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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Marcelo, Guterres, Lula e a ONU

Marcelo de semana para semana mantém os seus transtornos, sente-se que está mais nervoso por poder perder uma vez mais uma etapa da vida, a sua grande ambição de chegar a Belém pela qual manipula há anos a cabeça de muitos portugueses aos domingos nas suas prédicas.

Treme todo com António Guterres e pelo que me contaram esse tremor leva-o a dizer disparates que ele próprio devia ter vergonha depois de os dizer. Ontem, parece que inventou que Dilma quer enviar Lula para secretário-geral (SG) da ONU.

Devia saber que o Brasil é na América do Sul e que por um sistema que existe há muitos anos na ONU, o próximo SG será europeu e numa primeira opção poderia vir da Europa de Leste mas que por causa do cargo de Donald Tusk (polaco) na Europa, poderá ser um candidato da Europa Ocidental e aí se encaixa e está e bem encaminhado o nome de António Guterres se ele assim o desejar.

Espero que Marcelo na próxima semana se penitencie por mais um erro. Erros que se agravarão até tomar a sua última decisão e Marcelo nunca teve como característica marcante tomar decisões.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

No Brasil ganhou Lula e o medo

Primeiro o PT estava a arrasar Aécio Neves, até ao dia em que caiu o avião que levava Eduardo Campos. Depois, com a ascensão de Marina Silva, pouparam por instantes o candidato do PSDB para tirarem a santa do santuário e passarem o tractor por cima de Marina. Até voltarem com as técnicas sujas e do medo a dizimarem Aécio. Assim, de maneira simples, deixo o que se passou na campanha brasileira em termos tácticos na comunicação política.

Nesta segunda volta, em que Aécio herdaria os 22 milhões de votos de Marina depois do apoio por ela expresso, o que ressalta é a entrada de Lula e da sua popularidade. Jogando o seu prestígio e todos os programas sociais que legou aos brasileiros.

Lula e a campanha do medo do PT. Acusaram Aécio de ir acabar com os programas sociais que mantêm as vidas de milhões de brasileiros. O ex-presidente chegou a chamar ao PSDB, um partido criado por gente de liberdade como fernando Henrique Cardoso e Mário Covas, «nazi». Uma manipulação e desconstrução de Aécio com esta narrativa do medo.

Veja-se o que se passou em Pernanbuco e Minas Gerais, decisivos para a vitória de Dilma. O primeiro estado que citei, de onde era Eduardo Campos, deu a vitória a Marina na primeira volta, agora a candidata do PT ganhou aqui com mais de 70 por cento dos votos. E Minas, terra de Aécio e bem governada por ele, também caiu para Dilma.

Dilma não entusiasmou ninguém, E Aécio trouxe a mudança mas não a soube explicar bem e nunca na sua narrativa a impôs. Lula e os programas sociais ganharam esta eleição. Não sei se isto basta para os próximos anos do Brasil que continua atolado em corrupção.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A vitória de Lula em São Paulo

O PT meteu todas as fichas na escolha do "prefeito" de São Paulo, a maior cidade do Brasil. Lula chegou a dizer que foi a campanha mais difícil da sua vida e as coisas estavam tão difíceis que Dilma só nos últimos dias da 1ª volta se associou à mesma.

Fernando Haddad estava muito em baixo nas sondagens quando arrancou, a sua vitória de ontem sobre José Serra é uma enorme vitória de Lula que expôs todo o seu carisma e popularidade para a ganhar. Haddad é assim o político do futuro do PT, com a benção de Lula e Dilma.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A maturidade da Justiça brasileira e Lula

É o caso de Justiça dos mais importantes da história do Brasil. Por lá, não existe nenhuma Cândida Almeida a dizer que os políticos brasileiros não são corruptos.

O nosso país-irmão é hoje uma potência de primeiro mundo, onde ainda subsistem algumas desigualdades mas com uma classe média a crescer, o que significa que tem diminuído a pobreza. Na origem deste salto qualitativo estão, primeiro, Fernando Henrique Cardoso e, depois, Lula. Dois grandes presidentes.

