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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
A vitória da CMTV
O meu artigo desta semana no ECO que pode ler aqui.
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Eu matei John F. Kennedy
O meu artigo no ECO desta semana é sobre a importância do jornalismo. Pode ler aqui.
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Rui Calafate
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Uma lei básica na relação com a imprensa
«A imprensa está contra si. Isso é sempre mau sinal»
The Good Wife, 6a temporada
The Good Wife, 6a temporada
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Uma curiosidade sobre a imprensa em Portugal
Este post não é sobre o grave momento das vendas da imprensa portuguesa, nem sobre o desinteresse generalizado das pessoas na leitura de jornais e revistas.
É apenas uma curiosidade que mostra, mesmo, que o mercado editorial português de títulos que saem para as bancas cada vez diminui mais. Portugal deve ser o único país da Europa onde já não existe nenhuma revista masculina. Todas encerraram.
É apenas uma curiosidade que mostra, mesmo, que o mercado editorial português de títulos que saem para as bancas cada vez diminui mais. Portugal deve ser o único país da Europa onde já não existe nenhuma revista masculina. Todas encerraram.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
"New York Times" começa a publicar directamente no Facebook
«Tras el emblemático diario estadounidense irán la web Buzzfeed —centrada en contenido social—, la cadena de televisión y radio NBC News, National Geographic, el diario británico The Guardian, la cadena de radio y televisión pública de Reino Unido BBC y las publicaciones alemanas Bild y Spiegel Online, que se sumarán en una segunda oleada. En ninguno de los casos se conoce por el momento la cantidad de artículos por día, ni cómo compartirán ingresos, pero sí que han creado una fórmula para compartir una publicidad que pretende ser personalizada al detalle según cada perfil de usuario y, en consecuencia, más valiosa.» (tirei do El Pais).
Ontem mencionei como a política deve aproximar-se das pessoas através das redes sociais. Hoje, um exemplo de como os media podem ligar-se aonde andam verdadeiramente as pessoas e os novos caminhos que terão de dar para combater a perda de leitores e de audiências.
David Carr um analista de comunicação comentou sobre a relação do Facebook com os media: «Para os meios é como um cão que vem a correr para ti num parque. Muitas vezes não sabes se quer morder-te ou brincar contigo»
Ontem mencionei como a política deve aproximar-se das pessoas através das redes sociais. Hoje, um exemplo de como os media podem ligar-se aonde andam verdadeiramente as pessoas e os novos caminhos que terão de dar para combater a perda de leitores e de audiências.
David Carr um analista de comunicação comentou sobre a relação do Facebook com os media: «Para os meios é como um cão que vem a correr para ti num parque. Muitas vezes não sabes se quer morder-te ou brincar contigo»
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Um jornal e não um telejornal
Comprem pelo menos um jornal de informação geral, ele ajuda a enquadrar a vossa visão do mundo e dá-vos conhecimento. Agora, abdiquem de ver um jornal televisivo de prime-time. Não aprendem nada, apenas histórias da carochinha, desgraças, bola, restaurantes. São deprimentes os telejornais portugueses.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
El Español
É o novo projecto de Pedro J. Ramirez, o ex-director do El Mundo, que aposta num diário digital, com tecnologia avançada, porque acredita que em menos de 15 anos não haverá jornais editados em papel em Espanha - coisa que não acredito.
Uma das novidades é o seu financiamento em "crowdfunding", gerando em pouco tempo já mais de 500 mil euros. Um grande director, polémico, marcante, é meio caminho andado para um projecto noticioso. E com a política espanhola em constante mutação, dali sairá muita bomba.
Uma das novidades é o seu financiamento em "crowdfunding", gerando em pouco tempo já mais de 500 mil euros. Um grande director, polémico, marcante, é meio caminho andado para um projecto noticioso. E com a política espanhola em constante mutação, dali sairá muita bomba.
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Rui Calafate
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
José Gomes Ferreira: jornalista ou político?
