sexta-feira, 8 de maio de 2015

Quando as sondagens se enganam

Eu, pessoalmente, não acredito muito em sondagens. E de algumas empresas não acredito mesmo em nada. Tenho alguns episódios sobre elas para contar, quando escrever um dia as minhas memórias.

Cá, como lá, enganam-se muito. As sondagens são indicadores preciosos, quando correctas, para aferir o momento, sentir o pulsar das pessoas num instante. Não sei se já repararam que as sondagens à boca de urna, no dia da eleição, praticamente em cem por cento dos casos acerta. Porém, se virmos as sondagens uma semana antes, na maior parte dos casos, erra.

Pode haver erro, pode haver manipulação ou podem as empresas de sondagens defenderem-se dizendo que naquele dia era o resultado do momento, naquele dia preciso. O que é certo é que mais uma vez se enganaram. No caso, no Reino Unido onde David Cameron está à beira da maioria absoluta e afinal as eleições não estavam taco-a-taco como os institutos de sondagens previram.

É certo que Ed Miliband, líder do Labour, era uma criatura um bocadinho bizarra e os ingleses nunca acreditaram muito nele. Mas Cameron teve o mérito de assustar o eleitorado com a perda do crescimento económico que tem vindo a ser consequentemente realizado. Uma grande vitória dos Conservadores. Uma enorme derrota dos Trabalhistas e especialmente das sondagens.

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