terça-feira, 29 de junho de 2010

O fim do 24 Horas e o futuro do jornalismo

Para quem foi jornalista é sempre triste o anúncio do fecho de jornais. Qualquer tipo de jornal que seja.

Depois do Comércio do Porto e da Capital, vem agora o 24 Horas. Uma decisão do grupo de Joaquim Oliveira, fundamentada na quebra de vendas em banca de cerca de 50 por cento.

O mercado de conselho em comunicação é parceiro da imprensa tradicional, bem como dos outros media. O nosso mercado precisa de jornais para apresentar trabalho.

Uma imprensa forte, dinâmica, com vendas e títulos é fundamental para quem se encontra do lado das consultoras de comunicação.

Em sinal contrário, ontem lia uma entrevista na "Capital" espanhola de Pedro J. Ramirez, o polémico director do "El Mundo". Com o título: «Estamos perto de uma nova idade do ouro para o jornalismo».

Só em Espanha seis mil jornalistas perderam o emprego, porém, Ramirez considera que as novas tecnologias vão trazer mais consumidores que se dividirão entre os meios on-line e o papel que continuará a existir.

Este optimismo do director do "El Mundo" não sei se se sente pelos jornalistas. Vamos ver o futuro próximo, mas dar o mérito ao "Correio da Manhã" que sendo um jornal popular canibalizou o público do 24 Horas. E ao mesmo tempo entra por outros terrenos com qualidade. Um caminho encetado por João Marcelino e seguido por Octávio Ribeiro.

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