quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um programa para o Sporting

Numa altura em que diversos candidatos e projectos se manifestam para a Presidência do Sporting aqui ficam algumas das minhas ideias para quem as achar úteis.

O Sporting é um grande clube português, uma marca ainda com imenso valor e que move um universo de milhões de seguidores.

Hoje, atravessa um mau momento financeiro, fruto de algumas loucuras mas sobretudo por o projecto Roquette se ter revelado um fiasco. Foram criadas muitas empresas que não fazem hoje qualquer sentido.

A primeira necessidade é uma liderança forte. O Sporting deve cumprir as suas obrigações mas não andar de rastos junto da banca. São importantes os contratos, mas ainda mais importantes os resultados. A banca tem de perceber que tem de levantar um pouco o freio para que o Sporting possa conquistar títulos e assim melhor vender os seus activos, nomeadamente o passe dos seus jogadores. É a banca que tem de ir ao Sporting e não o Sporting que tem de ir à banca.

No futebol, o Sporting precisa de ter um modelo que depois seja copiado pela formação. Não defendo uma equipa B, já a tivemos e com parcos resultados, basta associarmo-nos a clubes de Lisboa que bem precisam dos nossos valores, como o belenenses ou o Atlético, para que os mais jovens desenvolvam as suas potencialidades.

É necessário no futebol gente que perceba de futebol. Não faz sentido, por exemplo, que manuel Fernandes e outras referências não estejam no clube em lugares de responsabilidade no futebol. Aproveitando-se a sua capacidade para olheiros e embaixadores do clube.

O técnico principal pode ser português ou estrangeiro, tanto me faz, mas que tenha a preocupação de uma visão geral do futebol do Sporting. O clube precisa de bons reforços e não de jogadores em fim de carreira ou saídos do entulho de outros e deve potenciar a sua formação.

O Sporting tinha um estádio antigo repleto de gente, não só a ver os jogos, mas também a fazer desporto. Eu entrei no clube pela ginástica, outros pela natação, outros por outras modalidades amadoras. A vertente eclética do clube tem de ser a sua espinha dorsal para ser uma instituição de utilidade pública.

O novo estádio é mau. Foi mal construído e hoje está a pagar esse preço, o fosso é ridículo, as cadeiras às cores são de um clube que não é o Sporting. O museu do clube, que tive a ocasião de conhecer pela gentil ajuda de mário patrício deve estar mais visível e não escondido, deve ser motivo de orgulho e divulgação.

O Sporting já vendeu, mal, o Alvaláxia, holmes Place e clínica da Cuf. Vendeu mal porque ao lado vai nascer um mega centro de negócios e o seu valor será enorme dentro de anos. Esse centtro comercial, durante a gestão do Sporting, não conseguiu ter uma loja ãncora. O Sporting vendeu-o e um mês depois estava lá o Lidl.

O Sporting deve manter o bom marketing de início das épocas e manter relação estreita com os actuais patrocinadores, mantendo canais abertos com outras marcas para potenciar os seus resultados. Deve ter uma política de comunicação profissional que privilegie a marca Sporting e não apenas a assessoria de imprensa que tenta resolver os problemas diariamente.

O grande problema tem sido uma consistente falta de linha de rumo e liderança. por exemplo, nas esferas que decidem o futebol, o Sporting tem de se mexer para não ser a vítima constante de erros de arbitragem e más decisões da Liga. O clube deve procurar a liderança ou influência em todos os fóruns de decisão, e aqui o clube tem estado demasiado desatento.

O Sporting é um clube especial, mas lá por ser especial não pode ser parvo. A liderança e a imagem do novo presidente serão fulcrais para o curto prazo do futuro do clube. Tem havido muita gente que não interessa a circular nos camarotes, muita picareta falante que tem um orgasmo sempre que vê um microfone.

O Sporting precisa de uma organização profissional, de remar para o mesmo lado e fomentando a ligação com todos os núcleos e adeptos sportinguisas ter uma liderança carismática e motivadora. Neste momento, para já, não vejo nada disso estar a acontecer.

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