José Gomes Ferreira admite entrar na vida política, numa entrevista concedida ao I. Não com estes partidos, mas num cenário de pessoas com competência técnica que criassem um novo.
José Gomes Ferreira é um jornalista competente e com conhecimentos técnicos nas áreas da economia e finanças. E ganhou relevância porque hoje se discute mais contabilidade e números do que política e pessoas. Há quem aprecie o estilo, outros não gostam.
Um jornalista tem a liberdade como qualquer outro ser humano de emitir opiniões. Agora, ao admitir uma carreira política, perde um pouco a sua credibilidade. Porque, quando o ouvirmos, deixaremos de ter a certeza que tem a isenção que todo um jornalista deve ter e passamos a pensar se ele já está noutra via, com outras ideias.
Não é caso novo, já tivemos outros. Mas há uma barreira que não deve ser separada entre um decisor e um jornalista/comentador. Até para evitar promiscuidades. E se querem a minha opinião, ele dará sempre melhor jornalista que político.
José Gomes Ferreira é um jornalista competente e com conhecimentos técnicos nas áreas da economia e finanças. E ganhou relevância porque hoje se discute mais contabilidade e números do que política e pessoas. Há quem aprecie o estilo, outros não gostam.
Um jornalista tem a liberdade como qualquer outro ser humano de emitir opiniões. Agora, ao admitir uma carreira política, perde um pouco a sua credibilidade. Porque, quando o ouvirmos, deixaremos de ter a certeza que tem a isenção que todo um jornalista deve ter e passamos a pensar se ele já está noutra via, com outras ideias.
Não é caso novo, já tivemos outros. Mas há uma barreira que não deve ser separada entre um decisor e um jornalista/comentador. Até para evitar promiscuidades. E se querem a minha opinião, ele dará sempre melhor jornalista que político.
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Rui Calafate
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
A imprensa abutre
As estrelas têm pés de barro. E os media salivam com os podres das estrelas. São duas verdades associadas. Hoje, José Carlos Pereira é tristemente capa do Correio da Manhã. As imagens expostas matam a reputação de qualquer um, as do jovem actor ainda mais pelo lastro de disparates que tem cometido ao longo do tempo em que tem exposto a sua vida.
Mas para lá dos erros do actor, dos quais só ele é responsável, houve uns pulhas que tiraram fotos e se aproveitaram daquele momento de fragilidade e um jornal que não teve pudor em as publicar. José Carlos Pereira há muito que caminha para o abismo mas não vejo ninguém a ajudar. Apenas abutres a empurrar.
Mas para lá dos erros do actor, dos quais só ele é responsável, houve uns pulhas que tiraram fotos e se aproveitaram daquele momento de fragilidade e um jornal que não teve pudor em as publicar. José Carlos Pereira há muito que caminha para o abismo mas não vejo ninguém a ajudar. Apenas abutres a empurrar.
domingo, 12 de outubro de 2014
Os políticos dos dias de hoje e a imprensa
«Lloyd George e Churchill tinham sido líderes naturais magníficos, mas será que nos dias que correm os teriam deixado chegar ao topo? Um tinha sido promíscuo e vendido os seus títulos, o outro gastara tempo demais com bebida, dívidas e mau feitio; ambos foram gigantes e no entanto nenhum deles teria sobrevivido à imprensa moderna. Agora o mundo era dos pigmeus, homens de pouca estatura e ainda menos ambição, homens escolhidos não por serem excepcionais mas porque não ofendiam, homens que seguiam as regras em vez de as fazerem»
Michael Dobbs, "House of Cards", edição Jacarandá
Michael Dobbs, "House of Cards", edição Jacarandá
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Rui Calafate
quinta-feira, 24 de abril de 2014
O fracasso de David Moyes
Ao pé de um gigante, um anão ainda parece mais pequeno. Sir Alex era um grande treinador, um genial condutor de homens e um mestre na comunicação e relações públicas. David Moyes não tinha força nem talento para o lugar e na comunicação era débil.
