quinta-feira, 1 de julho de 2010

Comunicação da Selecção

Já tinha escrito que somos um país bipolar. Depressivo depois da Costa do Marfim, eufórico depois de goleada a um bando de desgraçados que vai parar a minas de carvão na Coreia do Norte.

Desta selecção não esperava nada. Não acredito em Queiroz e achei um erro o BES centralizar o seu feeling na figura de um homem que não agrada ao povo português.

Queiroz é um homem prisioneiro dos seus medos, muito bom a planear e a trabalhar com jovens, mas nunca ganhou nada enquanto treinador sénior. Por isso, previa termos uma campanha pífia. É um "looser" e isso é tão fácil detectar na cara das pessoas.

Cristiano Ronaldo falou a quente. E em comunicação nada pior do que falar a quente. É um jogador fenomenal, bom rapaz, mas não gosto, naturalmente, de por cada jogada feita se olhar aos ecrãs. Sabemos que adora espelhos e adora mirar-se.

Mas é um jogador de futebol não é um modelo. O que disse sobre Queiroz é correcto, mas não o podia dizer ali nem naquele momento.

Mourinho, ontem, defendeu-o. Dizendo que não deixará sobre a responsabilidade de um jogador os resultados de uma equipa. «Quando ganhamos ganham todos, quando perdemos, perco eu».

Jesus hoje afirma: «tínhamos equipa para ganhar o mundial». Se era assim, só se esqueceu de apontar o responsável pelo fracasso.

O problema é que o responsável pelo fracasso vai continuar mais dois anos. Os portugueses que passaram a confiar na selecção com Scolari, agora, já perderam essa confiança.

Entraremos para os jogos com moral em baixa. Só por isso, o trabalho de Queiroz foi um desastre. O futebol péssimo e a ambição nula para acrescentar ao caldo. E a comunicação foi sempre medíocre.

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