terça-feira, 12 de junho de 2012

A demissão de Paulo Pereira Cristóvão

São duas saídas muito importantes do elenco de Godinho Lopes. Primeiro, Carlos Barbosa, agora Paulo Pereira Cristóvão. Já para não falar de Duarte Galhardas, em Angola, ou Daisy Ulrich que ninguém sabe onde pára. Fica uma direcção manca, sem força, sem estratégia, sem capacidade de trabalho.

O Paulo Pereira Cristóvão, que ninguém duvide do seu sportinguismo, devia ter saído na altura em que foi indiciado. E em caso de inocência, que hoje voltou a exteriorizar, voltaria então mais forte e sem mácula. O PPC, aconselhado por Rogério Alves, decidiu regressar, chegando ainda a cumprir aquilo a que se propôs no campo das infra-estruturas.

O PPC era o vice mais importante desta direcção e o homem de confiança de Godinho Lopes até ao caso Cardinal. Mas já antes se sentia o crescimento de influência de Rui Paulo Figueiredo junto de Godinho Lopes, por motivos que me são estranhos. Ou não...

Rui Paulo Figueiredo, não duvido também do seu sportinguismo, contribuiu para a queda do seu colega, que não nos esqueçamos, e está a mais. Deve sair, também para bem do Sporting, e isso é muito mais mais importante que os seus interesses pessoais ou da Loja Mercúrio onde milita.

Godinho Lopes parte para uma nova época sem condições para continuar com esta direcção. Uma direcção fraca, sem estatuto, refém de interesses da Maçonaria e de gente que procura promoção política pessoal. Não é isto o Sporting nem é isto que os sportinguistas querem.

Godinho Lopes pode ter legitimidade, mas está sozinho. Se visse, nem deve saber o que é, a grande série West Wing (Os Homens do Presidente) saberia que «nem todos conseguem ter sucesso sem a ajuda de alguém». Godinho Lopes não é um líder e não tem ninguém que o ajude. O Sporting caiu no vácuo.

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