segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Acabou a política?

Não sei se será da chuva e com a água deve ter levado os protagonistas, mas já repararam que os líderes partidários deixaram o palco?

Claro que estamos em época de presidenciais, mas esta campanha tem sido tão fraquinha, tão fraquinha, bem como a esfinge de Belém desejava, que a maior parte das pessoas nem se lembram que há debates televisivos.

A estratégia dos partidos à direita é correcta. Aproveitar a boleia da vitória de Cavaco, sair de cena com sondagens em alta, manter o silêncio à espera que o poder socialista caia de podre. E o silêncio marca muito mais pontos na política portuguesa do que o excesso de declarações como se provou neste Verão.

À esquerda, a coligação Sócrates/Louçã está presa numa patética candidatura Alegre e o Governo continua a somar dissonâncias, mentiras e falta de rumo. Os comunistas preparam o sucessor de Jerónimo nesta campanha presidencial.

Nesta altura do calendário, parece que vem a calma, mas o país engolido na fervilhante temperatura dos shoppings e das compras esquece que estamos mal. E há muita coisa para discutir. E muita política para falar e não se fala.

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