Carlos Cruz assumiu ontem totalmente a pele do personagem do Processo de Franz Kafka.
Carlos Cruz vitimizou-se mediaticamente quando as vítimas verdadeiras foram as crianças de uma grande instituição chamada Casa Pia, a quem muitos devem a vida que hoje têm devido aos ensinamentos e amparo ali recolhidos.
Carlos Cruz entrou pessimamente em tribunal ontem, muito nervoso ao contrário da tranquilidade que durante todo o dia proclamou (algo perfeitamente natural em quem aguarda uma sentença).
Depois, à tarde, mostrou continuar na plena posse das suas faculdades de sr. televisão com uma boa conferência de imprensa, apoiado pelos seus advogados. Mas enganou-se numa coisa quando respondeu à TVE e à BBC, dizendo que a imprensa estrangeira tinha outra opinião sobre o processo.
Hoje, ao ler o El Pais, jornal de esquerda - e nunca esquecer, muitos já não se lembram, que Carlos Cruz foi o mandatário de João Soares na candidatura derrotada em Lisboa em 2001 - vi o título mais duro de todos os que li: «Portugal condena a la trama que abusaba de niños desamparados» e com foto de Carlos Cruz.
Respeito o profissional de televisão que deu muitos bons momentos a milhares de portugueses, mas nunca gostei dos seus olhos. Não faço qualquer comentário sobre a decisão do tribunal, apenas julgo que mediaticamente ontem se assistiu a bons trabalhos de comunicação, de diversos protagonistas.
E a Justiça que por vezes se julga acima das outras instituições tem de aprender que um processo é um espectáculo e por isso se tem de adaptar ao universo mediático.
sábado, 4 de setembro de 2010
A selecção de Queiroz
Um resultado de 4-4 com Chipre é mau de mais para ser verdade. E o responsável é carlos Queiroz que como as imagens demonstraram comandou a equipa através da tribuna.
A manchete da Bola diz tudo: «Não gozem mais com o povo». E esse povo, que confiava na selecção, hoje não acredita nela.
Queiroz já devia ter saído da selecção. Não por este triste processo, mas por ser mau treinador e um líder pífio.
Os portugueses que tinham uma ligação forte com a selecção já não confiam nela. Queiroz trouxe o seu medo, o seu "karma", a sua fragilidade psicológica para esta equipa.
E para lá do rsultado medíocre de ontem, uma nota muito relevante para o que digo: ontem, em Guimarães, terra que enche o estádio para ver o seu Vitória, só estiveram 9 mil portugueses. Uma assistência digna de equipa de sub-21.
Queiroz tem de sair já. Já provou que não serve e a nossa selecção perdeu valor e força.
PS: Ontem Portugal perdeu um bom homem, o Bom Gigante. Ver o golo de carlos Manuel em Estufarda, quando José Torres era treinador, ou rever imagens da sua carreira e do Mundial de 1966 é relembrar os tempos em que os portugueses vibravam com a selecção.
A manchete da Bola diz tudo: «Não gozem mais com o povo». E esse povo, que confiava na selecção, hoje não acredita nela.
Queiroz já devia ter saído da selecção. Não por este triste processo, mas por ser mau treinador e um líder pífio.
Os portugueses que tinham uma ligação forte com a selecção já não confiam nela. Queiroz trouxe o seu medo, o seu "karma", a sua fragilidade psicológica para esta equipa.
E para lá do rsultado medíocre de ontem, uma nota muito relevante para o que digo: ontem, em Guimarães, terra que enche o estádio para ver o seu Vitória, só estiveram 9 mil portugueses. Uma assistência digna de equipa de sub-21.
Queiroz tem de sair já. Já provou que não serve e a nossa selecção perdeu valor e força.
PS: Ontem Portugal perdeu um bom homem, o Bom Gigante. Ver o golo de carlos Manuel em Estufarda, quando José Torres era treinador, ou rever imagens da sua carreira e do Mundial de 1966 é relembrar os tempos em que os portugueses vibravam com a selecção.
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Rui Calafate
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Chega de insultos
Hoje, via facebook do Luís Paixão Martins (pois acabou a sabática e já está na rede social mais simpática e calculo que depois deste post vai ter mais pedidos de amizade) sou obrigado a concordar - coisa rara - com Fernanda Câncio neste artigo.
De facto é confrangedor o nível de comentários dos media tradicionais on-line. Desgraçadinhos, pessoas sem nada que fazer, tropas pagas para fazer aquele trabalho, desiludidos, frustrados, etc.
Todos eles fazem parte de uma horda de trogloditas que, muitas vezes anonimamente, aproveitam esses espaços para vazar as suas angústias, raivas e ressabiamentos.
Ao contrário dos meios tradicionais on-line, de facto as redes sociais controlam o nível de comentários e quem os faz. Por isso a posição de Fernanda Câncio é perfeitamente compreensível.
Aqui neste blog também de vez em quando aparecem os idiotas do costume. Um, o idiota-mor do mercado, finalmente percebeu e desapareceu. O outro, o funcionário camarário há décadas, pago por todos nós, ainda continua a vir aqui passear as suas frustrações.
Este asno ainda não percebeu que os links das notícias basta carregar nelas para aparecerem, mas vale o que vale.
De facto, abrir algo para ver insultos é perfeitamente ignóbil. Neste caso a fernanda Câncio esteve bem.
