segunda-feira, 4 de junho de 2012

Violência no Bairro Alto obriga a outra gestão

Por vezes é necessário que aconteça algo com figuras públicas para que toquem as sirenes de emergência. O cineasta, de 78 anos, José Fonseca e Costa, foi roubado e barbaramente agredido no Bairro Alto, perto de sua casa.

O Bairro Alto, que comemora os seus 500 anos em Dezembro, já não é o que era. A imagem de vanguarda que dali emanava nos anos 80 e 90 tem sido substituída aos poucos por um local sem eira nem beira.

Continua com bons restaurantes, alguns (poucos) razoáveis bares e tem novas lojas atraentes. Mas o ambiente que se vive "infantilizou-se", banalizou-se, massifiou-se e ainda está poluído com vendedores de droga, a céu aberto, em cada esquina, sem que ninguém intervenha.

A Câmara Municipal de Lisboa tem responsabilidades graves neste assunto. Nos últimos anos permitiu a sucessiva abertura de bares, autênticas espeluncas sem condições, de porta aberta. E ainda cravou mais um prego ao ser permissiva com a abertura de lojas de conveniência que não beneficiam nada o Bairro Alto e só promovem bebedeiras e desacatos entre jovens de tenra idade.

A minha geração migrou primeiro para a Bica, depois para o Cais do Sodré. Não há pachorra para aturar bebedeiras de crianças, já não temos idade para isso. A imagem do bairro Alto sai amachucada outra vez com o que se passou com José Fonseca e Costa.

O município tem de intervir de outra forma, com coragem e sem cobardia política. Tem de mandar prender quem trafica droga e incomoda quem passa nas ruas, tem de fechar bares e tem de encerrar lojas de conveniências. Se isso não acontecer, vão surgir mais notícias destas, provavelmente, com gente anónima.

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