terça-feira, 6 de março de 2012

Obama e a guerra

Pode ler nesta peça, que John McCain defende uma intervenção americana na Síria. Sabemos, historicamente, que um presidente americano que intervém militarmente sobe nas sondagens. Sabemos, também, que um presidente americano que prolonga essa intervenção perde popularidade.

Obama tem retirado poder ao complexo militar-industrial americano. Nunca viu a América como líder do mundo, refugiou-a mais do que interveio. Obama subiu um bocadinho nas sondagens, por causa de sinais positivos da economia e por os candidatos republicanos não encantarem.

McCain lança esta ideia de ir à Síria mostrar força. Mc Cain é apoiante de Mitt Romney e um ex-herói de guerra e candidato derrotado por Obama à Casa Branca.

Obama pode ter a tentação dessa intervenção, típica da América. Se o fizer ganha pontos, mas perde a coerência na estratégia de política internacional que seguiu. Mas se não intervir, será uma arma de arremesso dos republicanos, que com a falta dela mostrarão a tibieza de Obama em termos militares e a sua falta de liderança no mundo.

Sem comentários:

Publicar um comentário