Recomendo a leitura deste texto do meu colega de sector, Carlos Martinho no PiaR, que faz reflexão magnífica também entre a imprensa digital e o papel associada ao tema.
Recomendo a leitura deste texto do meu colega de sector, Carlos Martinho no PiaR, que faz reflexão magnífica também entre a imprensa digital e o papel associada ao tema.
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Rui Calafate
quarta-feira, 19 de março de 2014
35 anos de Correio da Manhã
Podem não gostar, mas o Correio da Manhã é o jornal que melhor compreende os portugueses e por isso vende o que vende. É um bom produto jornalístico dentro dos seus objectivos: ser popular. E não tem complexos com isso.
Na sua génese, Vitor Direito. Um director que foi um visionários e passadas mais de três décadas, o projecto por ele imaginado aí está de pé, alargando-se para a televisão e outras plataformas, bem gerido pelo Octávio Ribeiro.
Por vezes, vejo muitas críticas e algumas coisas eu também não gosto. Mas qual é o jornal do mundo que nunca errou ou que não irrita alguns dias os seus leitores mais fieis? O CM é hoje uma instituição importante, influente pela força dos números de leitores que o compram diariamente.
Parabéns pelos 35 anos, parabéns por darem emprego a muitos jornalistas, parabéns por construírem histórias e conteúdos. Nós, consultores de comunicação, temos de saber trabalhar bem com o Correio da Manhã.
Na sua génese, Vitor Direito. Um director que foi um visionários e passadas mais de três décadas, o projecto por ele imaginado aí está de pé, alargando-se para a televisão e outras plataformas, bem gerido pelo Octávio Ribeiro.
Por vezes, vejo muitas críticas e algumas coisas eu também não gosto. Mas qual é o jornal do mundo que nunca errou ou que não irrita alguns dias os seus leitores mais fieis? O CM é hoje uma instituição importante, influente pela força dos números de leitores que o compram diariamente.
Parabéns pelos 35 anos, parabéns por darem emprego a muitos jornalistas, parabéns por construírem histórias e conteúdos. Nós, consultores de comunicação, temos de saber trabalhar bem com o Correio da Manhã.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Pedro J. Ramirez: ou a imprensa sem hipocrisias
Em Espanha, os leitores de jornais sabem que o EL Pais está próximo do PSOE, o EL Mundo do PP e o ABC da Casa Real espanhola. É uma imprensa que faz o seu dever, o jornalismo, mas que não engana os leitores com alinhamentos ocultos.
Hoje é notícia que Pedro J. Ramirez será afastado da direcção do jornal que fundou e liderou desde 1989, o El Mundo. O André Macedo, director do Dinheiro Vivo, chamou-lhe no seu mural no facebook de «melhor director de jornais ibéricos». Se não o é, está lá próximo.
Dizem que o afastamento é motivado por pressões do poder, como pode ler aqui, poder, esse, que seria Mariano Rajoy e a Casa Real. PJR é uma personagem polémica, fez várias vezes notícia. Abateu muito do PSOE, esteve por trás da queda do mítico Mario Conde e foi um polo de agregação do centro-direita espanhola.
O El Mundo afirmou-se no tempo de queda de Felipe Gonzalez e marcou a sucessão de Fraga Iribarne, ajudando na ascensão de José Maria Aznar. Neste processo sugiro o livro de um delfim de Fraga, Jorge Verstrynge, "Memorias de un maldito", que foi banido do PP.
O que consta é que a ligação de PJR com Aznar seguiu firme e todo o caso Barcenas que o El Mundo espoletou e que criou fortes embaraços ao Governo de Rajoy, foi fruto dessa aliança que marcou duas legislaturas. A sua queda vai marcar a imprensa em Espanha e se for por essas pressões do poder fará correr rios de tinta. A tinta que faz preencher os jornais de notícias.
