Basta abrir qualquer revista de recursos humanos e só se vê falar no «nós». A sobreposição do grupo à importância de uma só pessoa. Os principais gurus da matéria falam de uma era do «nós». Confesso que é bonito.
Não sou politicamente correcto e gosto de ser mais incisivo nas minhas apreciações. Vou explicar o que penso sobre o que é mais importante: o «eu» ou o «nós».
Há uns tempos atrás, ouvi, num jardim, um excelente comunicador e "networker" (e também especialista em passarinhos) a discorrer sobre a importância do nós. Que o grupo é muito mais importante do que o indivíduo. Que as metas se atingem com mais força se o colectivo tiver um compromisso e estiver empenhado num objectivo comum.
Ouvi. O discurso foi bonito também e agrada habitualmente às plateias, mas falta pensar melhor.
Reparem bem: o que é o «nós»? É a primeira pessoa do plural. O que significa que a primeira pessoa do singular é «eu». O «nós» é uma soma de «eus».
Se o «eu» for fraco o «nós» não pode ser apenas uma soma de «eus» fracos?
Esse é o problema dos gurus. Se deixarem de tentar agradar às plateias e virem melhor, o «eu» é fundamental na afirmação do indivíduo, mas também nas suas ambições e objectivos, e, naturalmente, isso reflecte-se na força de um grupo ou colectivo.
Um «eu» de traços bem definidos e forte, de carácter e personalidade é decisivo em qualquer organização. Se uma empresa/organização tiver muitos «eus» será muito mais poderosa e pujante.
Portanto, caros gurus, o «nós» é fantástico quando tem diversos «eu» bem definidos. Se não, teremos apenas um bando de cordeirinhos mansos. Nenhuma empresa subsiste sem pessoas que individualmente têm orgulho e vaidade naquilo que fazem. Ter ego é bom.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Obama visto por Denny Crane, do Boston Legal
Da terceira temporada de Boston Legal, tiro de um dos meus caderninhos este diálogo, um daqueles célebres na varanda, em final de episódio, entre Denny Crane e Alan Shore, foi antes da vitória de Barack Obama:
Denny Crane: «achas que é racista dizer que um homem fala como um negro?»
Alan Shore: «Obama referiu-se ao sotaque negro, mais como o jazz e menos como uma partitura»
DC: «Sou capaz de votar nele. Qualquer americano pode adaptar-se à Presidência. Excepto a Hillary»
AS: «Barack Obama...»
DC: «Bem parecido, boas fotografias...Não sei o que ele defende. Seria um Presidente perfeito»
AS: «E o McCain?»
DC: «Agora, ele fala Bush. Não pode ganhar»
Denny Crane: «achas que é racista dizer que um homem fala como um negro?»
Alan Shore: «Obama referiu-se ao sotaque negro, mais como o jazz e menos como uma partitura»
DC: «Sou capaz de votar nele. Qualquer americano pode adaptar-se à Presidência. Excepto a Hillary»
AS: «Barack Obama...»
DC: «Bem parecido, boas fotografias...Não sei o que ele defende. Seria um Presidente perfeito»
AS: «E o McCain?»
DC: «Agora, ele fala Bush. Não pode ganhar»
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Rui Calafate
Como vão ser os resultados de domingo
Pelas informações que tenho recebido, pelo que tenho visto das campanhas e pela minha intuição acredito que podemos ter um PSD entre os 36 e os 39%, um PS entre os 28 e os 31%, PCP acima do Bloco, mas abaixo dos dois dígitos, e o partido sobre o qual mais tenho dúvidas é o CDS.
O problema do voto útil é o que beliscará mais o resultado do CDS, daí o slogan que Portas já começou a lançar: «o PS já perdeu, não há stress vota no CDS». Sempre apontei para a marca dos 15%, mas vamos ver as variações.
Mas há uma nota final que quero deixar: vejo claramente a campanha do PSD a crescer e a tornar-se envolvente e a do PS a ser feita em esforço. Isso é um sinal bem claro.
O problema do voto útil é o que beliscará mais o resultado do CDS, daí o slogan que Portas já começou a lançar: «o PS já perdeu, não há stress vota no CDS». Sempre apontei para a marca dos 15%, mas vamos ver as variações.
Mas há uma nota final que quero deixar: vejo claramente a campanha do PSD a crescer e a tornar-se envolvente e a do PS a ser feita em esforço. Isso é um sinal bem claro.
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Rui Calafate
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Oráculo (272)
«Ninguém reconhece o momento mais feliz da sua vida quando o está a viver»
Orhan Pamuk, O Museu da Inocência
Orhan Pamuk, O Museu da Inocência
Presságios de campanha
Lembro-me de duas rouquidões em campanha eleitoral para as legislativas. A de Fernando Nogueira e a de Pedro Santana Lopes. Nesta tenho-a ouvido em José Sócrates. Pormenores. E presságios.
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Rui Calafate
Agências de comunicação na Exame
Só li ontem a peça do Adriano Nobre, na Exame, sobre as agências de comunicação portuguesas.