Porém, há muito que estava em investigação o designado Mensalão. O caso-bandeira da corrupção na política que envolvia vários homens do presidente Lula. Apesar da influência do poder político, a Justiça brasileira mostrou a sua maturidade e independência e condenou-os, especialmente José Dirceu, o homem mais influente do Brasil naquele tempo. Falta apenas saber se Lula sabia de todo o esquema, isso não conseguiram provar.

Este caso brasileiro exibe à sociedade e à sociedade a tibieza da Justiça portuguesa, onde os fracos são condenados em processos sumários, mas os fortes vêem os seus processos arrastarem-se anos e anos sem condenação. Por isso é que Portugal não é um País de corruptos, só por isso.

sábado, 10 de setembro de 2011

Oráculo (315)

«Um milhão nas contas de um rico gera uma conta bancária ao serviço da especulação financeira; um milhão distribuído por pessoas pobres é uma aposta na economia»

Lula, citação retirada hoje do editorial de João Marcelino no DN

domingo, 24 de julho de 2011

No Brasil zangam-se as comadres

Lula já critica Dilma por causa do combate à corrupção. Vida difícil no Planalto.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A batalha do século no Brasil

Nélson Motta sonha com uma luta em 2014 entre Lula e Fernando Henrique Cardoso. Bem na altura em que Dilma reconhece todos os méritos da gestão de FHC. Seria um duelo entre uma força da natureza e um rei-filósofo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

«Fiz mais que Bill Gates e Steve Jobs»

Através do Estado de S. Paulo deparei com esta afirmação fantástica, de confiança e de alguma soberba.

Quem diz isto é Lula, para quem o Brasil começou no século XXI. Com ele.

sábado, 9 de abril de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

As lições de Lula

Gosto muito do Nelson Motta, grande nome da cultura brasileira, colunista, agora escritor de sucesso e um dos homens que mais sabe de MPB onde lançou por exemplo Marisa Monte.

Aqui escreve sobre a mini-tournée que Lula vai fazer por vários países sul-americanos seus amigos. Lula que adora dar lições, o que irá ensinar a uma série de líderes?

domingo, 5 de dezembro de 2010

Lula não abandona a política

Acho que não é muito boa notícia para Dilma. Na Argentina, o ex-presidente brasileiro diz que vai andar por aí.

Assim, cada erro da sua sucessora vai ser comentado e naturalmente vai haver interferências. O que é preocupante. Pode ver por aqui no Estadão.

Outro sinal preocupante é a escolha para chefe da Casa Civil no Planalto de António Palocci, indiciado por corrupção e que esteve envolvido em várias tramas de dinheiro do PT.

sábado, 13 de novembro de 2010

Lula: a criação de um mito, agora em BD

Os marketeiros brasileiros tentaram durante décadas criar uma lenda sobre o sindicalista que chegou ao Planalto.

As taxas de aprovação quando se apresta para sair do poder e a sua força que impôs uma candidata desconhecida e mal preparada para governar o Brasil dizem muito sobre o mito, até internacional, que se criou com Lula.

Depois do filme sobre a sua vida, agora vem a BD respectiva. Espreite por aqui.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dilma/Serra: A segunda volta no Brasil

Dilma Roussef não conseguiu aquilo que nem o seu protector, Lula, conseguiu: vencer à primeira volta.

Dilma é fraquíssima, nunca tinha concorrido a nada, está mal preparada, não disse nada sobre como governará e apoiou-se apenas na popularidade do Presidente Lula. É um produto de marketing puro, um sabonete bem vendido por especialistas, basta ver a evolução da sua imagem para ver como é um joguete nas mãos de publicitários.

José Serra grande ministro da Saúde de Fernando henrique Cardoso, magnífico governador de S. Paulo fez uma campanha fraquíssima, entediante, sem entusiasmo e sem máquina popular de apoio.

Marina Silva foi a grande vencedora e será o fiel da balança com os 19% que obteve. A canção da sua campanha foi: «ela é da Silva/ela é da selva/ela é Marina/a gente é ela», conseguindo juventude e o apoio das classes mais elitistas.

