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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Hollande e as suas duas mulheres

O título do post nasceu de uma crise oriunda do twitter e retrata um presidente fraco vítima de duas mulheres fortes, a sua ex- Ségolene Royal, e a actual, Valérie Trierweiller. O mais engraçado é que este triângulo amoroso dá origem a uma BD em França, da autoria do jornalista Renaud Dély.

Um presidente que se pensava ser um homem normal, ao contrário do seu antecessor que vendia a imagem de ultravitaminado e forte, dá para o gozo e a sua aventura em BD é uma sequela de "Sarkozy e as Mulheres" e "Sarkozy e os ricos", do mesmo autor.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A gravata de Hollande e a Sarkomania

O novo presidente francês desbaratou, em menos de um mês, o seu estado de graça, tendo níveis de popularidade bastante baixos. Para lá disso, na tradicional conferência de imprensa alargada o que marcou a sua imagem foi a gravata.

É que por um qualquer motivo inexplicável, a gravata fugia sempre para a direita algo que marcou as redes sociais e depois saltou para os media tradicionais. Para acentuar esta "fuga para a direita", cresce a Sarkomania.

Isto é, camisolas, chávenas e outras peças recordando Nicolas Sarkozy que, em pouco tempo, sai do limbo e já começa a ser recordado, falando-se já do seu regresso. Moral da história: em política a memória é curta, mas ainda mais curtos são os estados de graça.

domingo, 6 de maio de 2012

Sarkozy e Hollande

A França toma hoje a decisão final sobre quem a vai conduzir. A França é um gigante em estado letárgico, uma dívida de 90 por cento do PIB e um desemprego de mais de 10 pontos.

Mas mais do que do político, a França está cansada do homem Nicolas Sarkozy. É esse o fenómeno de repulsa e é raro numa eleição o político com o maior índice de rejeição ganhar. Hollande é um banana sem carisma, mas herda o Eliseu porque nunca é a oposição que ganha uma eleição, é quem está no poder que a perde.

Eu sempre gostei de Sarkozy, sobretudo pela sua capacidade estratégica de acção política e o seu sentido comunicacional, mas isso é o meu ponto de vista, e eu trabalho em comunicação. Porém, foi exactamente na comunicação que falhou.

Quando transformou os assuntos do Estado - e o amor dos homens de poder é um assunto de Estado - numa novela de revistas cor-de-rosa e na sua frequente companhia de milionários e gosto pelo luxo.

Sarkozy não é tão mau como o pintam hoje. Ao Guardian, um analista francês dizia que Sarko «não parece feito da massa de que devem ser feitos os Presidentes franceses». No último debate o actual inquilino estoqueou Hollande com esta: «De Gaulle e Mitterrand também não eram homens normais». Mas como diziam, «Sarkozy parece estar sempre a esforçar-se para ser mais do que os outros pensam que é».

Sarkozy é um hábil político, como provou nas últimas semanas, mas não foi um bom presidente. Hollande nunca governou nada na vida, é um político de penumbra, desprovido de carisma e com alma de amanuense. Agora, graças à sua companheira que o aconselha, perdeu 12 quilos, pintou o cabelo e usa óculos rectangulares.

Parece pouco e muito pouco se sabe dele. Mas a Europa vai depender muito desta eleição e Hollande é uma incógnita.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Há gestos que fazem perder eleições

Ir junto do povo para o cumprimentar é um gesto de proximidade que fica bem na comunicação política.

Sarkozy, como demonstra esta motícia, foi junto do povo para o cumprimentar, mas tirou o seu relógio de ouro Patek Philippe, para o proteger. Isto já são gestos que fazem perder uma eleição.

terça-feira, 13 de março de 2012

Fenómeno Sarkozy está de volta

Nicolas Sarkozy é um político a quem muita gente torce o nariz. Como escrevi, há pouco tempo, tem sido um "bluff" no Eliseu, mas como estratega político é genial.

Dei nota num post que ainda era muito cedo para o acharem liquidado, quando estava 15 pontos atrás de François Hollande nas sondagens. Nesse post falei da estratégia genial de Sarko de conquistar o eleitorado da Frente Nacional, optando nesta fase para crescer à direita e mais tarde atacar o centro.