Nela estavam as quatro mais importantes e maiores agências: LPM, Cunha Vaz, Lift e GCI; a agência que neste momento tem mais cotadas, a BAN; e dois dos mais tradicionais no activo, Líbano Monteiro e Unimagem.
Vi o cuidado que todos os responsáveis tiveram nas declarações, evitando polémicas, e dando a sua visão pessoal de como estão no sector.
É uma peça contextual e que serve quase como dossier sectorial, mas sem grandes novidades.
A melhor tirada é do Armandino Geraldes: «acredito que não haja lugar para empresas que fazem tudo sem serem realmente boas em qualquer área».
PS: Nesta peça faltou algo: mulheres. E neste momento são a maioria das profissionais das consultoras de comunicação. E o adriano podia ter ido ouvir a Susana Monteiro da Parceiros, a 5a maior empresa do sector, a Domingas uma das profissionais mais antigas no mercado, ou a Teresa Figueira com a experi~encia de gestão de uma multinacional em portugal, como exemplo.
Nela estavam as quatro mais importantes e maiores agências: LPM, Cunha Vaz, Lift e GCI; a agência que neste momento tem mais cotadas, a BAN; e dois dos mais tradicionais no activo, Líbano Monteiro e Unimagem.
Vi o cuidado que todos os responsáveis tiveram nas declarações, evitando polémicas, e dando a sua visão pessoal de como estão no sector.
É uma peça contextual e que serve quase como dossier sectorial, mas sem grandes novidades.
A melhor tirada é do Armandino Geraldes: «acredito que não haja lugar para empresas que fazem tudo sem serem realmente boas em qualquer área».
PS: Nesta peça faltou algo: mulheres. E neste momento são a maioria das profissionais das consultoras de comunicação. E o adriano podia ter ido ouvir a Susana Monteiro da Parceiros, a 5a maior empresa do sector, a Domingas uma das profissionais mais antigas no mercado, ou a Teresa Figueira com a experi~encia de gestão de uma multinacional em portugal, como exemplo.
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Rui Calafate
Muito obrigado, Inês!
A minha família, e eu vivi com os meus pais e avós até aos 30 anos, ensinou-me sempre a ser grato. No meu caso, como disse perante mais de cem pessoas em Outubro de 2009 no lançamento da Special One, estou muito agradecido a todos os sítios por onde passei e trabalhei.
E ainda sou mais grato a quem me ajuda e dá tudo por mim. A Inês Saraiva estava comigo desde o primeiro dia da agência. É uma excelente profissional e uma amiga, algo que irá continuar a ser, tenho a certeza, até à eternidade.
Tenho por hábito ajudar e promover quem trabalha comigo, faço-o por gosto e porque confio nos profissionais que me acompanham. E sem problemas acredito que o mercado está atento a isso.
Na vida, as pessoas têm mais oportunidades, não estão fechadas a novos chamamentos que lhes permitem desenvolver as suas capacidades. Não vejo como um drama a saída de qualquer pessoa das empresas.
Pelo contrário, fico feliz porque outras empresas acreditam no trabalho realizado pelos que trabalham comigo e lhes proporcionam melhores condições financeiras e novos objectivos. Um dia destes também virão bater à porta do Alex.
Desejo à Inês que continue a ser feliz, que trabalhe muito e sorria como aqui. Sabendo já para que agência irá trabalhar, e não a divulgando pois não quero interferir na comunicação do seu recrutamento, dou os parabéns pela contratação e desejo felicidades.
A Inês Saraiva deve ser das pessoas que melhor me conhece no mundo e muito me ajudou. Boa sorte para o futuro e muito obrigado.
E ainda sou mais grato a quem me ajuda e dá tudo por mim. A Inês Saraiva estava comigo desde o primeiro dia da agência. É uma excelente profissional e uma amiga, algo que irá continuar a ser, tenho a certeza, até à eternidade.
Tenho por hábito ajudar e promover quem trabalha comigo, faço-o por gosto e porque confio nos profissionais que me acompanham. E sem problemas acredito que o mercado está atento a isso.
Na vida, as pessoas têm mais oportunidades, não estão fechadas a novos chamamentos que lhes permitem desenvolver as suas capacidades. Não vejo como um drama a saída de qualquer pessoa das empresas.
Pelo contrário, fico feliz porque outras empresas acreditam no trabalho realizado pelos que trabalham comigo e lhes proporcionam melhores condições financeiras e novos objectivos. Um dia destes também virão bater à porta do Alex.
Desejo à Inês que continue a ser feliz, que trabalhe muito e sorria como aqui. Sabendo já para que agência irá trabalhar, e não a divulgando pois não quero interferir na comunicação do seu recrutamento, dou os parabéns pela contratação e desejo felicidades.
A Inês Saraiva deve ser das pessoas que melhor me conhece no mundo e muito me ajudou. Boa sorte para o futuro e muito obrigado.
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