Dilma continua favorita mas há algo que não podemos esquecer. Um candidato que tenha vitória em S. Paulo e Minas Gerais é muito dificilmente batido. Ora, o PSDB de Serra ganhou para o governo estadual no 1º turno em S. Paulo com Geraldo Alckmin (contra Aloizio Mercadante um nome forte do PT) e em Minas com António Anastasia (derrotou Hélio Costa do PT que chegou a assustar o PSDB e obrigou o governador cessante, o meu político brasileiro preferido, melhor candidato que Serra nesta eleição se o fosse, Aécio Neves, o político brasileiro mais popular depois de Lula, a fazer uma campanha notável levando o seu protegido Anastasia a uma boa vitória).

O PSDB conseguiu ainda Paraná, com Beto Richta, Pará, Tocatins e os seus aliados do DEM (ex-PFL) conseguiram vitórias no Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

O PT que teve como candidato a vice na chapa de Dilma, Michel Temer do PMDB o mais importante e forte partido brasileiro, conseguiu duas retumbantes vitórias na Baía e Rio Grande do Sul e os seus aliados do PSB ganharam Rio de Janeiro (Sérgio cabral é popularíssimo), Pernanbuco (a maior vitória estadual foi a de Eduardo Campos) e Ceará. O PMDB manteve a família Sarney, Roseana, no Maranhão.

Assim, Serra terá agora dois cabos eleitorais fortíssimos: Alckmin e Aécio mas terá de fazer o seguinte: tem de atacar os casos de corrupção da entourage de Lula e Dilma. Pode elogiar suavemente o trabalho de Lula e alguns resultados, mas deve lembrar que Lula está a "surfar" nos indicadores económicos que Fernando Henrique Cardoso preparou com as suas reformas.

Serra tem uma figura mediaticamente difícil de melhorar, mas deve jogar a sua seriedade e credibilidade contra a tropa fandanga do PT que se popularizou com a corrupção, o mensalão, os dólares nas meias e cuecas. Deve dizer que Erenice, Dirceu, Delúbio não fazem parte da sua equipa. Que tem uma equipa dinâmica (para disfarçar a sua imagem mais pesada, daí também ter escolhido para vice um jovem) e bem preparada.

Por último, Serra tem de mostrar mais entusiasmo, o PSDB que é um partido de notáveis tem de contratar mais juventude e mais barulho para dar maior animação, e Serra, que é hipocondríaco e tem horror ao contacto com as multidões, não pode deixar passar que se faz acompanhar de um frasco de desinfectante para lavar as mãos depois dos contactos.

Os brasileiros gostam de samba, do toque, da familiaridade, do cumprimento. Serra tem de ser mais popular. Serra tem de ter muitas vezes ao seu lado Aécio e tem de atacar e recuperar no Rio de Janeiro e Porto Alegre. Aí o PV, partido de Marina, pode dar uma ajuda se Fernando Gabeira o apoiar no Rio. Na Baía o DEM tem de pôr a máquina da família de Magalhães a actuar forte e em Pernanbuco e no Nordeste não vai fazer nada, pois Lula e o PT por aí comandam.

E para terminar tem de concretizar o namoro com Marina Silva. Ainda ontem Serra lembrava que o PV sempre o apoiou em S. Paulo e Marina odeia de morte Dilma e saíu magoada do PT. Se ela apoiasse o PT os seus apoiantes não a perdoavam. Julgo que ela ficará neutra, mas os seus apoiantes não irão para Dilma. vai ser boa e vai aumentar a temperatura para o segundo turno. Sem esquecer que Lula ainda vai aparecer mais.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

FT compara Lula a Mandela

O Financial Times compara Lula a Nelson Mandela. Diz que a sua história de vida se funde com a refundação e desenvolvimento dos seus países.

Porém, não esquece que o sucesso da política económica de Lula tem como base a política do governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso.

FHC a quem na edição do fim-de-semana o Financial Times chamava de Rei-Filósofo brasileiro e que entrevistou em página inteira.

FHC nunca morreu de amores por Serra, por isso, nessa entrevista, era de alguma maneira conformado que Dilma será presidente do Brasil e que o PSDB devia ter atacado Lula.

Na análise do FT sobre os BRIC, «o Brasil é menos assustador que a China, menos autoritário que a Rússia e menos caótico que a Índia». Pode ver o texto e a charge (cartoon) sobre Lula aqui no Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cartoon do ano

Este é seguramente um dos cartoons mais engraçados do anos. E como qualquer bom cartoon, com perspicácia, ironia e actualidade.