De facto é confrangedor o nível de comentários dos media tradicionais on-line. Desgraçadinhos, pessoas sem nada que fazer, tropas pagas para fazer aquele trabalho, desiludidos, frustrados, etc.
Todos eles fazem parte de uma horda de trogloditas que, muitas vezes anonimamente, aproveitam esses espaços para vazar as suas angústias, raivas e ressabiamentos.
Ao contrário dos meios tradicionais on-line, de facto as redes sociais controlam o nível de comentários e quem os faz. Por isso a posição de Fernanda Câncio é perfeitamente compreensível.
Aqui neste blog também de vez em quando aparecem os idiotas do costume. Um, o idiota-mor do mercado, finalmente percebeu e desapareceu. O outro, o funcionário camarário há décadas, pago por todos nós, ainda continua a vir aqui passear as suas frustrações.
Este asno ainda não percebeu que os links das notícias basta carregar nelas para aparecerem, mas vale o que vale.
De facto, abrir algo para ver insultos é perfeitamente ignóbil. Neste caso a fernanda Câncio esteve bem.
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Rui Calafate
Oráculo (95)
«Frequentemente, para triunfar é preciso ter muitos inimigos, a fim de que todas as nossas energias estejam dispostas para o combate»
Nietzsche
Nietzsche
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Pergunta inocente
Às vezes gosto de recordar os tempos de jornalista e ficam-me dúvidas no ar.
Ontem, no Correio da Manhã, na página 13, na sequência do caso Feteira, foto que retratava os herdeiros a serem acompanhados à porta do escritório de José Miguel Júdice pelo próprio José Miguel Júdice.
Na peça, a descrição do início e termo do encontro e sequência estratégica delineada por este lado do processo. O título era expressivo: «Silêncio imposto a herdeiros». Explicando que a partir de agora quem fala é o advogado José Miguel Júdice. Nada a dizer sobre o atrás mencionado, tudo perfeitamente normal.
Mas a minha dúvida tem a ver com o seguinte: os jornais falam dos honorários de Duarte Lima mas ainda ninguém perguntou outra coisa.
É que a PLMJ é a maior sociedade de advogados portuguesa, e a hora de trabalho de José Miguel Júdice é das mais caras do país. E ele vai dar, pessoalmente, a cara por este processo e ninguém acredita que seja pro-bono.
Juntando ao facto que os herdeiros já tiveram outras equipas de advogados envolvidas (brasileiras e portuguesas) gostava imenso que o Correio da Manhã fizesse um cálculo sobre os custos envolvidos com advogados na herança Feteira.
Notícia que teria muito interesse para quem acompanha esta novela desde o Verão.
Ontem, no Correio da Manhã, na página 13, na sequência do caso Feteira, foto que retratava os herdeiros a serem acompanhados à porta do escritório de José Miguel Júdice pelo próprio José Miguel Júdice.
Na peça, a descrição do início e termo do encontro e sequência estratégica delineada por este lado do processo. O título era expressivo: «Silêncio imposto a herdeiros». Explicando que a partir de agora quem fala é o advogado José Miguel Júdice. Nada a dizer sobre o atrás mencionado, tudo perfeitamente normal.
Mas a minha dúvida tem a ver com o seguinte: os jornais falam dos honorários de Duarte Lima mas ainda ninguém perguntou outra coisa.
É que a PLMJ é a maior sociedade de advogados portuguesa, e a hora de trabalho de José Miguel Júdice é das mais caras do país. E ele vai dar, pessoalmente, a cara por este processo e ninguém acredita que seja pro-bono.
Juntando ao facto que os herdeiros já tiveram outras equipas de advogados envolvidas (brasileiras e portuguesas) gostava imenso que o Correio da Manhã fizesse um cálculo sobre os custos envolvidos com advogados na herança Feteira.
Notícia que teria muito interesse para quem acompanha esta novela desde o Verão.
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Rui Calafate
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
El Pais arrasa Lisboa, a capital do vazio
Esta notícia já tem um mês, reservei-a para o arranque de Setembro. Por cá, para lá de alguns blogs, passou completamente despercebida pelos jornalistas que deveriam ler outros grandes jornais estrangeiros.
Pois bem, para mim o El País é um dos melhores jornais do mundo. E para que não restem dúvidas é um jornal próximo do PSOE, os socialistas espanhóis.
E nesta notícia são ouvidos Helena Roseta e Manuel Salgado, vereadores do actual executivo camarário. Como podem ler, a notícia é arrasadora para a nossa cidade que tanto amamos.
Por cá passou despercebida e é hora de alguns a lerem para se aperceberem da inépcia na reablitação da actual maioria que se está marimbando para Lisboa.
Pois bem, para mim o El País é um dos melhores jornais do mundo. E para que não restem dúvidas é um jornal próximo do PSOE, os socialistas espanhóis.
E nesta notícia são ouvidos Helena Roseta e Manuel Salgado, vereadores do actual executivo camarário. Como podem ler, a notícia é arrasadora para a nossa cidade que tanto amamos.
Por cá passou despercebida e é hora de alguns a lerem para se aperceberem da inépcia na reablitação da actual maioria que se está marimbando para Lisboa.
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Rui Calafate
Oráculo (94)
«Deixei de fazer perguntas às estrelas e aos livros; comecei a escutar os ensinamentos que sussurram o meu sangue»
Hermann Hesse
Hermann Hesse
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