Hoje é notícia que Pedro J. Ramirez será afastado da direcção do jornal que fundou e liderou desde 1989, o El Mundo. O André Macedo, director do Dinheiro Vivo, chamou-lhe no seu mural no facebook de «melhor director de jornais ibéricos». Se não o é, está lá próximo.
Dizem que o afastamento é motivado por pressões do poder, como pode ler aqui, poder, esse, que seria Mariano Rajoy e a Casa Real. PJR é uma personagem polémica, fez várias vezes notícia. Abateu muito do PSOE, esteve por trás da queda do mítico Mario Conde e foi um polo de agregação do centro-direita espanhola.
O El Mundo afirmou-se no tempo de queda de Felipe Gonzalez e marcou a sucessão de Fraga Iribarne, ajudando na ascensão de José Maria Aznar. Neste processo sugiro o livro de um delfim de Fraga, Jorge Verstrynge, "Memorias de un maldito", que foi banido do PP.
O que consta é que a ligação de PJR com Aznar seguiu firme e todo o caso Barcenas que o El Mundo espoletou e que criou fortes embaraços ao Governo de Rajoy, foi fruto dessa aliança que marcou duas legislaturas. A sua queda vai marcar a imprensa em Espanha e se for por essas pressões do poder fará correr rios de tinta. A tinta que faz preencher os jornais de notícias.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
A Calúnia e as verdades da imprensa
No início dos anos 80, Sydney Pollack realizou um filme, A Calúnia ("Absence of Malice"), com Paul Newman e Sally Field, que retratava os dilemas de uma jornalista depois de esta ter publicado uma história baseando-se num dossier convenientemente deixado à vista por uma fonte da investigação policial.
Para lá da sua manipulação pela investigação, a jornalista não contactou o visado, acreditando apenas num lado da possível notícia. Com isso, e com a manchete publicada, a vida do visado muda.
Primeiro, surge o advogado do jornal que esclarece a jornalista: «Senhora, se os jornais só publicassem a verdade, não dariam emprego a advogados». E acrescenta: «Não estou interessado em factos, mas na lei. A questão não é se a história é verdadeira ou não. A questão é que protecção temos, se se provar que é falsa».
Mas ainda mais interessante o diálogo entre a jornalista, Sally Field, e o personagem de reputação manchada pela notícia, interpretado por Paul Newman:
SF- «Se o ilibarem escreverei sobre isso»
PN- «Em que página? Se dizem que alguém é culpado, todos acreditam. Se dizem que é inocente, ninguém quer saber»
SF- «Não é culpa dos jornais, é das pessoas. Acreditam no que querem acreditar»
PN- «Quem põe os jornais nas ruas? Ninguém?»
Este magnífico filme, nestes diálogos mostra a responsabilidade da imprensa, o que pode publicar e o que não pode publicar sem comprovação. A verdade é só uma mas também é o que fazem dela. E a reputação é um dos valores mais sagrados das pessoas, isso é que não pode ser esquecido.
Para lá da sua manipulação pela investigação, a jornalista não contactou o visado, acreditando apenas num lado da possível notícia. Com isso, e com a manchete publicada, a vida do visado muda.
Primeiro, surge o advogado do jornal que esclarece a jornalista: «Senhora, se os jornais só publicassem a verdade, não dariam emprego a advogados». E acrescenta: «Não estou interessado em factos, mas na lei. A questão não é se a história é verdadeira ou não. A questão é que protecção temos, se se provar que é falsa».
Mas ainda mais interessante o diálogo entre a jornalista, Sally Field, e o personagem de reputação manchada pela notícia, interpretado por Paul Newman:
SF- «Se o ilibarem escreverei sobre isso»
PN- «Em que página? Se dizem que alguém é culpado, todos acreditam. Se dizem que é inocente, ninguém quer saber»
SF- «Não é culpa dos jornais, é das pessoas. Acreditam no que querem acreditar»
PN- «Quem põe os jornais nas ruas? Ninguém?»
