quarta-feira, 16 de julho de 2014

A imprevisibilidade dos líderes

Um líder deve ser imprevisível. E num tabuleiro de xadrez não deve ter apenas uma saída, mas várias. Quanto menos se conhece o seu pensamento e aquilo que intrinsecamente o move, maior é a capacidade de enervar os adversários e ao mesmo tempo marcar o território e as decisões contrárias.

terça-feira, 15 de julho de 2014

O caloteiro que os media promoveram

Lorenzo Carvalho o ano passado surgiu em Portugal tipo paraquedista. Ninguém sabia quem era a criatura, no entanto, entrevistas, reportagens em toda a media, entre as quais a famosa do seu aniversário em que teve como convidada Pamela Anderson.

Surgiu tatuado, a pagar champanhes de 5 litros, contratou mulheres, seguranças, deu despesa, organizou mega festas e deu calotes. Vendeu que era milionário e o miserável povo português andou atrás e mais grave nenhum jornalista investigou de onde vinha o dinheiro ou se era apenas fogo-de-vista. São centenas de milhares de euros de dívidas, deixadas por um palerma que enganou outros tolos.

Num ano, dois casos risíveis: este e Baptista da Silva que aparecia em todo o lado como analista e convidado e, segundo a imprensa, era um burlão. Portugal é um País onde as suas gentes parece que gostam de ser enganadas e os media, em muitos casos, são coniventes. Este Lorenzo era uma fraude e tantas que andam por aí.

O musical de Clinton e a política como inspiração

Li ontem no jornal espanhol ABC que se estreia dia 18, no Festival de Teatro Musical de Nova York um espectáculo sobre Bill Clinton. Em breve também um outro musical sobre Hillary Clinton, «A Woman on top» se estreará.

Hoje a América olha para o casal Clinton de maneira positiva. Ele é o ex-presidente com uma taxa de popularidade e simpatia altíssima. Ela, é a mais aguardada candidata presidencial e em quem todos põem as fichas para suceder a Obama.

Mas o que importa realçar é que a indústria de conteúdos culturais americana continua a encarar a política e os seus protagonistas como uma fonte de inspiração. Grandes séries têm o seu dedo: "West Wing", "Boss", "House of Cards". Vários telefilmes da HBO também, como um notável de Jay Roach sobre Sarah Palin, papel interpretado por Julianne Moore.

A política é um exercício importante para a sociedade. Os seus protagonistas podem ser fascinantes. Tem faltado o carisma dos Clinton noutras latitudes para que a política seja mais atractiva e menos repugnante.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O meu Mundial

Para quem gosta de futebol o Brasil deu-nos um bom Mundial. Gastaram-se muitos milhões em estádios que não vão servir para nada, como aconteceu por cá no Euro 2004, mas quanto ao espectáculo em si, houve bons duelos, houve emoção, houve qualidade.

A Alemanha foi a justa vencedora, histórica porque é a primeira selecção europeia a ganhar um mundial nas Américas, uma máquina bem oleada, uma verdadeira equipa, com ideia de jogo precisa, bem preparada e que assenta numa aposta nacional na formação. A Bundesliga é hoje um dos melhores campeonatos do mundo, bem gerida, com estádios cheios e onde há verdade desportiva. Portugal, juntamente com Espanha e Itália, uma decepção.

Melhores jogadores do mundial: Arjen Robben e Manuel Neuer

Minha equipa: Neuer; Lahm, Vlaar, Hummels, Rojo; Mascherano, Herrera, Kroos; James, Robben, Muller.

Melhor treinador: Joachim Low (porque ganhou) e Jorge Luis Pinto (Costa Rica)

Jogadores que me deram prazer ver jogar (para lá dos escolhidos na minha equipa): Slimani, Enner Valencia, Pirlo, Varane, Shaqiri, Arevalo Rios, Keylor Navas,, Ochoa, Rafael Marquez, Blind, Manolas, Cuadrado, Alexis Sanchez

Jogadores sobrevalorizados: Balotelli (nunca será top) e David Luiz (talvez com os buracos que deu, percebam porque José Mourinho o pôs a médio durante toda a temporada no Chelsea).

Equipamentos que mais gostei: Argélia e Uruguai

sábado, 12 de julho de 2014

A Volta a Portugal que os portugueses não estão a gostar

Quem lê o título do post vai achar que eu vou escrever sobre uma modalidade que gosto muito, um evento que é líder de audiências e anima vários concelhos do País: a Volta a Portugal em Bicicleta.

Mas não. Este post é sobre a volta a Portugal que os dois candidatos a Primeiro-Ministro do PS andam a realizar. Nunca vi o PS tão extremado, tão balcanizado, tão violento, tão capaz de semear o ódio em vez de conseguir cativar as pessoas cansadas com o actual Governo.

As sondagens dizem tudo: os portugueses não estão a gostar do pobre espectáculo proporcionado por Seguro e Costa, essa é que é a conclusão a tirar dos números. O PS está a descredibilizar-se e a pôr mais lume na má imagem que a classe política tem na opinião pública. Esta volta a Portugal é deprimente e não traz gente para as estradas, não tem heróis do dia.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Fernando Ulrich: banqueiro, ex-jornalista ou abutre?

Fernando Ulrich é um banqueiro pouco convencional. Em vez do silêncio que é o código de honra dos grandes banqueiros, tem uma atracção ou vertigem do disparate quando tem um microfone à frente.

Para quem não sabe, Ulrich foi jornalista e acha assim que está preparado para dizer o que lhe apetece. Pois bem, como já expliquei no passado nem todos os jornalistas dão bons especialistas de comunicação, nem todos os consultores de comunicação dariam bons jornalistas.

Ulrich pelas suas diversas declarações desastradas, tem sido o campeão das crises reputacionais derivadas de erros de comunicação na banca portuguesa, o BPI já pagou várias vezes os seus erros. Quem não se lembra do «ai aguenta, aguenta»? Por isso, não é a melhor pessoa para analisar a comunicação dos outros, sobretudo em tempos difíceis por onde, aliás, o seu BPI já passou com enormes tempestades também, mas a memória é curta.

Ulrich, num momento difícil para a banca portuguesa tem o dever de recato, não contribuir para assustar sem razão as pessoas. O líder do BPI está a tempo de mostrar se quer ser um banqueiro, um ex-jornalista ou um simples abutre. 

Campeonato já começa mal

No domingo passado deu-se o início do campeonato de futebol com o sorteio do mesmo organizado pela Liga. Começou logo mal pois nem metade da sala estava cheia, mostrando o alheamento dos clubes para esta entidade envolta em casos polémicos e com um presidente que nem do seu condomínio seria eleito administrador.

Depois, um caso menor mas no mínimo ridículo: a escolha de Jorge Cadete para Provedor do adepto. Coisa que ninguém sabe que existia, nem o que realiza por sinal. Julgo que o próprio Cadete ainda hoje desconhece o papel que lhe cabe, apesar de ter aceite o lugar.

Hoje, como algumas pessoas do futebol já comentavam, temos conhecimento que não há patrocinadores nem orçamento. Algo que decorre da gestão bizarra, sem rei nem roque, sem resultados e colocando em causa o futuro financeiro da Liga como foi notório por altura da apresentação do último relatório e contas.

A continuar assim com este presidente, a Liga terá uma temporada demasiado agitada, o que não interessa nada para o futebol português que precisa de alguma tranquilidade.