sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Estamos entendidos Salvador?

Conheço o Salvador da Cunha há 15 anos, desde o primeiro dia em que entrei como estagiário na redacção do Semanário. Dia 11 de Setembro de 1995.

Desde sempre o estimei, entendia-o como um amigo e não esqueço que esteve presente na apresentação da minha agência, onde o brindei e a outros responsáveis de agências com palavras de simpatia e respeito perante uma plateia de 120 pessoas.

O Salvador da Cunha é director da LIFT e tem trabalho feito, com reconhecimento de mercado. A sua empresa é uma das maiores, é profissional e tem estado atenta às permanentes evoluções do universo mediático.

Ainda esta semana o saudei e à Domingas, sua parceira, desejando felicidades para esta nova etapa, tendo-me agradado a peça elaborada pelo Jornal de Negócios. Logo, o Salvador é um director de agência muito respeitável e que devemos acompanhar.

O problema do Salvador é a sua irascibilidade e a sua demanda contra outro protagonista do mercado. Mas isso é algo que me diverte mas não me afecta. O Salvador pareceu muito chateado por eu gostar de uma revista a Fibra. Será que ele já a leu? Viu? Pois eu li e gostei, reafirmo.

E é esse o grave distúrbio do Salvador. Essa demanda pessoal dele, altera-o e tenta meter outros em sacos que não lhe pertencem e a que conclusão leva? Temos um Salvador bom director da LIFT e temos um Salvador medíocre presidente de estimação da APECOM.

O Salvador esquece-se muitas vezes que é presidente de uma associação que representa mais de 30 empresas e que devia liderar o mercado no seu reconhecimento social e na força da profissão de consultor de comunicação. Logo, a sua pessoa é uma figura institucional.

E um líder de uma instituição não pode andar a promover guerras contínuas entre empresas que representa e não representa, não pode atacar directores de outras agências só porque não lhe rendem homenagens e não pode atacar jovens consultores.

Pode e deve proteger as empresas que representa e promover a ética no mercado. Pode e deve rebater críticas à nossa actividade e defender a profissão de muitos profissionais que trabalham em todas as empresas.

E o problema é que em um ano de mandato fez um estudo (que saudei) e anunciou os prémios reputação (a que não concorro porque não compro prémios). De resto não defendeu algumas empresas que foram vilipendiadas por membros da associação que chefia; nada fez (ele e outros) sobre más práticas de mercado devidamente denunciadas e já sabidas de todos; e até no caso do professor universitário que ofendeu quem trabalha em PR nada ouvi.

Mas mais importante, nada foi feito pelo sector de Conselho em Comunicação, pelo seu estatuto profissional, pela promoção da nossa actividade, algo que devia motivar uma APECOM e nada foi feito como se sabe.

Caro Salvador, não preciso de anonimatos para escrever o que muita gente pensa mas parece ter dificuldade em dizer. Não preciso de apoios nem de guarda-costas: és um bom director de agência e um medíocre presidente da APECOM.

Optaste, penso que ontem à noite, por me atacar com aleivosias e com trocadilhos de baixa índole. E eu volto a dizer para te incomodar: não compro prémios nem assinaturas.

Folgo muito com o teu ataque, pois como tu próprio dizes só é atacado quem tem importância. Muito obrigado pela que me deste.

Não levo ofensas para casa de ninguém. A ti respondo-te porque te considero. Se não te considerasse brindava-te com o alheamento e a ignorância que dou a vigaristas e medíocres.

Mas aqui entre nós Salvador, que ninguém nos ouve, enganaste-te no tiro. «A guerra é mãe e rainha de todas as coisas; alguns transforma em deuses, outros, em homens; de alguns faz escravos, de outros, homens livres», dizia Heráclito.

Homem, tu tornaste-te escravo das tuas aleivosias, eu continuo um homem livre.

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