hoje traz a carta de despedida do histórico do PSD ao seu partido onde escreve o seguinte: «Com efeito, as minhas discordâncias já são, há muito, de natureza ideológica essencial à caracterização do partido e à natureza de Estado de Direito Constitucional Democrático e Social, que a população maioritariamente pretende».
Mas qual é a ideologia do partido de Marinho Pinto? Não é apenas a sua truculência verbal no programa do Goucha? O populismo de cata-vento ao agrado do momento? Apenas a personalidade messiânica (ele acha isso) do próprio?
Há quanto tempo estes ditos "históricos" não tinham intervenção pública? Agora são grandes reforços porque dá jeito? Isto é um partido de uma só pessoa, não tem ideologia nenhuma. É apenas um meio.
Ora, o Expresso de hoje traz a carta de despedida do histórico do PSD ao seu partido onde escreve o seguinte: «Com efeito, as minhas discordâncias já são, há muito, de natureza ideológica essencial à caracterização do partido e à natureza de Estado de Direito Constitucional Democrático e Social, que a população maioritariamente pretende».
Mas qual é a ideologia do partido de Marinho Pinto? Não é apenas a sua truculência verbal no programa do Goucha? O populismo de cata-vento ao agrado do momento? Apenas a personalidade messiânica (ele acha isso) do próprio?
Há quanto tempo estes ditos "históricos" não tinham intervenção pública? Agora são grandes reforços porque dá jeito? Isto é um partido de uma só pessoa, não tem ideologia nenhuma. É apenas um meio.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Marinho Pinto: o Maria vai com as outras
Desde o tempo em que era Bastonário da Ordem dos Advogados, que se adivinhavam as ambições políticas de Marinho Pinto. Depois, usou o trampolim de notoriedade do mercado das domésticas que lhe é proporcionado pelo programa de Manuel Luis Goucha para vender o populismo que é o discurso onde se sente bem.
A seguir colou-se a um partido com pouca expressão para ser eleito deputado europeu. Logo em seguida, anunciou que ia abandonar o cargo para o qual se elegeu, para atacar outros lugares.
E agora marimba-se para o MPT e vai criar um novo partido, do qual desconhecemos a matriz ideológica, mas que por certo seguirá o vento do que seja mais conveniente no momento.
O discurso o mesmo de sempre, a arruaça contra a classe política como se ele fosse o ungido e o salvador do sistema, os temas que agradem ao povo menos esclarecido, mas soluções não tem nenhumas, apenas a sua imagem.
A política deve ser séria, no conteúdo e na acção, não pode ser terreno de uma Maria vai com as outras.
A seguir colou-se a um partido com pouca expressão para ser eleito deputado europeu. Logo em seguida, anunciou que ia abandonar o cargo para o qual se elegeu, para atacar outros lugares.
E agora marimba-se para o MPT e vai criar um novo partido, do qual desconhecemos a matriz ideológica, mas que por certo seguirá o vento do que seja mais conveniente no momento.
O discurso o mesmo de sempre, a arruaça contra a classe política como se ele fosse o ungido e o salvador do sistema, os temas que agradem ao povo menos esclarecido, mas soluções não tem nenhumas, apenas a sua imagem.
A política deve ser séria, no conteúdo e na acção, não pode ser terreno de uma Maria vai com as outras.
terça-feira, 17 de junho de 2014
O paradoxo dos comentadores
O Carlos Daniel, um bom jornalista da RTP e no campo do futebol o melhor comentador televisivo, deu uma interessante entrevista publicada na Notícias TV do DN. Ali, disse o seguinte: «é um risco muito grande para o País a fase em que estamos e em que só comenta política quem é da política».
Concordo,. Mas saliento um paradoxo que as televisões, tanto as generalistas como no cabo ainda não perceberam. Reflictam: a classe política está mal vista, os portugueses estão cansados dos políticos, dos que fazem política e das mesmas caras que comentam política há anos, no entanto, é um batalhão de políticos de primeira linha e de segunda linha que invadem todos os espaços no espaço mediático nacional. Ora, se as pessoas estão cansados deles, acham que têm paciência para os ver?
Quando é que vão perceber que são outros que trarão maiores audiências e darão muito mais espectáculo, sem agendas pessoais e com muito maior independência? Vejam a CNN, só por exemplo, e vejam quem são os comentadores. São políticos encartados, governadores, deputados, senadores? Não. Então aprendam e procurem por cá.
Concordo,. Mas saliento um paradoxo que as televisões, tanto as generalistas como no cabo ainda não perceberam. Reflictam: a classe política está mal vista, os portugueses estão cansados dos políticos, dos que fazem política e das mesmas caras que comentam política há anos, no entanto, é um batalhão de políticos de primeira linha e de segunda linha que invadem todos os espaços no espaço mediático nacional. Ora, se as pessoas estão cansados deles, acham que têm paciência para os ver?
Quando é que vão perceber que são outros que trarão maiores audiências e darão muito mais espectáculo, sem agendas pessoais e com muito maior independência? Vejam a CNN, só por exemplo, e vejam quem são os comentadores. São políticos encartados, governadores, deputados, senadores? Não. Então aprendam e procurem por cá.
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Livre
Nasce um partido com o título deste post. Saído de uma dissidência de um elemento do Bloco de Esquerda que queria ser a martelo candidato, de novo, ao Parlamento Europeu. Se alguém acha que isto tem presente e futuro, está enganado. Um destes dias, estes indivíduos ditos "livres" aparecem como independentes no PS.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Gente de "cabelo branco" no Governo
Mira Amaral fala assim da necessidade de experiência da qual um Governo precisa. Mas não basta gente experiente e que já tenha trabalhado para ser ministro. Ao nível do aconselhamento dos gabinetes não bastam escribas em blogs e pessoal do aparelho partidário, é preciso também experiência profissional. Essa é uma lição que o Governo precisa de aprender, para melhorar.
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