Começou com o slogan "França Forte", para acentuar a imagem de "tótó" de Hollande, apresentou boas medidas do agrado à classe média e começou a fazer aquilo que sabe fazer: política.

Como lerão por aqui, Sarkozy já está pela primeira vez na frente das intenções de voto. Já comeu a FN, agora atacará o centro, pois não se ganham eleições sem se conquistarem os eleitores mais moderados e centristas.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A estratégia mais à direita de Sarkozy

Sarkozy é um político hábil e não se dá por vencido, apesar de ter arrancado muito atrás de Hollande.

Ao ler o El Pais, nota-se como a sua estratégia é a única que lhe permitirá ser reeleito.

Vai pescar ao eleitorado da Frente Nacional e da sua candidata e líder, Marine Le Pen, mostra ser duro ao contrário da imagem tecnocrata de Hollande, algo que nestes dias cai bem aos franceses, que têm sintomas de xenofobia a crescer diariamente.

Sarkozy como presidente tem sido fraco, mas como estratega político continua a ser brilhante.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O poder e as mulheres: Carla Bruni matou Sarkozy

Para os mais esquecidos, relembro que quando Nicolas Sarkozy foi eleito Presidente de França, ele se apresentou ao eleitorado com a sua mulher de então.

Já muitos diziam que era um casamento de circunstância, e era. Pouco tempo depois de já estar no Eliseu, apresentou ao mundo a sua relação: com Carla Bruni. No início, o mundo delirou e as revistas "del corazón" dispararam nas audiências com este novo casal de poder.

Para a imagem, uma mulher bonita ajuda. Uma mulher famosa, já é mais complicado. Pois o foco centra-se nela e apaga o político que disfarçava a sua falta de altura com tacões de 10 cm. Foi o que se passou em França.

Desde a sua ligação com Carla Bruni que Sarko nunca mais foi o mesmo. Hoje, mais um escândalo dela, como pode ler aqui. A beleza e os flashes dos "paparazzi" mataram Sarko.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Só para chatear Sarkozy

A vida política é feita de golpes. Numa altura, Nicolas Sarkozy arruinou o momento de Dominique de Villepin. Hoje faz este o contrário, ajudando a cavar o futuro de Sarko que já tem a popularidade nas ruas da amargura.

Já se adivinhavam as intenções de Villepin, desde que a Justiça o inocentou de um processo montado obscuramente por Sarko e ele formou um novo partido. Mas com esta candidatura anunciada, Villepin arrisca-se a liderar a direita francesa nos próximos anos. Na oposição.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Uma menina para salvação de Sarkozy

Ter filhos é uma benção, diz quem os tem. Ter filhos enquanto se é governante é uma dádiva para "spin doctors".

Sarkozy atravessa a maior crise de popularidade de sempre. O candidato da esquerda, François Hollande, bate-o em todas as sondagens.

Mas eis que miraculosamente, ou não, Carla Bruni o ano passado fica grávida bem a tempo da corrida ao Eliseu. Que jeitaço dá a sarkozy ser pai de uma menina a tão pouco tempo das presidenciais.

Tenho a certeza que as revistas de classe C e D, e os spin doctors de Sarko, vão explorar até ao tutano este momento de felicidade de um casal, que é a benção de ter filhos.

E uma bébé tornou-se a última arma para a salvação de Nicolas Sarkozy.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Debate de arranque das presidenciais francesas

Leio por aqui uma resenha do primeiro debate com todos os candidatos de esquerda em França. François Hollande e Martine Aubry partem à frente, Segoléne será a mais agrssiva.

No dia de hoje, os dois primeiros venceriam Sarkozy dizem as sondagens, mas só um incauto não conhece as capacidades políticas do inquilino do Eliseu. Vamos ver como será no fim.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

«DSK é um doente mental»


Era a estrela e o candidato mais bem posicionado para roubar o Eliseu a Nicolas Sarkozy por parte da esquerda.

