quinta-feira, 19 de julho de 2012

As «cabeleireiras que paguem a crise»

Este engraçado título do meu post é roubado ao título do editorial do Jornal de Negócios, começo por avisar. Ontem, um secretário de Estado de nome Paulo Núncio, pouco conhecido da população em geral mas apontado pelos seus colegas de profissão, os advogados, como «um gozão», veio anunciar um pacote baseado no regime «da equidade».

Estupidamente, e sem qualquer preparação comunicacional, algo que não existe no Governo nem na maior parte dos seus assessores, anunciou-se esta medida como uma mais-valia para o povo que podia reduzir o seu IRS com facturas de cabeleireiros, restaurantes e oficinas.

Logo se fizeram as contas, pois hoje em dia, infelizmente para o Governo, já ninguém acredita em nada, e para reduzir até 250 euros no IRS teria de se fazer despesas de mais de 20 mil euros. O problema é que o «gozão» frequenta os grandes salões mas não conhece o país real e poucos em Portugal têm capacidade de realizar estas despesas, apenas os privilegiados.

Esta medida está-se marimbando para os portugueses. É apenas uma artimanha para evitar a fuga ao fisco de quem habitualmente o faz. Agora, quando se armarem em espertos e tipo Oliveira da Figueira tentem vender uma medida para obter boa "media" falem com profissionais de comunicação e não deixem as coisas só na mão de «gozões». Dá mau resultado.

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