Este magnífico filme, nestes diálogos mostra a responsabilidade da imprensa, o que pode publicar e o que não pode publicar sem comprovação. A verdade é só uma mas também é o que fazem dela. E a reputação é um dos valores mais sagrados das pessoas, isso é que não pode ser esquecido.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
O que deve ser um director de jornal
Quando uma administração escolhe um director de imprensa, deve ter várias condições.
- Deve ser um bom jornalista com provas dadas que dê garantias de respeitabilidade à sua equipa e para quem compra o jornal.
- Deve ter boas fontes que lhe possibilitem acompanhar e confirmar as melhores histórias.
- Deve ser um líder e com conhecimentos da natureza humana, comandar homens e apreender os seus sinais é difícil.
- Deve conhecer o mercado, as suas variáveis, saber o que se faz noutras coordenadas geográficas, antever movimentos e ser criativo.
- Deve ser racional e pouco emocional. Não seguir o seu coração, mas sim conhecer o coração dos leitores.
- Deve ser um embaixador da marca que comanda, um diplomata, manter boas relações com um amplo leque de protagonistas, deve sair do centro da polémica, para polémicas tem os seus colunistas.
- Deve ser um bom jornalista com provas dadas que dê garantias de respeitabilidade à sua equipa e para quem compra o jornal.
- Deve ter boas fontes que lhe possibilitem acompanhar e confirmar as melhores histórias.
- Deve ser um líder e com conhecimentos da natureza humana, comandar homens e apreender os seus sinais é difícil.
- Deve conhecer o mercado, as suas variáveis, saber o que se faz noutras coordenadas geográficas, antever movimentos e ser criativo.
- Deve ser racional e pouco emocional. Não seguir o seu coração, mas sim conhecer o coração dos leitores.
- Deve ser um embaixador da marca que comanda, um diplomata, manter boas relações com um amplo leque de protagonistas, deve sair do centro da polémica, para polémicas tem os seus colunistas.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
A hipocrisia da imprensa francesa
Era conhecido da imprensa francesa que Valéry Giscard d`Estaing fugia à noite do Eliseu para ir ter com os seus casos, nomeadamente, hospedeiras da Air France.
Era conhecido da imprensa francesa que François Mitterrand tinha uma outra família secreta, uma filha, Mazarine, que só foi dada a conhecer após a morte do presidente.
Podiam dizer que era um tempo de respeito pela vida privada e houve apenas uma evolução dos media e mais apetite das audiências pelas histórias de alcova. Mas a imprensa sempre tem uma agenda que é sua, tem os seus preferidos. Revelarem que Hollande tem uma amante é apenas uma hipocrisia quando noutros tempos estiveram calados.
Era conhecido da imprensa francesa que François Mitterrand tinha uma outra família secreta, uma filha, Mazarine, que só foi dada a conhecer após a morte do presidente.
Podiam dizer que era um tempo de respeito pela vida privada e houve apenas uma evolução dos media e mais apetite das audiências pelas histórias de alcova. Mas a imprensa sempre tem uma agenda que é sua, tem os seus preferidos. Revelarem que Hollande tem uma amante é apenas uma hipocrisia quando noutros tempos estiveram calados.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Todos os dias "Jornal de Angola"
Todos os dias agora temos de aturar as notícias baseadas no que o "Jornal de Angola" escreve, ainda por cima os editoriais nem são assinados.
É um bocadinho cansativo que andemos nesta troca de recados em páginas de jornais e que não se resolvam, sem ninguém de joelhos, a bem, as relações entre dois países que devem ter uma relação biunívoca como já escrevi. O resto é espuma.
É um bocadinho cansativo que andemos nesta troca de recados em páginas de jornais e que não se resolvam, sem ninguém de joelhos, a bem, as relações entre dois países que devem ter uma relação biunívoca como já escrevi. O resto é espuma.
sábado, 19 de outubro de 2013
A entrevista de José Sócrates ao Expresso
1- Bom gancho do Expresso na entrevista e bom trabalho de comunicação e marketing durante toda a semana para aguçar apetite dos leitores.