Dominique Strauss-Kahn foi ilibado de uma acusação de violência sexual, mas durante o tempo de acusação não faltaram histórias passadas sobre os seus apetites sexuais.

A França ficou descansada quando o viu ilibado, porém, hoje, é o maior renegado da política francesa. Ninguém o quer ao pé. Michel Rocard diz que DSK «é um doente mental», ler aqui.

E como os escãndalos sexuais acabam com a vida de qualquer proto-candidato.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Manobra à Sarkozy

Nicolas Sarkozy nunca deu qualquer passo sem que isso fosse um objectivo para a sua ambição política.

Quando ainda era pretendente ao Eliseu, já dizia «que penso mais do que uma vez ao barbear-me em ser Presidente» e toda a sua vida foi baseada em manobras com um único fito. A obtenção e a manutenção do poder.

A sua vida pessoal foi usada sem tabus. Já se sabia em França, por alturas das presidenciais, que praticamente já nada o ligava à mulher. No entanto, manteve a imagem familiar porque isso era necessário para a vitória.

Pouco depois do objectivo alcançado, arranja nova muulher, Carla Bruni, ultra-mediática, mas saiu penalizado e teve a primeira quebra de popularidade por misturar a vida íntima com o governo da nação.

Agora, a viver uma das maiores crises de popularidade, e a ver até a hipótese de se não recandidatar bem esmiuçada na Nouvel Observateur, onde Fillon e Juppé podem ser alternativas mais populares, com Villepin a formar novo partido como veículo para a sua candidatura, com Marine Le Pen forte nas sondagens e o PS ainda em processo de busca de candidato ideal, temos novo espectáculo.

Carla Bruni pode estar grávida. Nada melhor que um bébé no Eliseu para espevitar as pessoas e lhe adocicar a imagem (pode ler aqui). Se isto não é uma manobra à Sarkozy...

domingo, 6 de março de 2011

Sondagem perigosa em França

Fui espreitar esta sondagem do Le Parisien para as presidenciais francesas, e Marine Le Pen está à frente de Sarkozy e Martine Aubry. Perigosos tempos.

terça-feira, 1 de março de 2011

«O melhor de todos nós»

Esta frase é Nicolas Sarkozy referindo-se a Alain Juppé, que escolheu para Ministro dos Negócios Estrangeiros substituindo Michélle Alliot-Marie.

Registo esta frase pela importância da Justiça. É que Juppé foi investigado e teve processo que o atacou fortemente na sua honorabilidade, mas a Justiça agiu depressa e vê agora reabilitado o seu nome, ele que é um dos mais brilhantes políticos franceses.

Em Portugal faz-se política com a justiça, arrastam-se processos por tempo indefinido manchando a reputação de várias pessoas. A justiça deve ser célere e, sobretudo, justa.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A importância da altura na política

Há uns anos atrás, nos EUA, foi feito um estudo que revelava que em mais de 75% das vezes ganhou sempre o candidato presidencial mais alto.

A estatura, a imagem, tudo é importante sobretudo no campo subliminar da comunicação política. Um homem mais alto, mais forte, tem uma imagem mais segura nas áreas da percepção e persuasão, os campos fundamentais do Conselho em Comunicação. Se nunca repararam nisso, vejam com mais atenção.

Por isso, esta notícia de um homem baixo, que usa saltos altos para tentar chegar à altura da mulher e esta preocupação de Sarkozy para na Índia ter guarda-costas baixos pode parecer ridícula, mas é preocupação de um político muito cuidadoso com a sua imagem.

domingo, 28 de novembro de 2010

«A religião do número»

O título é um soundbyte de Nicolas Sarkozy. Eu costumo dizer que números são para contabilistas.

Bruxelas, Londres e Paris vão estudar a qualidade de vida e o ranking de satisfação dos seus cidadãos. Não vão olhar apenas a números, mas a outros valores que escapam à religião do número. Veja por aqui.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O novo Sarkozy

Quando um político atravessa a sua maior crise de popularidade, um refrescamento, uma renovação, uma remodelação, fazem parte da cartilha da comunicação política.

