quarta-feira, 21 de agosto de 2013

As tristezas do Facebook

Li esta notícia, e eu que me divirto com o Facebook, sorri.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Al Jazira América

Começa esta tarde a emitir nos Estados Unidos o canal que foi propaganda da Al Qaeda e que hoje quer ser líder global. Querem competir com as três grandes cadeias: CBS, FOX e NBC. Engraçado será de acompanhar que tipo de informação sobre a política americana darão.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O que faz um homem decente

El Baradei era um homem respeitado no Egipto, foi uma das suas consciências cívicas da Primavera democrática que o mundo acompanhou na Praça Tahir.

Foi para o Governo e este Governo ordenou aos militares uma acção violenta que causou centenas de mortes. Baradei, Nobel da Paz, só teve um caminho: demitiu-se por vontade própria.

São gestos destes que são raros nos dias de hoje. A consciência dos decisores muitas vezes é violentada e enganada e nem reparam nela. Num tempo em que o pragmatismo se sobrepôs à moral.

domingo, 18 de agosto de 2013

Eu sou dono de um banco e não do Lorenzo Carvalho

O título é inspirado na crónica de ontem da Clara Ferreira Alves no Expresso, pois ela tem razão. Os portugueses como eu são donos pelo menos do BPN ou do BPP.

Ontem, como com graça referiu António Nogueira Leite nas redes sociais, a entrevista de um jovem com dinheiro a Judite de Sousa foi o "swap" de Agosto e toda a gente comentou.

O problema é que cada um faz com o seu dinheiro o que bem entender, o que cada um não pode fazer é pôr um País a pagar impostos e a baixar a sua condição de vida porque houve um bando de canalhas que montou uma manobra de corrupção em alta escala, favorecendo amigos da politica que, subitamente, enriqueceram. Ou então, desviaram-se de contas poupanças de uma vida para investimentos arriscados.

Por isso, estou-me marimbando para o Lorenzo Carvalho e para as suas festas com a Pamela Anderson e os seus Ferraris. Mas interessa-me e gostava que alguém tivesse a coragem e ousadia, como ontem referi no meu perfil de facebook, para entrevistar quem me obriga a pagar mais impostos. De onde veio o dinheiro de Dias Loureiro, de Oliveira e Costa, de João Rendeiro, entre tantos outros que se dê rosto à corrupção e ao gamanço de um povo.

Isso é que é interesse público, façam-no se têm coragem. O jornalismo é um exercício de coragem também.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Divórcios e bebés em campanha eleitoral

Numa campanha eleitoral, naturalmente, são os temas de ´conteúdo político e público que devem ser debatidos e estar em jogo. Mas todos sabemos que, para lá dos referidos, há outras coisas que subliminarmente influenciam a corrida e contribuem para a construção da imagem de qualquer candidato.´

Nesses factores subliminares dou exemplo de dois. Se um candidato tem a bênção de ser pai ou mãe em campanha isso é um factor de vitalidade, de simpatia, de construção de empatia e confiança, pois os eleitores gostam de ver uma família feliz. Em Santarém temos um caso concreto nestas autárquicas. O Ricardo Gonçalves e a sua mulher, a Vânia, tiveram essa bênção. Para lá dele ser um bom candidato com três características importantes, a simpatia, a proximidade com o eleitorado e a honestidade à prova de bala, ainda teve o reforço do seu bebé.

Em Lisboa temos o inverso. Se há tema problemático na construção da imagem de um candidato, é o divórcio. Se para lá dessa questão ainda for reforçada com matérias de traição escarrapachadas nos media, isso é trágico para qualquer candidato, que vê abalada a relação de confiança que precisa junto do eleitorado.António Costa ganharia tranquilamente esta eleição, porém, após as notícias de separação é divórcio de Fernando Seara e Judite de Sousa, duas figuras públicas que conheço e pelas quais tenho muita estima pessoal, nem precisa de fazer qualquer campanha.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O "spin" da guerra em Gibraltar

Lembram-se do filme "Wag the dog"? Com humor, contava o trabalho de "spin doctors" num momento de crise para um presidente americano. Aí, as personagens de Robert de Niro e Dustin Hoffman, para afastar esse problema, criam uma conflito artificial e uma guerra com a Albânia e salvam uma criança com um gatinho.

Em Espanha, Mariano Rajoy e o PP estavam completamente encostados às cordas pelo caso Barcenas, mas de repente o ABC faz uma capa com foto de David Cameron e os espanhóis começam a falar de um conflito ridículo sobre Gibraltar e hoje até leio possibilidade de guerra com Inglaterra. Só não sei se foram o Robert de Niro e o Dustin Hoffman que trataram deste assunto, porém, o caso Barcenas saiu de cena.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Briefings e Swaps: a minha opinião para o Jornal de Negócios

O modelo do briefing do Governo pode ser bom se for enquadrado por profissionais de comunicação que os preparem. É sabido que este Governo tem um enorme problema de comunicação, lida mal com os media, os briefings foram uma tentativa para a melhorar, mas os efeitos têm sido perversos, muito por fruto da impreparação e amadorismo comunicacional de quem os faz.

No caso dos swaps, os briefings levaram a que se passasse da silly season para a swap season e mataram por duas vezes Pais Jorge. Na segunda foi um assassínio em directo por parte de Pedro Lomba.

O Governo tentou criar um artifício comunicacional afirmando que um documento foi forjado. O spin foi péssimo e no dia seguinte o secretário de Estado demitiu-se. O Governo descredibilizou-se desde o momento em que foi conhecida a associação de Pais Jorge aos swaps, nos dias seguintes, em vez de dar a volta, a situação piorou e houve uma descredibilização da equipa das Finanças, Foi um arrastar do problema por pura incompetência e falta de decisão política.

Não entendo que os briefings criem anticorpos com a comunicação social, cria é oportunidades de mais erros comunicacionais do Governo que serão aproveitados pelos media. Não basta escrever em blogs para se ser especialista em comunicação e no Governo há muita gente que escrevia na blogosfera e poucos profissionais de comunicação experientes. Esse é um drama sem solução à vista.