sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Portugal não é a Albânia

A derrota na candidatura ibérica ao Mundial 2018 é péssima para Portugal. Somos um país que habitualmente temos tido sucesso e reconhecimento por isso na organização de grandes eventos.

O investimento era mínimo e o retorno seria magnífico. Um Mundial de futebol por cá transmite um entusiasmo, uma nova dinâmica na nossa economia, abre as portas ao turismo, promove internacionalmente a Marca Portugal.

Como salientou bem Luis Paixão Martins, ontem na TVI 24, naquele ano serão muitos os congressos que serão desviados para a Rússia, logo não virão para Portugal.

Portugal não está bem é um facto, mas não podemos ser os próprios a querer que Portugal seja uma miserável Albânia da Europa, ao jeito dos tempos de Enver Hoxa (para quem não sabe, o líder albanês nos tempos da cortina de ferro).

«Pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual», dizia o carnavalesco Joãosinho Trinta. Eu julgava que Portugal e Espanha tinham condições de ganhar, mas outros valores se levantaram.

É tempo de outros tribunais indagarem se há ou não subornos na UEFA e na FIFA, ou no COI, quando se escolhe a sede dos Jogos olímpicos. Fará sentido duas grandes organizações seguidas de futebol em países de leste? Julgo que não.

Portugal deve candidatar-se noutras oportunidades e o governo português deve dar todo o apoio aos grandes projectos de eventos internacionais a realizar na nossa terra, são oportunidades únicas de projecção da nossa Marca.

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