Em França, Nicolas Sarkozy, político que admiro há muitos anos, criticado pela hiperactividade e sendo um Presidente num sistema presidencialista, decidiu remodelar o Governo.

Houve quem falasse em «remodelação pessoal» após a entrevista pessoal do inquilino do Eliseu à televisão (veja aqui). Um Sarko calmo e tranquilo que quer dar uma nova vitamina de confiança a um país que parece perder a confiança nele.

Sarko diz que tem aprendido com a sua estada no poder, mas é um risco quando um político tenta mudar em 180º a pele que habitualmente veste. Sarko é uma marca de firmeza, de combate, de político duro, nada brando. Quando aparece como um monge é difícil de acreditar. Não está na sua pele. Vamos ver os próximos passos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

As mulheres e os políticos

Quem anda na política sabe como tão importante é para o homem que faz carreira política a imagem da sua mulher.

Muitos dos valores que se transmitem são vistos pela opinião pública através de percepções subliminares, muito mais do que por ideias e práticas objectivas.

A imagem familiar de um político gera sentimentos de proximidade ou repulsa, dá votos ou perde votos.

O que se passa em França tem sido um show cuidadosamente encenado desde o início. Nicolas Sarkozy, um político que admiro há muitos anos, preparou a sua corrida ao Eliseu com profissionalismo. Quando enfrentava uma bela mulher, Ségolene, casou com outra ainda mais bela mulher, Carla Bruni.

O problema das coisas encenadas, para lá de serem naturalmente pouco naturais, é que se não são controláveis, facilmente descambam para um alerta máximo e um "damage control" permanente.

Sarkozy vive uma das maiores quebras de popularidade de sempre e muitos auguram que será o segundo presidente francês, antes Giscard D`Estaing, a não conseguir a reeleição.

Carla Bruni, pelo seu passado, já se sabia que era uma mulher "incontrolável". Agora, sairá um livro «Carla, uma vida secreta» que promete fuzilar a escassa reputação actual de sarko.

O livro é escrito precisamente pela mulher contratada, Besma Lahouri, para remodelar a imagem de Carla. Que aparece como fria, calculista e devoradora de homens.

Sarko devia ter adivinhado que Carla Bruni é uma mulher grande (10 cm a mais do que ele) mas não é uma grande mulher. Pelo menos para um político.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Batalhas eleitorais

Este título veio por influência de um magnífico livro sobre comunicação política de um dos primeiros "marqueteiros" brasileiros, Chico Santa Rita.

Tenho observado, e vou continuar, o que se passa no Brasil, Inglaterra e França na luta pelas Presidenciais e nos dois últimos casos o que se passa nas esquerdas na oposição.

No Brasil sigo a força de Lula que com o seu carisma, e taxas de aprovação ao seu mandato altas, conseguiu impor uma candidata que é uma nulidade.

Se querem ver o que é um político incapaz, de plástico, totalmente manietado e criado pelos peritos em comunicação basta olhar para Dilma Roussef. É uma pena que o Brasil não escolha um homem com a envergadura e preparação de José Serra.

Não é um político de proximidade, de palmadas nas costas e cerveja no boteco, é um homem de integridade moral e política e com grande experiência em Brasília e no leme do estado de S. Paulo.

Claro que o Brasil é um grande país, rico e com um potencial e energia criativa quase sem igual. Mas Serra dá 100 a zero a Dilma. E seria muito melhor governado por ele.

Em Inglaterra o duelo dos irmãos Miliband não augura nada de bom para o Labour, Olho para os dois e não vejo o carisma de um Blair nem a força sólida de Gordon Brown. David é centrista, Edward está mais à esquerda e tem o apoio dos sindicatos. O segundo tem cometido mais erros. E a política actual depende mais de quem cometer o menor número de erros possíveis.

Em França, começa a guerra habitual pela candidatura presidencial. O PSF tem vários candidatos a lançar contra Sarkozy. O mais popular para os franceses é Dominique Strauss-Kahn, mas François Hollande, Laurent Fabius e as mulheres, Martine Aubry, líder do PSF e Sègoléne Royal também querem o Eliseu. Aqui, a confusão vai ajudar o mandato de Sarko.