quarta-feira, 2 de julho de 2014

José Rodrigues dos Santos e Luis Freitas Lobo

José Rodrigues dos Santos é um bom pivot de informação, mas depois tem o lado de escritor. Vende imenso, o que é óptimo para o mercado editorial português. Constrói tramas com bom ritmo, mas quando quer ser poeta e entra em descrições de ambientes e quer fazer poesia é uma catástrofe e cai no ridículo.

Luis Freitas Lobo é um advogado que começou a escrever sobre futebol. Na minha opinião, ele conhece bem os jogadores e lê bem os jogos e as movimentações tácticas, mas tem a mania que quer ser poeta do futebol, uma espécie de Armando Nogueira português e estampa-se em lugares comuns e numa idiotice atroz que incomoda qualquer assinante da Sport Tv e estraga o grande espectáculo que tem sido este Mundial, e no jornal o Jogo (como no passado em A Bola) tem uma escrita gongórica e esdrúxula.

Esta gente ainda não percebeu o óbvio. A melhor escrita ou comentário é de granito, é simples, sem invenções. Poesias deixem-nas para os poetas.

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