quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Rescaldo das eleições americanas

Seria histórico se Mitt Romney ganhasse, pois são poucos os presidentes que não conseguem a reeleição. Obama tinha as eleições ganhas até ao momento do primeiro debate. Aí, num dia mau, abriu a porta a um ressurgimento de um candidato que estava a marcar a campanha com diversas "gaffes!.

Depois, o furacão Sandy ajudou, pois num momento de crise ressalta a imagem presidencial e Romney ficou sem campanha durante três dias. Nenhum dos dois candidatos me encheu as medidas, considero fracos.

Mas a vitória de Obama prova, mais uma vez, que os americanos preferem a simpatia à eficácia, pois Romney nunca conseguiu passar a imagem de ser um tipo com quem jogamos basquetebol ou bebemos uma cerveja. Karl Rove tentou "recentrar" o discurso de Romney, mas como vimos nos "swing states" não conseguiu dar a volta.

Não sei como serão os próximos quatro anos de Obama, mas no debate sobre política internacional nunca se falou da NATO e muito menos de política europeia. Sendo assim, a América fica centrada em si e não ajudará a reerguer uma Europa em crise. Isso é mau para Portugal.

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