quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O factor humano

O título deste post é o mesmo de um livro de Graham Greene que agora foi reeditado pela Casa das Letras e que recomendo. Deu origem a um dos últimos filmes de Otto Preminger, com o mesmo nome.

Sendo o livro muito mais rico, ambos retratam o mundo da Guerra Fria, da espionagem, do entediante mundo da espionagem, pois ela não tinha nada a ver com James Bond, Jack Ryan ou o mais actual Jason Bourne.

O que leva Castle a trair e a fugir para a Rússia, foi apenas o amor de uma mulher negra que ele tinha conhecido e ajudou a tirar da África do Sul. O factor humano está presente em todas as coisas da vida.

Por exemplo, em Conselho em Comunicação não há clientes que preferem determinados consultores porque com eles desenvolveram uma empatia que não querem perder?

Este livro tão genial como contido, quase parecendo entediante mas soberbo nos diálogos deixa algumas pérolas:

«Cometem-se muitos erros por ódio. É tão perigoso como o amor. Sou duplamente perigoso, Boris, porque também amo. O amor é uma desvantagem no nosso serviço», confessava Castle a Boris, a sua ligação russa.

«Os charutos do dr. Castro são tão bons como os do sargento Batista»

«Porque é que muitas pessoas são incapazes de amar o êxito, o poder ou a grande beleza? Porque sentimos que não os merecemos, porque nos sentimos mais familiarizados com as falhas?»

«Não pretendo ser um entusiasta de Deus ou de marx. Cuidado com os crentes. Não são jogadores de confiança»

«Oh traidor, que palavra tão antiquada. o jogador é tão importante quanto o jogo. Não gostaria do jogo com um mau jogador do outro lado da mesa»

«Quando se sente o peixe na linha, não se espera na margem que outra pessoa nos aconselhe o que devemos fazer».

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