E o já famoso polvo também é candidato a uma das figuras do ano, diga-se de passagem.

O polvo deu Dilma. E porquê? Veja

PS; Vi esta «charge» como chamam os brasileiros aos cartoons, via Thatá Rodrigues no Facebook

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Brasil: Lula outra vez

O PT sempre sonhou que Lula ousasse mudar a constituição para se candidatar pela terceira vez consecutiva.

Mas o ex-metalúrgico e provavelmente o Presidente mais popular de sempre do Brasil decidiu não abusar do poder.

A notícia foi boa e Lula deixava assim, saindo tranquilamente do Planalto, que a História fizesse o juízo sobre os seus dois mandatos. Em que o Brasil se tornou uma potência económica em democracia, apesar dos sempre ululantes e ridículos escândalos de corrupção.

Porém, o poder é um vício, uma fonte de desejos, e aí está o mais temido: Lula pode voltar outra vez em 2014. E tenho a certeza, que se assim for, a História mudará o seu juízo sobre a sua acção.

E nunca esqueço, ao contrário de muitos brasileiros que sentem a proximidade e a simpatia de Lula, que houve um homem muito mais distante, um «rei iluminado», que foi um enorme presidente do Brasil e lançou as sementes deste tempo de Lula: Fernando Henrique Cardoso.

terça-feira, 2 de março de 2010

Dilma Roussef cresce no Brasil

E bastou Lula lançá-la. Dilma a 4 pontos de Serra e o pânico a crescer no PSDB.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Lula e Dilma

No Congresso do PT vamos assistir à maior das manobras de promoção da democracia brasileira.

Lula meteu na cabeça que Dilma é que é. Que o Brasil ficará bem se ele for sucedido e governado por uma mulher.

Nesta fase promocional que já comecou, em que Dilma Roussef tem aparecido sempre nas grandes ocasiões com um presidente que os brasileiros amam, a ministra tem um grupo contra ela já no facebook e no twitter e tem estado carregada de "gaffes". E eu confesso que também não sou fâ.

É um jogo difícil, também de uma vida, de um homem que marcará a história do Brasil. Mas nesta fase, com carnaval à mistura e com um Big Brother Brasil 10, o mais arco-íris de sempre com três gays, dois pitbulls, uma dançarina de discoteca, um bom rapazinho, um casal apaixonado e uma dentista/boneca linda (a Fernanda) este congresso está ameaçado pela falta de atenção que pode despertar.

O melhor candidato no terreno é José Serra (o meu preferido seria Aécio Neves, governador de Minas Gerais), o magnífico governador de S. Paulo, com uma enorme tarimba e uma enorme popularidade.

O PSDB sonhou com a chapa puro-sangue, Serra/Aécio, S.Paulo/Minas (que garantiriam dois terços de dois dos Estados mais importantes) mas isso não irá acontecer. O PT sonha juntar as suas fichas com o melhor da organização partidária mais articulada o PMDB, mas será um combate difícil, numa das eleições mais interessantes de acompanhar para quem gosta de marketing político.

PS: tenho pena que o nosso amigo Nuno Gouveia esteja focado nos Estados Unidos, se não estiver e gostar do Brasil convido-o para escrever aqui sobre o nosso belo e fraterno país-irmão.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Lula e as favelas

A atravessar um bom momento económico, Lula já mandou avisar que quer acabar com as favelas até 2016, ano dos Jogos Olímpicos.
É uma tarefa de vulto, mas árdua.
Não esquecer que ali, no seu lado mais positivo já se desenvolveram comunidades, o que torna mais difícil a remoção social daquele microcosmos.
É um trabalho que pelo seu horizonte será realizado pelo próximo Presidente do Brasil, José Serra.
Um fantástico "ministro" da Saúde de Fernando Henrique Cardoso e um também não menos bom governador de S. Paulo, com taxas de popularidade altíssimas.
As favelas são uma mancha nas Public Relations do Brasil, como retratou brilhantemente José Padilha em "Tropa de Elite".
Por isso, será necessário uma acção de força que o mundo e, especialmente, o Rio de Janeiro agradece. Mas eu ainda pago para ver...