sábado, 6 de fevereiro de 2010

Spin

Ontem, um bocado em cima da hora, estava a almoçar quando me convidam para entrar em directo, juntamente com José Manuel Fernandes e António Granado, no programa Spin, da autoria de João Barros (que fiquei a saber que era fâ deste blog).

Foi a primeira vez que não falei para uma rádio nacional, pois o convite era da Rádio Universidade de Coimbra. Fiquei satisfeito pelo convite, pelo tipo de audiência que teria e por estar a ser acompanhado por aquelas bandas onde nem sequer trabalhei nestas últimas campanhas autárquicas.

O tema era o controlo da comunicação social pelos Governos. Expliquei que tanto em regimes democráticos como nos menos democráticos há sempre uma tendência, uma ambição, para quem está no poder tentar controlar meios de comunicação e colocar peças-chave em determinadas posições do universo mediático.

Perguntaram-me e a oposição não pode influenciar também? Respondi: há uma diferença óbvia entre quem exerce o poder e o limita a contestar. Mas há uma comunhão de vontades: é que no dia em que a oposição for poder, vai ter exactamente o mesmo apetite voraz pelo controlo dos media.

E deixo uma nota e um lembrete: adorei o nome do programa de João Barros e, apesar de não acompanhar muito a RTP-Memória, se há coisa que tenho é memória de elefante. É que a primeira peça jornalística sobre spin-doctors portugueses foi na Sábado, em Julho de 2004. E a foto que ilustrava essa peça era uma foto minha.

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