quinta-feira, 23 de julho de 2015

Obama, Jon Stewart e Jon Snow

Obama é provavelmente o presidente americano que mais se assemelhou a uma estrela pop. Desde a sua campanha até à sua posterior estadia na Casa Branca, a sua acção política sempre se misturou em termos de comunicação política com os principais ícones da cultura americana, integrando-se e integrando-os.

Obama, nos últimos dias, deu a sua última entrevista ao "Daily Show", do Jon Stewart. Um excelente momento de televisão, que passou pela sua postura descontraída, pelo seu humor - por exemplo ao dizer que tinha emitido um decreto: «o Jon Stewart não sai do Daily Show"» -, mas combinando tudo com as mensagens políticas que queria passar, nomeadamente a satisfação com o acordo nuclear obtido com o Irão, carimbado com um soundbyte forte: «não se faz a paz com amigos».

Nesta semana, foi notícia também uma conversa do presidente com David Nutter, realizador de outro fenómeno da cultura americana e não só, "A Guerra dos Tronos, da qual Obama é fã. «Ao site Entertainment Weekly, o realizador David Nutter contou que o presidente dos Estados Unidos lhe colocou "a mão no ombro" e perguntou: "Você não matou o Jon Snow, pois não?". A resposta não tardou. "Jon Snow está mais do que morto", retorquiu Nutter. "Tive medo que ele me enviasse para [a prisão de] Guantánamo, mas felizmente ainda estou aqui", brincou o realizador, acrescentado que, "quanto a Jon Snow, ele está morto". A terminar, e sem ser capaz de esconder a sua deceção, Obama desabafou: "Você mata sempre as minhas personagens favoritas".

Dois exemplos em como a comunicação política terá de se descontrair e saber conviver com a cultura pop. Os políticos ganharão com isso.



 
 
 

 

 

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