terça-feira, 25 de maio de 2010

Portas e a crise económica

Acabei de almoçar no Hotel Tivoli, onde se realizou mais uma conferência do International Club of Portugal. Orador convidado: Paulo Portas.

Para lá da excelente relação que mantenho com ele, é um orador de primeira água, bem preparado e grande comunicador. Acrescento, excelente na criação de soundbytes.

Para lá de Carmona Rodrigues com quem já não falava desde Outubro e o novo Presidente da CIP entre outros, e alguns amigos, deixo sempre a nota que networking é isto. Networking não é conviver com a família.

Passemos ao que mais interessa: Paulo Portas percebeu que é ele que pode fazer a diferença face ao acordo entre PS e PSD. É ele que já está na primeira linha contra o aumento de impostos se não lhe disserem como está a produtividade e se não alterarem «o modelo de crescimento, igual em 2010 a 1970, assente no betão».

Paulo Portas deixou bem claro que os sinais de crise já cá estavam, esclarecendo que essa crise «é como um vírus que se aloja num corpo, e isso só acontece se ele estiver vulnerável».

Deu um exemplo demolidor: Zapatero foi ao parlamento à 10 dias dar explicações, Sócrates ainda não explicou na AR quais as medidas para as pequenas e médias empresas.

E rematou bem. «Não há empregos sem empresas» e «não há nação que ultrapasse a crise sem vontade de trabalhar».

Portas percebeu ainda melhor que neste pacto PS/PSD, o CDS vai galgar o descontentamento popular.

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