quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Investir na Cultura

A Holanda, país com a nossa dimensão, investiu 375 milhões de euros na renovação do Rijksmuseum, o museu nacional deles. Por ali andam obras de Vermeer e Rembrandt entre outros.

Como o Público deu à estampa, o impacto deste investimento, só até ao final de 2013, é de 235 milhões de retorno. Um museu é um sinónimo de prestígio e de atravtividade, é um sintoma de desenvolvimento de uma sociedade a aposta e visão estratégica na cultura.

Em Portugal desapareceu uma política de Cultura, até se tirou prestígio político à sua gestão. Olha-se para a cultura com a visão de um amanuense, de um contabilista de vão de escada que pretende apenas poupar no seu fomento e manutenção e ninguém liga à capacidade de reforço de oferta turística da indústria cultural.

A pobreza de espírito é um sinal de uma sociedade medíocre. Que os responsáveis vejam este caso da Holanda e o caso do desenvolvimento da indústria cultural islandesa, da qual também já dei nota, para verem o potencial que Portugal tem nesta área. O problema é que a política portuguesa é um feudo de incultos. E é muito difícil ultrapassar isso.

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