2- Quer se queira quer não, José Sócrates é uma personalidade carismática, de ruptura, como ele próprio diz de perfil pouco redondo. Muita gente o odeia e ainda muitos gostam dele, por isso a entrevista bem promovida despertava o interesse.
3- A entrevista não é em pergunta/resposta, é em texto corrido. Nele, Clara Ferreira Alves escreve assim: «Humilde é um adjectivo difícil de aplicar a José Sócrates». E é verdade, mas ter ego não é mau e como Sócrates diz: «nada choca mais com o meu mundo mental do que a cultura católica, da falsa humildade». Por isso, mantém a mesma postura altiva de sempre.
4- Espremendo a entrevista, não é nada de especial. Episódios vários, citações de filosofia política, retratos da vida de um homem em Paris, vingança com insultos a outras personalidades das quais não gosta e promoção do seu livro sobre a tortura.
5- Diverti-me com a entrevista, está dentro da filosofia "light" da Revista do Expresso, foi a espuma dos dias desta semana.
2- Quer se queira quer não, José Sócrates é uma personalidade carismática, de ruptura, como ele próprio diz de perfil pouco redondo. Muita gente o odeia e ainda muitos gostam dele, por isso a entrevista bem promovida despertava o interesse.
3- A entrevista não é em pergunta/resposta, é em texto corrido. Nele, Clara Ferreira Alves escreve assim: «Humilde é um adjectivo difícil de aplicar a José Sócrates». E é verdade, mas ter ego não é mau e como Sócrates diz: «nada choca mais com o meu mundo mental do que a cultura católica, da falsa humildade». Por isso, mantém a mesma postura altiva de sempre.
4- Espremendo a entrevista, não é nada de especial. Episódios vários, citações de filosofia política, retratos da vida de um homem em Paris, vingança com insultos a outras personalidades das quais não gosta e promoção do seu livro sobre a tortura.
5- Diverti-me com a entrevista, está dentro da filosofia "light" da Revista do Expresso, foi a espuma dos dias desta semana.
domingo, 15 de setembro de 2013
A "Hola" e a "Caras" na televisão
Li hoje no DN que a revista "Hola", a espanhola mais conhecida do mundo, vai apostar num canal de televisão. Ao mesmo, tempo a nossa "Caras" também salta em exclusivo para os assinantes da ZON até ao final do ano.
A "Hola", que deve ser a revista estrangeira que mais vende em Portugal há muitos anos, é editada em 26 versões diferentes e tem leitores semanais na casa dos 15 milhões espalhados pelo mundo.
Foi uma escola para as revistas "cor-de-rosa" com o seu acompanhamento da realeza, toureiros e muitas outras celebridades. A vida precisa de um bocadinho de "glamour" e a "Hola" sempre soube dar esse toque de sofisticação.
Ambas as revistas saltarem para as televisões é um passo natural, pois têm leitores fieis e é um passo importante para diversificar as suas receitas e crescer em termos de impacto público.
A "Hola", que deve ser a revista estrangeira que mais vende em Portugal há muitos anos, é editada em 26 versões diferentes e tem leitores semanais na casa dos 15 milhões espalhados pelo mundo.
Foi uma escola para as revistas "cor-de-rosa" com o seu acompanhamento da realeza, toureiros e muitas outras celebridades. A vida precisa de um bocadinho de "glamour" e a "Hola" sempre soube dar esse toque de sofisticação.
Ambas as revistas saltarem para as televisões é um passo natural, pois têm leitores fieis e é um passo importante para diversificar as suas receitas e crescer em termos de impacto público.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
«O buraco da ministra»
O JN faz hoje uma manchete ordinária. Se é de humor, é reles. Se é informativa, joga também com o reles. O JN tem perdido leitores, bem como todos os jornais portugueses, mas um jornal deve primar pelo bom gosto e pela seriedade. Julgo que os responsáveis já devem estar arrependidos.
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